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sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

Hoje na História do Mundo: 27 de Janeiro

 DANTE EXILADO

    Em 1302, o poeta Dante Alighieri é expulso de Florença depois de mandar várias pessoas para o exílio quando era um dos governantes da cidade-estado e escreve sua obra-prima, A Divina Comédia, considerado o maior livro da literatura italiana quando era praticamente um andarilho, indo de cidade em cidade em busca de proteção para sua família.

LIBERTAÇÃO DE AUSCHWITZ

    Em 1945, no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45) só restam 7,6 mil prisioneiros quando o Exército Vermelho chega a Auschwitz-Birkenau, na Polônia, o maior centro de extermínio e o maior campo de concentração do regime nazista da Alemanha de Adolf Hitler, onde se estima que 1,5 milhão de pessoas foram mortas, inclusive 1,1 milhão de judeus.

Os sobreviventes estavam tão fracos, confusos e desorientados que, no primeiro momento, nem se deram conta de que estavam sendo libertados. A data é comemorada como Dia em Memória do Holocausto.

Auschwitz, Oswiecim em polonês, fica num importante entroncamento ferroviário da Europa Oriental. O campo de concentração começa a funcionar num antigo quartel do Exército da Polônia secretamente em 20 de maio de 1940, antes mesmo da cúpula do regime nazista aprovar a "solução final para a questão judaica", o genocídio do povo judeu, na Conferência de Wannsee, em Berlim, em 20 de janeiro de 1942.

Em outubro de 1941, a SS, a organização paramilitar do Partido Nazista, cria um complexo centro de extermínio: 300 prédios para prisões, quatro câmaras de gás, chamadas de "casas da banho", e fornos crematórios. Milhares de prisioneiros são submetidos às experiências do Dr. Josef Mengele, o Anjo da Morte.

Ao todo, estima-se que 11 milhões de pessoas morrem no Holocausto, entre elas 6 milhões de judeus, 1,5 milhão de ciganos, socialistas, comunistas, prisioneiros de guerra e dissidentes do regime nazista.

INCÊNDIO DA APOLO 1

    Em 1967, a nave Apolo 1 pega fogo durante um teste na plataforma de lançamento, em Cabo Canaveral, na Flórida, e os três astronautas a bordo – Edward White, Roger Chaffee e Virgil Grissom – morrem, no primeiro acidente fatal do programa espacial dos Estados Unidos.

O primeiro lançamento do programa Apolo da NASA (Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço), que levou o homem à Lua, está marcado para 21 de fevereiro de 1967. O acidente acontece num treinamento. 

White foi o primeiro astronauta norte-americano a sair da nave e passear no espaço, em 3 de junho de 1965.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Dante usava drogas como inspiração

O poeta Dante Alighieri (1265-1321), autor da A Divina Comédia, a obra-prima da literatura italiana, usava drogas para se inspirar em suas criações, revela a pesquisadora britânica Barbara Reynolds, uma das maiores especialistas em Dante. Em artigo sobre o último livro de Barbara, Dante: o Poeta, o Pensador Político e o Homem, o jornal Corriere della Sera revelou que o grande poeta florentino usou drogas como maconha e mescalina.

A especialista de 94 anos, famosa por ter feito a melhor tradução de A Divina Comédia para o inglês, provocou uma revolução nos estudos sobre Dante e no establishment cultural italiano com sua revelação indiscreta.

Isto explicaria por que no primeiro canto do Paraíso, a terceira parte da Divina Comédia, depois do Inferno e do Paraíso, ao subir ao céu Dante se compara com Glauco, que havia se transformado numa divindade marinha depois de se alimentar com uma erva.

Barbara Reynolds sugere que as visões do paraíso se devem em grande parte às experiências psicodélicas de Dante. Ela põe em dúvida a existência de Beatrice, a musa inspiradora e amor impossível do poeta. Apesar de alguns estudiosos indicarem que ela era uma filha de Folco Portinari, a autora acredita que a musa talvez fosse apenas fruto da imaginação fértil do poeta.

As drogas são apenas um detalhe do livro, de 500 páginas, mas virou capa do Times Literary Supplement, que abriu a manchete: "Dante drogado".

Na Itália, a intelectualidade reagiu. "É uma hipótese de pouca credibilidade", afirmou o professor Guglielmo Gorni, presidente da Sociedade Dantesca Italiana. "Há uma fastidiosa e difusa tendência de projetar sobre Dante todos os nossos vícios, até os mais inconfessáveis".

Mas o professor de literatura Giulio Leoni, autor de três novelas policiais sobre Dante, declarou que "não só é possível como provável" que o poeta maior da literatura italiana usasse drogas: "O dantismo oficial deixou na sombra muitos aspectos da vida de Dante. Ele foi reprimido pela crítica acadêmica, quase toda católica, que o quis embalsamar como o grande poeta da Cristandade".

Leoni lembra que Dante conhecia bem a farmacopéia e sabia utilizar plantas medicinais: "Em minhas novelas, mais de uma vez imaginei Dante preparando remédios para curar seus males. Quem pode excluir que ele usasse plantas para outros fins?"