O chefe de uma prisão onde 15 mil pessoas foram torturadas e mortas no Camboja durante o governo genocida do Khmer Vermelho (1975-79), foi condenado hoje a 30 anos de prisão por um tribunal das Nações Unidas por crimes contra a humanidade.
Kaing Guek Eav, de 67 anos, mais conhecido como Duch, comandava a prisão de Tuol Sleng, tambem chamada de S-21, um dos piores centros de detenção e tortura da ditadura comunista que aterrorizou o Camboja até ser derrubada por uma invasão militar do Vietnã, em 9 de janeiro de 1979.
Foi a primeira sentença do tribunal criado pela ONU em 2003 depois de longas negociações com o governo cambojano. Seus trabalhos só começaram em 2006.
Durante seu reino de terror, sob a liderança de Pol Pot, cerca de 2 milhões de pessoas foram mortas nesse país do Sudeste Asiático.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 26 de julho de 2010
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Carrasco genocida vai a julgamento no Camboja
Um dos piores carrascos do século 20 sente remorso no banco dos réus. Começou hoje o primeiro julgamento de um líder da ditadura do Khmer Vermelho, responsável pela morte de cerca de 2 milhões de pessoas no Camboja nos anos 70.
Centenas de cambojanos e jornalistas foram até o tribunal, em Phnom Penh, para acompanhar o processo contra Kaing Guek Eav, mais conhecido como Duch. Ele era o chefe da temida prisão S-21, onde 16 mil acusados de serem inimigos da revolução comunista cambojana entraram e poucos saíram.
Duch foi denunciado por crimes contra a humanidade, entre eles tortura, assassinato e estupro.
O promotor Robert Petit, do tribunal especial das Nações Unidas para o genocídio no Camboja, afirmou que Duch decidia pessoalmente quando um prisioneiro seria executado. Ele mandava matar quem acreditava que já tivesse confessado tudo o que sabia.
Através do advogado de defesa François Roux, Duch, hoje convertido ao cristianismo, pediu perdão tardiamente ao povo cambojano.
Do lado de fora do tribunal, os sobreviventes do genocídio cambojano festejaram o processo contra Duch. Mas ninguém tem ilusão de que a Justiça consiga pegar todos os genocidas do Khmer Vermelho.
Esse grupo extremista de esquerda, de inspiração maoísta, tomou o poder no Camboja em 16 de abril de 1975, duas semanas antes da queda de Saigon, no fim da Guerra do Vietnã. Com o apoio da China e dos Estados Unidos, aterrorizou o país até ser derrubado por uma invasão vietnamita, em 7 de janeiro de 1979.
Como o tribunal da ONU não prevê pena de morte, Duch e outros quatro réus cujos julgamentos começam em seguida devem pegar prisão perpétua.
Centenas de cambojanos e jornalistas foram até o tribunal, em Phnom Penh, para acompanhar o processo contra Kaing Guek Eav, mais conhecido como Duch. Ele era o chefe da temida prisão S-21, onde 16 mil acusados de serem inimigos da revolução comunista cambojana entraram e poucos saíram.
Duch foi denunciado por crimes contra a humanidade, entre eles tortura, assassinato e estupro.
O promotor Robert Petit, do tribunal especial das Nações Unidas para o genocídio no Camboja, afirmou que Duch decidia pessoalmente quando um prisioneiro seria executado. Ele mandava matar quem acreditava que já tivesse confessado tudo o que sabia.
Através do advogado de defesa François Roux, Duch, hoje convertido ao cristianismo, pediu perdão tardiamente ao povo cambojano.
Do lado de fora do tribunal, os sobreviventes do genocídio cambojano festejaram o processo contra Duch. Mas ninguém tem ilusão de que a Justiça consiga pegar todos os genocidas do Khmer Vermelho.
Esse grupo extremista de esquerda, de inspiração maoísta, tomou o poder no Camboja em 16 de abril de 1975, duas semanas antes da queda de Saigon, no fim da Guerra do Vietnã. Com o apoio da China e dos Estados Unidos, aterrorizou o país até ser derrubado por uma invasão vietnamita, em 7 de janeiro de 1979.
Como o tribunal da ONU não prevê pena de morte, Duch e outros quatro réus cujos julgamentos começam em seguida devem pegar prisão perpétua.
terça-feira, 20 de novembro de 2007
Começa julgamento do genocídio no Camboja
Kaing Guek Eav, mais conhecido como Duch, chefe de um centro de detenção e tortura em Phnom Penh, foi o primeiro réu interrogado hoje, no primeiro dia de julgamento do genocídio cometido no Camboja pelo regime do Khmer Vermelho, que aterrorizou aquele país do Sudeste Asiático de 16 de abril de 1975 a 9 de janeiro de 1979.
Mais de 2 milhões de pessoas foram mortas sob o comando do falecido ditador Pol Pot. Quem falava francês foi assassinado. Todas as pessoas educadas morreram
Na prisão de Tuol Sleng, onde reinava Duch, cerca de 17 mil presos políticos foram interrogados. Apenas sete sobreviveram.
O ex-primeiro-ministro Khieu Samphan foi preso ontem e denunciado. É um dos cinco sobreviventes de uma das mais sanguinárias ditaduras da segunda metade do século 20 que terá agora de responder por seus crimes.
Uma invasão vietnamita, no Natal de 1978, acabou com o reino de terror de Pol Pot.
Mais de 2 milhões de pessoas foram mortas sob o comando do falecido ditador Pol Pot. Quem falava francês foi assassinado. Todas as pessoas educadas morreram
Na prisão de Tuol Sleng, onde reinava Duch, cerca de 17 mil presos políticos foram interrogados. Apenas sete sobreviveram.
O ex-primeiro-ministro Khieu Samphan foi preso ontem e denunciado. É um dos cinco sobreviventes de uma das mais sanguinárias ditaduras da segunda metade do século 20 que terá agora de responder por seus crimes.
Uma invasão vietnamita, no Natal de 1978, acabou com o reino de terror de Pol Pot.
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