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segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Militares tomam rádio e anunciam golpe mas são derrotados no Gabão

Pelo menos dois militares rebeldes foram mortos hoje numa tentativa de golpe no Gabão. O líder golpista, tenente Kelly Ondo Obiang, um dos subcomandantes da Guarda Republicana, encarregada da segurança presidencial, tentou fugir. Foi encontrado escondido em baixo de uma cama. A Presidência anunciou que "a situação está sob controle".

Os rebeldes tomaram a Rádio Nacional e fizeram um pronunciamento anunciando a formação de um Conselho de Restauração Nacional para democratizar o país da África Ocidental rico em petróleo, governado há mais de 50 anos pela família Bongo.

O presidente Ali Bongo teria sofrido um acidente vascular cerebral em outubro. No Ano Novo, divulgou mensagem afirmando estar bem de saúde. Ele substituiu o pai, Omar Bongo, que governou o país de 1967 até sua morte, em 2009.

"A situação é calma. Os policiais militares que patrulham a área assumiram o controle de toda a região ao redor da rádio e da televisão, então está tudo de volta ao normal", declarou o porta-voz Guy-Bertrand Mapangou. Ele acrescentou que os generais, líderes da sociedade civil e da oposição citados pelos golpistas serão investigados.

O porta-voz da maior aliança oposicionista, Claye Martial Obame Akué, negou qualquer ligação do líder da Coalizão por uma Nova República, Jean Ping, com o movimento golpista, informou a Radio France International.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Como roubar um banco na África

Para uma embaixadora dos Estados Unidos, a melhor maneira de roubar um banco na África é... ser presidente.

Novos documentos sigilosos do Departamento de Estado divulgados pela organização não governamental WikiLeaks acusam o falecido presidente do Gabão Omar Bongo de roubar US$ 36 milhões, cerca de R$ 60,5 milhões, do Banco dos Estados da África Central, onde vários países depositam suas reservas em moedas fortes.

Bongo morreu em 2009 depois de governar o Gabão, país rico em petróleo, durante 41 anos. Deixou contas bancárias milionárias em Nova York e Paris, e mansões na capital francesa e na costa do Mar Mediterrâneo.