Ela teria inspirado o assassinato do líder da extrema direita branca, Eugène Terreblanche.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 7 de abril de 2010
CNA pede a negros que evitem provocações
O Congresso Nacional Africano, que governa a África do Sul desde o fim do regime segragacionista do apartheid, há 16 anos, pediu aos militantes que não cantem “músicas polarizadoras” em seus eventos, numa referência à música Mate os Bôeres (agricultores brancos), cantada recentemente pelo líder da juventude do CNA.
terça-feira, 6 de abril de 2010
Assassinos de Terre'Blanche são apresentados à Justiça
A polícia da África do Sul montou hoje um forte esquema de segurança no tribunal de Verstendorp para garantir a apresenção à Justiça dos assassinos do líder do neonazista Movimento de Resistência Africâner, que defendia o regime segregacionista do apartheid e agora luta por um país independente para os brancos sul-africanos.
Terre'Blanche foi morto no sábado em sua fazenda por dois funcionários durante uma briga por questões de pagamento.
De um lado, estavam os supremacistas brancos; do outro, partidários do Congresso Nacional Africano, o partido que levou a maioria negra ao poder e que governo o país até hoje. Eles chegaram a se misturar e tirar fotos uns dos outros, antes que a polícia sul-africana separasse os dois grupos com uma tela de arame farpado.
O procurador-geral Menzi Simelani se reuniu pela manhã com representantes do grupo radical africâner para explicar que um dos suspeitos será julgado como menor de idade porque tem apenas 15 e assim está sujeito a uma punição menor.
Em desmentido a declarações da polícia, o advogado de defesa, Zola Majavu, negou que seus clientes tenham confessado a culpa pela morte de Terre'Blanche.
Na saída, a polícia tentou tirar rapidamente os suspeitos para evitar tumulto diante do tribunal, mas não impediu que representantes da maioria negra dessem vivas e aplaudissem os assassinos do líder da ultradireita sul-africana.
Depois de ameaçar boicotar a Copa do Mundo no primeiro momento, o Movimento de Resistência Africâner voltou atrás e prometeu não usar a força para vingar a morte de seu líder. Mas diante do tribunal havia pelo menos um cartaz com um alerta sobre o que pode acontecer antes e durante a Copa.
Para o analista político Aubrey Matshiqi, "o assassinato de Terre'Blanche é uma oportunidade para todos os sul-africanos pararem para pensar sobre o que é preciso fazer individual e coletivamente para criar uma nação multirracial".
Ele não vê risco de "uma guerra civil racial" e acredita que a Copa do Mundo é uma oportunidade para mostrar ao mundo o compromisso com uma sociedade multirracial.
Terre'Blanche foi morto no sábado em sua fazenda por dois funcionários durante uma briga por questões de pagamento.
De um lado, estavam os supremacistas brancos; do outro, partidários do Congresso Nacional Africano, o partido que levou a maioria negra ao poder e que governo o país até hoje. Eles chegaram a se misturar e tirar fotos uns dos outros, antes que a polícia sul-africana separasse os dois grupos com uma tela de arame farpado.
O procurador-geral Menzi Simelani se reuniu pela manhã com representantes do grupo radical africâner para explicar que um dos suspeitos será julgado como menor de idade porque tem apenas 15 e assim está sujeito a uma punição menor.
Em desmentido a declarações da polícia, o advogado de defesa, Zola Majavu, negou que seus clientes tenham confessado a culpa pela morte de Terre'Blanche.
Na saída, a polícia tentou tirar rapidamente os suspeitos para evitar tumulto diante do tribunal, mas não impediu que representantes da maioria negra dessem vivas e aplaudissem os assassinos do líder da ultradireita sul-africana.
Depois de ameaçar boicotar a Copa do Mundo no primeiro momento, o Movimento de Resistência Africâner voltou atrás e prometeu não usar a força para vingar a morte de seu líder. Mas diante do tribunal havia pelo menos um cartaz com um alerta sobre o que pode acontecer antes e durante a Copa.
Para o analista político Aubrey Matshiqi, "o assassinato de Terre'Blanche é uma oportunidade para todos os sul-africanos pararem para pensar sobre o que é preciso fazer individual e coletivamente para criar uma nação multirracial".
Ele não vê risco de "uma guerra civil racial" e acredita que a Copa do Mundo é uma oportunidade para mostrar ao mundo o compromisso com uma sociedade multirracial.
sábado, 3 de abril de 2010
Líder da extrema direita é morto na África do Sul
O líder do Movimento de Resistência Africâner, Eugène Terre'Blanche, que lutou até o fim contra a entrega do poder à maioria negra, foi atacado e morto em sua fazenda, no Noroeste do país, por dois empregados que reclamavam de falta de pagamento.
A polícia informou que "o corpo de Engène Terre'Blanche foi encontrado na cama com ferimentos na face e na cabeça. Um jovem de 21 anos e outro de 15 foram presos sob a acusação de assassinato. Os dois disseram à polícia que a briga começou porque eles não tinham sido pagos por um trabalho".
Na luta para manter o regime segregacionista do apartheid, os partidários de Terre'Blanche usaram bombas e táticas terroristas para sabotar as primeiras eleições democráticas da África do Sul, em abril de 1994.
Preso em 2001 por agredir um guarda negro, Terre'Blanche saiu da cadeia em 2004.
A polícia informou que "o corpo de Engène Terre'Blanche foi encontrado na cama com ferimentos na face e na cabeça. Um jovem de 21 anos e outro de 15 foram presos sob a acusação de assassinato. Os dois disseram à polícia que a briga começou porque eles não tinham sido pagos por um trabalho".
Na luta para manter o regime segregacionista do apartheid, os partidários de Terre'Blanche usaram bombas e táticas terroristas para sabotar as primeiras eleições democráticas da África do Sul, em abril de 1994.
Preso em 2001 por agredir um guarda negro, Terre'Blanche saiu da cadeia em 2004.
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