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segunda-feira, 23 de junho de 2008

Ucrânia quer declarar Stalin genocida

Durante o processo de coletivização da agricultura imposto pelo ditador Josef Stalin, cerca de 3 milhões de pessoas morreram de fome na Ucrânia, o celeiro da União Soviética, em 1932 e 1933. Setenta e cinco anos depois, os ucranianos querem que a catástrofe, chamada de Holodomor, seja reconhecida como uma ação genocida de Stalin e da URSS.

A Rússia rejeita a campanha, alegando que russos e soviéticos de outras nacionalidades morreram na coletivização da agricultura em que Stalin transformou pequenos produtores em funcionários de grandes fazendas estatais. O resultado foi uma violenta queda na produção e fome.

Como historicamente a Ucrânia sempre foi uma grande produtora de cereais, lá o impacto da coletivização sobre a produtividade foi maior. Stalin aproveitou a situação de crise para esmagar mais alguns inimigos, no caso, os pequenos capitalistas do campo.

O Instituto da Memória Nacional da Ucrânia calcula que 3 milhões de pessoas morreram em meses, depois que Stalin puniu as fazendas coletivas por não atingirem as metas de produção de grãos em 1932. Toda a colheita e a comida foram confiscadas por tropas soviéticas

Para o diretor do instituto, Igor Yukhnovsky, o total de mortos pode ser de 9 milhões. O historiador argumenta que Stalin queria destruir a identidade nacional ucraniana.

"A terra é o berço da nação. Durante o Holodomor, a nação foi destruição e esse era o propósito fundamental", sustenta Yukhnovsky aos 82. "Agora que a Ucrânia recuperou seu Estado, a próxima coisa a fazer é restaurar nossa História".

Leia mais no jornal The Times, de Londres.