Uma das capitais do Egito Antigo, Mênfis é considerada patrimônio histórico da humanidade pela Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura), mas nas últimas três décadas a expansão urbana ameaçou seus monumentos.
Agora, a Universidade de York, na Inglaterra, e o Ministério das Antiguidades do Egito conseguiram uma ajuda de US$ 1,43 milhão da USAID (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional) para recuperá-los.
O projeto de dois anos vai criar um circuito para visitantes percorreram a pé as ruínas de Mênfis. A proposta é ligar oito monumentos, do Portão Oriental ao Grande Templo de Ptah.
Enquanto estudantes e pesquisadores investigam a área tombada, 120 trabalhadores locais foram contratados para limpar as ruínas de Mênfis. Uma escola vai treinar 80 funcionários do Ministério da Antiguidades do Egito para administrar o patrimônio histórico e cultural do país onde surgiu a mais antiga civilização.
A ideia também visa a beneficiar a população local com o aumento do turismo. "Mênfis é um sítio verdadeiramente fenomenal que já é conhecido na imaginação popular, mas agora tem o potencial de se tornar um importante destino do turismo cultural internacional", explicou a Dra Sara Perry, do Departamento de Arqueologia da Universidade de York.
"Os tempos de Mênfis estão entre os mais importantes do Egito Antigo. Só Luxor é comparável em importância política, econômica e religiosa. O deus criador Ptah é associado a Mênfis. Aqui, ficava um dos maiores templos erguidos em seu nome no Novo Reino [1550-1070 antes de Cristo]", acrescentou a pesquisadora.
"Na verdade, foi onde o Egito ganhou seu nome", ensinou Sara Perry. "Mênfis era chamada de Hikuptah, o Templo da Alma de Ptah, que os gregos chamavam de Aigyptos e hoje se traduz como Egito. Este projeto visa a inspirar as pessoas aqui e internacionalmente para a regeneração de um dos sítios arquelógicos mais importantes do Egito, dando ao mundo um novo olhar sobre seu significado para a história da humanidade."
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quinta-feira, 17 de março de 2016
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