Com uma campanha contra o casamento gay, o pastor evangélico Fabricio Alvarado obteve 24,8% dos votos e ficou em primeiro lugar na eleição presidencial da Costa Rica, um dos países mais democráticos da América Latina. O segundo turno será disputado em 1º de abril.
A apuração ainda não terminou. Em segundo lugar, com 21,8%, está Carlos Alvarado, do partido centrista Ação Cidadã, hoje no poder com o presidente Luis Guillermo Solís. Ele não é parente do pastor. Em terceiro, vem o ex-deputado Antonio Álvarez, do Partido Libertação Nacional, social-democrata, o mais tradicional do país, com 18,5%, informa o jornal local La Nación.
Ao todo, 13 candidatos disputaram a eleição. O índice de abstenção foi de 34%. Também foram eleitos 57 deputados da Assembleia Legislativa, o parlamento unicameral costa-riquenho. O jornal La República prevê dificuldades para o futuro presidente com um parlamento fragmentado entre vários partidos.
O casamento de homossexuais virou um tema central da campanha depois que a Corte Interamericana de Direitos Humanos, com sede em São José, a capital da Costa Rica, conclamou os países da América Latina a reconhecê-lo. A CIDH é ligada à Organização dos Estados Americanos (OEA).
Um dos países líderes em proteção ambiental e energias renováveis, a Costa Rica lucra com o turismo ecológico. Uma das maiores preocupações do eleitorado é o aumento da violência relacionada ao tráfico de drogas.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018
segunda-feira, 7 de abril de 2014
Oposição vence eleição presidencial na Costa Rica
O ex-professor Luis Guillermo Solís, que não era político profissional, ganhou o segundo turno da eleição presidencial de ontem, 6 de abril de 2014, na Costa Rica com mais de 1,3 milhão de votos, 77,8% do total, noticiou hoje o jornal costa-riquenho La Nación. Foi a primeira vitória de uma terceira força política no país em 44 anos.
Solís, do Partido Ação Cívica (PAC), venceu Johnny Araya, do governante Partido de Libertação Nacional (PLN), de centro-direita. Prejudicado pela impopularidade da presidente Laura Chinchilla, a primeira mulher a governar a Costa Rica, o candidato oficial não passou de 22,2%.
A abstenção, de 43% no segundo turno, foi a maior em 60 anos, desde 1953, depois da redemocratização do país, que tem a mais longa tradição democrática da América Latina.
Solís, do Partido Ação Cívica (PAC), venceu Johnny Araya, do governante Partido de Libertação Nacional (PLN), de centro-direita. Prejudicado pela impopularidade da presidente Laura Chinchilla, a primeira mulher a governar a Costa Rica, o candidato oficial não passou de 22,2%.
A abstenção, de 43% no segundo turno, foi a maior em 60 anos, desde 1953, depois da redemocratização do país, que tem a mais longa tradição democrática da América Latina.
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