No final do segundo do terceiro dia de manifestações nacionais de protesto denunciando fraude na eleição presidencial de 27 de dezembro de 2007, a polícia do Quênia invadiu, nesta quinta-feira, a maior favela da capital: Mathare.
Desde quarta-feira, pelo menos 24 pessoas morreram, elevando para mais de 700 o total de mortos desde a reeleição fraudulenta do presidente Mwai Kibaki.
Na quarta-feira, quando o líder da oposição, Raila Odinga, pediu mais uma vez um boicote internacional ao governo queniano, a polícia limitou-se a bloquear a saída da favela para evitar que seus moradores participassem do protesto no centro de Nairóbi. Ontem, a tática da repressão mudou.
Odinga acusou a polícia de cometer uma "orgia de mortes".
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
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