Milícias xiitas estão se concentrando no quartel de Al Habânia, situado a cerca de 30 quilômetros de Ramadi, capital da maior província do Iraque, para lançar uma contraofensiva contra o grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que tomou a cidade no fim de semana, informou a agência Reuters.
A queda de Ramadi foi a maior vitória militar do Estado Islâmico desde a conquista de Mossul, em junho de 2014. Os Estados Unidos e seus aliados bombardearam 19 vezes posições do EI na capital da província de Ambar, mas não impediram os terroristas de tomar a cidade.
Há relatos de que o Estado Islâmico avança em direção à base militar para atacar as milícias xiitas e abortar o contra-ataque.
As milícias xiitas, coordenadas por generais da Guarda Revolucionária do Irã, lutaram ao lado do Exército do Iraque para retomar a cidade de Tikrit, terra natal do ditador Saddam Hussein, deposto e executado pela invasão americana de 2003. Como a província de Ambar é um reduto sunita, havia o temor de que as milícias xiitas fossem vistas como invasoras, levando a população local a aderir aos jihadistas. Sem elas, as forças de segurança iraquianas perderam mais uma batalha contra o Estado Islâmico.
Na prática, os EUA serviram de força aérea para milícias xiitas iraquianas comandadas por generais do Irã.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 18 de maio de 2015
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