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terça-feira, 6 de junho de 2017

Terceiro terrorista de Londres era italiano de origem marroquina

A polícia do Reino Unido, a Scotland Yard, revelou hoje a identidade do terceiro terrorista do grupo que atacou na Ponte de Londres e no Mercado de Borough sábado à noite em Londres, matando sete pessoas e ferindo outras 48. Era Youssef Zaghba, de 22 anos, nascido no Marrocos e naturalizado italiano. Não estava na lista de suspeitos.

Na Itália, ele já era conhecido. No ano passado, Zaghba foi impedido de viajar para a Síria, onde provavelmente lutaria ao lado da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante. Ontem, os serviços secretos italianos confirmaram sua identidade às autoridades britânicas.

Os outros dois terroristas foram identificados como Khuram Shazad Butt, de 27 anos, um paquistanês naturalizado britânico que estava na lista de suspeitos, e Rachid Redouane, de 30 anos, com origem líbia e marroquina.

No domingo, o Estado Islâmico reivindicou a autoria do ataque. As autoridades britânicos investigam se haveria uma ligação operacional entre a milícia extremista muçulmana e a célula terrorista, ou se houve apenas inspiração por causa da propaganda jihadista.

Foi o terceiro atentado terrorista no Reino Unido em menos de três meses. Em 22 de março, Khalid Masood, de 52 anos, um britânico de origem jamaicana, atropelou e matou quatro pessoas na Ponte de Westminster e esfaqueou e matou um guarda do Parlamento Britânico antes de ser morto pela polícia.

Dois meses depois, Salman Abedi, de 22 anos, britânico de origem líbia, se detonou num atentado terrorista suicida na saída de um show da cantora pop americana Ariana Grande, matando 22 pessoas.

A primeira-ministra conservadora Theresa May prometeu linha dura contra o terrorismo, mas manteve as eleições parlamentares convocadas para quinta-feira, 8 de junho de 2017.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Londres identifica dois terroristas, um era notório extremista muçulmano

A polícia do Reino Unido, a Scotland Yard, divulgou hoje as identidades e as fotos de dois dos três terroristas que atacaram na Ponte de Londres e no Mercado de Borough no sábado à noite, matando sete pessoas e ferindo outras 48, 21 em estado grave. 

Khuram Shazad Butt, de 27 anos, britânico nascido no Paquistão, era conhecido dos serviços secretos. Há dois anos, foi filmado rezando diante de uma bandeira negra no Regent's Park, em Londres.

O segundo terrorista identificado, Rachid Redouane, de 30 anos, declarava origem líbia e marroquina. Não estava nas listas de suspeitos. Butt estava. No filme, um documentário exibido no Canal 4 da televisão britânica, estava em companhia de líderes do movimento salafista jihadista Al-Mujahiron (Os Imigrantes), um dos mais extremistas do Reino Unido.

"Apelo a quem tiver informações sobre esses homens, seus movimentos nos dias e horas antes do ataque e os lugares que frequentavam" a entrar em contato com a polícia, pediu o chefe de Política Nacional Antiterrorismo da Scotland Yard, Mark Rowley.

Os três estavam numa caminhonete jogada contra pedestres na Torre de Londres às 22h08 de sábado (18h08 em Brasília). Em seguida, eles desceram do veículo e atacaram a faca pessoas na área do Mercado de Borough, nas proximidades.

A organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou ontem a autoria do atentado. A polícia britânica tenta descobrir se há uma ligação operacional dos terroristas com o grupo ou se foi apenas uma jogada oportunista do Estado Islâmico para fazer propaganda.

domingo, 4 de junho de 2017

Estado Islâmico reivindica autoria do ataque terrorista em Londres

Nesta noite de domingo, através de sua agência de propaganda virtual Amaq, a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a responsabilidade pelo ataque de sábado à noite em Londres, quando uma caminhonete foi jogada contra os pedestres na Ponte de Londres e três jihadistas saíram esfaqueando pessoas no Mercado de Borough. Sete pessoas morreram e outras 48 saíram feridas; 21 estão hospitalizadas em estado grave.

Doze pessoas foram presas pela polícia sob suspeita de envolvimento no atentado. Os três terroristas foram mortos por oito policiais, que dispararam 50 tiros no Mercado de Borough. A polícia britânica, a Scotland Yard, descobriu suas identidades, mas ainda não revelou publicamente. Dois seriam britânicos de origem paquistanesa.

O Estado Islâmico tenta assumir a autoria de todos os ataques que possam ser atribuídos a extremistas muçulmanos. Na sexta-feira, um homem armado com um fuzil de guerra invadiu o cassino do Resorts World Manila, um grande hotel da capital das Filipinas, tentou roubar fichas de aposta e tocou fogo nas mesas de jogo. Pelo menos 38 pessoas morreram, a maioria sufocada pela fumaça.

A polícia filipina negou que o atirador tivesse ligação com grupos terroristas muçulmanos. No Sul das Filipinas, onde há décadas há uma revolta da minoria muçulmana, que é maioria na região, o grupo guerrilheiro Abu Sayyaf (Portador da Espada), conhecido pela extrema violência, aderiu ao Estado Islâmico. Agora, se apresenta como a Província das Filipinas do Estado Islâmico. Mas não teria relação com o ataque.

Da mesma forma, as autoridades britânicas duvidam da reivindicação de autoria do Estado Islâmico. Em 22 de março, Khalid Masood, um britânico de origem jamaicana de 52 anos, atropelou e matou quatro pessoas na Ponte de Westminster, em Londres, e esfaqueou mortalmente um policial no Parlamento Britânico antes de ser morto pela guarda. A polícia acredita que tenha agido sozinho, sob a inspiração da ideologia assassina pregada pelos jihadistas nas mesquitas radicais e nas redes sociais.

Salman Abedi, o homem-bomba de 22 anos responsável pelo ataque na Arena de Manchester em 22 de maio, tinha voltado da Líbia. A sofisticação da bomba utilizada levou a polícia a suspeitar que ele tivesse uma rede de apoio.

Agora, o Estado Islâmico alega que uma célula clandestina do grupo está por trás das atrocidades do sábado à noite. Além da identidade dos terroristas, a Scotland Yard procura descobrir que tipo de ligação havia entre eles. Eram parentes, amigos, se conheciam há muito tempo ou estranhos designados para a operação suicida por algum superior hierárquico dentro da organização?