Sob o impacto do terremoto, do maremoto e do acidente nuclear de 11 de março de 2011, o Japão deve crescer apenas 0,6% ou 0,7% neste ano fiscal, que termina em 31 de março de 2012, previu hoje o ministro da Economia, Kaoru Yosano. Na semana passada, ele tinha falado em 1%.
Yosano admitiu que ainda serão necessários meses para reparar totalmente a rede de transmissão de energia.
No ano fiscal encerrado em 31 de março deste ano, o Japão cresceu 2,3%. É a terceira maior economia do mundo, com produto interno bruto de cerca de US$ 5,4 trilhões.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 24 de maio de 2011
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Produção industrial do Japão cai 15,3%
Sob o impacto do terremoto e do maremoto de 11 de março de 2011, que afetou suas cadeias produtivas e o fornecimento de energia, a produção industrial do Japão registrou uma queda de 15,3% em março na comparação com fevereiro, revela hoje o jornal Financial Times. Foi a maior queda desde o início da pesquisa, em 1953.
“É uma estatística chocante”, lamentou o ministro da Economia, Kaoru Yosano.
O consumo doméstico caiu 8,5% na comparação com março do ano passado, e os preços ao consumidor registraram queda pelo 25º mês seguido, com deflação de 0,1% ao ano. Isso desestimula o investimento, a produção e o consumo.
Diante desses números, o Banco do Japão reduziu sua previsão de crescimento para a terceira maior economia do mundo neste ano de 1,6% para 0,6%.
A fábrica de automóveis Toyota produziu 63% menos em março por falta de 150 peças cuja produção foi abalada pelo tremor. Estima que serão necessários oito meses para voltar a operar normalmente.
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