BOSTON, EUA - Três anos depois de acabar com o imposto sobre grandes fortunas, o governo da Espanha pretende reintroduzi-lo para reduzir o déficit orçamentário e sair da crise das dívidas públicas da Zona do Euro.
Com a medida, a ministra das Finanças, Elena Salgado, espera arrecadar mais 1 bilhão de euros por ano. Devem ser sobretaxados cerca de 160 mil contribuintes que ganham mais de 700 mil euros por ano.
No último ano em que o imposto foi cobrado, em 2007, 900 mil ricaços espanhóis pagaram 2,12 bilhões de euros, o que por si só já dá uma dimensão do crise no país.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 16 de setembro de 2011
quinta-feira, 10 de março de 2011
Moody's volta a rebaixar o crédito da Espanha
A agência de classificação de risco Moody’s anunciou hoje um rebaixamento de um grau na nota de crédito da Espanha, manifestando ceticismo quanto à capacidade da quinta maior economia europeia de pagar suas dívidas num momento de crescimento baixo e do governo central de controlar as dívidas dos governos regionais.
Em resposta, a ministra da Economia espanhola, Elena Salgado, discordou da agência. Ela afirma que a reestruturação do setor bancário vai custar menos do que estima a Moody’s.
O crédito da Espanha tinha sido rebaixado um grau pela Moody’s em setembro de 2010, da nota máxima Aaa para Aa1. Agora, caiu para Aa2.
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