A maior de todas as Copas do Mundo de futebol começou hoje com as marcas do racismo, da discriminação, da exclusão e dos ingressos a preços astronômicos. Várias delegações e torcedores enfrentam dificuldades para entrar nos Estados Unidos, onde serão realizados 78 dos 104 jogos. O melhor juiz da África, um somaliano, foi barrado no aeroporto de Miami e mandado de volta para casa. Este é o exemplo mais gritante.
Um país em guerra não deveria ter o direito de organizar um evento criado para celebrar o congraçamento de países e povos, mas o presidente da FIFA (Federação Internacional de Futebol Associativo), Gianni Infantino, quer mesmo é fazer bons negócios. Elevou o puxa-saquismo e um nível sem precedentes ao dar um prêmio da paz ao presidente Donald Trump, que bombardeou sete países desde que voltou à Casa Branca, em janeiro de 2025.
Infantino afirmou que não haveria problemas para jogadores, torcedores e delegações. Depois, mudou de ideia e disse que a FIFA não interfere em questões de soberania e segurança nacionais. A realidade é que para as torcidas as ditaduras da Rússia e do Catar, que organizaram as duas últimas Copas, foram muito mais acolhedoras do que os EUA de Trump.
Os torcedores locais de origem estrangeira temem a truculenta e fascistoide polícia de imigração e de fronteiras. Como a FIFA adotou a "tarifa dinâmica", os preços dos ingressos são até 118 vezes acima do valor oficial. Podem chegar até perto de R$ 1 milhão.
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