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sexta-feira, 8 de abril de 2011

Maioria do Egito apoia paz com Israel

Cerca de 60% dos egípcios apoiam o acordo de paz assinado em 1979 com Israel, indica uma pesquisa feita pelo Instituto Internacional da Paz para o jornal americano The Wall St. Journal e citada no jornal liberal israelense Haaretz.

Outro objetivo da pesquisa foi avaliar o risco de que os fundamentalistas muçulmanos cheguem ao poder com a democratização em curso no país.

O apoio à Irmandade Muçulmana, o grupo de oposição mais organizado do país, com tentáculos por todo o mundo árabe, surpreendeu, chegando a surpreendentes 38%, quando a expectativa era algo em torno de 20% a 30%. Mas a metade do eleitorado prefere o partido liberal Wafd, que deve lançar a candidatura a presidente do ex-ministro do Exterior Amir Moussa, atual secretário-geral da Liga Árabe.

Na Praça da Libertação, no centro do Cairo, dezenas de milhares de pessoas pediram o julgamento do ex-ditador Hosni Mubarak, informa a agência de notícias Associated Press.

Mubarak caiu em 11 de fevereiro de 2011, depois de governar o Egito por quase 30 anos. Ele foi proibido de sair do Egito e está na sua mansão de veraneio no balneário de Charm-al-Cheikh, no Mar Vermelho.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Oposições denunciam fraude eleitoral no Egito

Sob rigorosa vigilância policial, mais de 500 militantes das oposições islamita e liberal do Egito protestaram hoje diante do Supremo Tribunal contra as eleições parlamentares de 28 de novembro e 5 de dezembro de 2010, denunciando uma fraude em grande escala.

Tanto a Irmandade Muçulmana, o mais antigo grupo fundamentalista muçulmano do mundo, quanto o partido liberal Wafd (Delegação) abandonaram o segundo turno. Assim, o Partido Nacional Democrático, do presidente Hosni Mubarak, elegeu 80% dos deputados.

O ex-deputado independente Mustafá Bakri, declarou que "o protesto é uma expressão da raiva e do repúdio a esse parlamento". Ele pediu "eleições livres e democráticas, e o fim da era de opressão e corrupção".