Com drones, helicópteros e aviões bombardeiros, Israel atacou mais de cem vezes nos últimos dois anos posições da organização terrorista Estado Islâmico na Península do Sinai. O ditador do Egito, marechal Abdel Fattah al-Sissi, impotente para conter os jihadistas, aprovou as ações militares israelenses, revelou hoje o jornal The New York Times.
A Península do Sinai foi ocupada por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e devolvida ao Egito no acordo de paz assinado em 1979, em Camp David, nos Estados Unidos. Pelo acordo, tornou-se uma zona desmilitarizada. Os extremistas muçulmanos aproveitaram a situação para se instalar lá.
O maior grupo jihadista do Norte do Sinai, Ansar Beit al-Makdis, declarou lealdade ao Estado Islâmico em novembro de 2014, chegou a tomar uma cidade importante, Xeique Zuwaid, e derrubou um avião de passageiros da Rússia em 31 de outubro de 2015, matando todas as 224 pessoas a bordo. Centenas de militares e policiais foram mortos em seus ataques.
Israel e o Egito não comentaram oficialmente. Depois de travar quatro guerras, em 1948-49, 1956, 1967 e 1973, os dois países assinaram o primeiro tratado de paz árabe-israelense e há dois anos se aliaram contra um inimigo comum.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
sábado, 3 de fevereiro de 2018
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018
EUA criam mais 200 mil empregos e salários aumentam em ritmo forte
Os Estados Unidos geraram em janeiro de 2018 200 mil postos trabalho a mais do que fecharam, revelou o relatório mensal de emprego, divulgado hoje pelo Departamento do Trabalho. O índice de desemprego, medido em outra pesquisa, ficou inalterado em 4,1%. É o menor em 17 anos. A média dos salários aumentou 2,9%, aumentando a probabilidade de alta nas taxas básicas de juros, o que provoca uma queda na Bolsa de Valores de Nova York.
A abertura de novas vagas superou a expectativa do mercado, que era de um saldo de 177 mil empregos. Foram mais 196 mil empregos no setor privado e 4 mil no setor público, noticiou o jornal The Wall Street Journal.
O salário médio no setor privado avançou 0,34% no mês e 2,9% nos últimos 12 meses. Foi o maior ganho anual desde junho de 2009.
O número de contratações em novembro e dezembro foi revisado para baixo, com menos 24 mil empregos. A média dos últimos três meses ficou em 192 mil vagas, acima da média de 2017, que foi de 181 mil novos postos de trabalho por mês.
O mercado de trabalho nos EUA cresce sem parar por um período recorde de sete anos e quatro meses. A participação das pessoas em idade de trabalhar neste mercado ficou em 62,7%, sem alteração.
"No último trimestre, os ganhos no mercado de trabalho se aceleraram, embora a recuperação tenha entrado no oitavo ano", observou o economista Jed Kolko, do sítio sobre emprego Indeed. "Os setores de colarinho azul lideraram a carga: a mineração e a construção civil estão mais uma vez entre os setores de maior crescimento. Tem mais: a indústria manufatureira está acompanhando o crescimento geral no momento, embora não o suficiente para reduzir a tendência de queda em longo prazo."
A Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, está de olho na pressão dos salários sobre a inflação. O Fed persegue uma meta informal de 2% ao ano. Nos últimos 12 meses, os preços ao consumidor subiram em média 1,7%. O núcleo da inflação, excluídos os preços mais voláteis de energia e alimentos, ficou em 1,5% ao ano.
Agora, a expectativa do mercado é de uma alta nos juros na reunião do Comitê de Mercado Aberto de março e um total de três até o fim do ano.
No fim do pregão, o Índice Dow Jones da Bolsa de Nova York fechou em queda de 650 pontos (2,5%), a maior queda num dia desde 23 de junho de 2016, quando os britânicos aprovaram em plebiscito a saída do Reino Unido da União Europeia.
Na pior semana em dois anos, a perda foi de 1.096 pontos. As causas foram uma mistura de expectativa de alta nos juros, resultados fracos das empresas que estão divulgando balancetes trimestrais e incerteza política causada pela divulgação de um memorando interno produzido pelo Partido Republicano que acusa o Departamento da Justiça e o FBI (Polícia Federal) de partidarismo na investigação sobre um possível conluio da candidatura do presidente Donald Trump e a Rússia.
A abertura de novas vagas superou a expectativa do mercado, que era de um saldo de 177 mil empregos. Foram mais 196 mil empregos no setor privado e 4 mil no setor público, noticiou o jornal The Wall Street Journal.
O salário médio no setor privado avançou 0,34% no mês e 2,9% nos últimos 12 meses. Foi o maior ganho anual desde junho de 2009.
O número de contratações em novembro e dezembro foi revisado para baixo, com menos 24 mil empregos. A média dos últimos três meses ficou em 192 mil vagas, acima da média de 2017, que foi de 181 mil novos postos de trabalho por mês.
O mercado de trabalho nos EUA cresce sem parar por um período recorde de sete anos e quatro meses. A participação das pessoas em idade de trabalhar neste mercado ficou em 62,7%, sem alteração.
"No último trimestre, os ganhos no mercado de trabalho se aceleraram, embora a recuperação tenha entrado no oitavo ano", observou o economista Jed Kolko, do sítio sobre emprego Indeed. "Os setores de colarinho azul lideraram a carga: a mineração e a construção civil estão mais uma vez entre os setores de maior crescimento. Tem mais: a indústria manufatureira está acompanhando o crescimento geral no momento, embora não o suficiente para reduzir a tendência de queda em longo prazo."
A Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, está de olho na pressão dos salários sobre a inflação. O Fed persegue uma meta informal de 2% ao ano. Nos últimos 12 meses, os preços ao consumidor subiram em média 1,7%. O núcleo da inflação, excluídos os preços mais voláteis de energia e alimentos, ficou em 1,5% ao ano.
Agora, a expectativa do mercado é de uma alta nos juros na reunião do Comitê de Mercado Aberto de março e um total de três até o fim do ano.
No fim do pregão, o Índice Dow Jones da Bolsa de Nova York fechou em queda de 650 pontos (2,5%), a maior queda num dia desde 23 de junho de 2016, quando os britânicos aprovaram em plebiscito a saída do Reino Unido da União Europeia.
Na pior semana em dois anos, a perda foi de 1.096 pontos. As causas foram uma mistura de expectativa de alta nos juros, resultados fracos das empresas que estão divulgando balancetes trimestrais e incerteza política causada pela divulgação de um memorando interno produzido pelo Partido Republicano que acusa o Departamento da Justiça e o FBI (Polícia Federal) de partidarismo na investigação sobre um possível conluio da candidatura do presidente Donald Trump e a Rússia.
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Filho mais velho de Fidel Castro se suicida
O filho mais velho do comandante da Revolução Cubana, Fidel Castro Díaz-Balart, se matou na manhã de quinta-feira aos 68 anos, revelou o sítio oficial Cubadebate, dizendo que ele sofria de "um estado depressivo profundo" e "estava sendo atendido há meses por uma junta médica".
Ele foi hospitalizado e ultimamente fazia tratamento ambulatorial. Era assessor científico do Conselho de Estado e vice-presidente da Academia de Ciências de Cuba.
Fidel Castro Díaz-Balart era o único filho do primeiro casamento de Fidel, com Mirtha Díaz-Balart. Era conhecido como Fidelito.
Ele foi hospitalizado e ultimamente fazia tratamento ambulatorial. Era assessor científico do Conselho de Estado e vice-presidente da Academia de Ciências de Cuba.
Fidel Castro Díaz-Balart era o único filho do primeiro casamento de Fidel, com Mirtha Díaz-Balart. Era conhecido como Fidelito.
Caminhonete avança sobre a multidão e fere 18 pessoas em Xangai
Uma caminhonete feriu pelo menos 18 pessoas, três em estado grave, ao subir uma calçada no centro de Xangai, a maior cidade da China, por volta das nove da manhã desta sexta-feira pela hora local (23h de quinta-feira em Brasília).
Quando o carro parou, começou um pequeno incêndio logo controlado pelos bombeiros. As autoridades chinesas disseram estar tratando o caso como um acidente de trânsito e não como uma ação deliberada, um ataque terrorista como tantos cometidos com veículos nos Estados Unidos, na Europa e em Israel.
A China reprime os muçulmanos da província de Xinjiang, no Noroeste do país, enviando cada vez mais chineses da etnia dominante hã para submeter os uigures, um povo islâmico de origem turca.
Há um Movimento pela Libertação do Turquestão Oriental. Em 28 de outubro de 2013, jogou um carro contra as barreiras de segurança na Praça da Paz Celestial, em Beijim. Cinco pessoas morreram no atentado, entre eles os três terroristas ocupantes do veículo.
Quando o carro parou, começou um pequeno incêndio logo controlado pelos bombeiros. As autoridades chinesas disseram estar tratando o caso como um acidente de trânsito e não como uma ação deliberada, um ataque terrorista como tantos cometidos com veículos nos Estados Unidos, na Europa e em Israel.
A China reprime os muçulmanos da província de Xinjiang, no Noroeste do país, enviando cada vez mais chineses da etnia dominante hã para submeter os uigures, um povo islâmico de origem turca.
Há um Movimento pela Libertação do Turquestão Oriental. Em 28 de outubro de 2013, jogou um carro contra as barreiras de segurança na Praça da Paz Celestial, em Beijim. Cinco pessoas morreram no atentado, entre eles os três terroristas ocupantes do veículo.
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quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018
Força Aérea leal a Assad bombardeia mais um hospital na Síria
Era considerado o hospital mais escondido da Síria, construído sob 20 metros de rocha para escapar dos bombardeios. O hospital Al Maghara, instalado dentro de uma caverna na cidade de Kafir Zita, na província de Hama, foi destruído hoje por um ataque aéreo atribuído à ditadura de Bachar Assad ou à sua aliada Rússia, informou a União das Organizações de Assistência Médica e Socorro (UOSSM), citada pela televisão pública britânica BBC.
Deveria ser o hospital mais seguro da Síria, lamentaram as instituições beneficentes que o administravam. Como os funcionários ouviram o ruído dos aviões de guerra se aproximando, conseguiram retirar pacientes e pessoal para uma área segura. Não há notícias de mortos e feridos.
O hospital atendia a uma população de cerca de 50 mil pessoas e fazia 150 cirurgias. Só em janeiro houve 14 ataques a instalações hospitalares, um crime de guerra. Tanto a Rússia quanto a Síria negam atacar civis, mas ninguém acredita nisso. São governos autoritários sem o menor respeito pelos direitos humanos. Assad bombardeia seu próprio povo há quase sete anos e não poupa nem hospitais e centros de saúde.
Nas suas ofensivas finais para acabar com os últimos bolsões de resistência dos rebeldes na guerra civil da Síria, iniciada em março de 2011, a ditadura de Assad está sendo acusada de voltar a usar armas químicas.
Deveria ser o hospital mais seguro da Síria, lamentaram as instituições beneficentes que o administravam. Como os funcionários ouviram o ruído dos aviões de guerra se aproximando, conseguiram retirar pacientes e pessoal para uma área segura. Não há notícias de mortos e feridos.
O hospital atendia a uma população de cerca de 50 mil pessoas e fazia 150 cirurgias. Só em janeiro houve 14 ataques a instalações hospitalares, um crime de guerra. Tanto a Rússia quanto a Síria negam atacar civis, mas ninguém acredita nisso. São governos autoritários sem o menor respeito pelos direitos humanos. Assad bombardeia seu próprio povo há quase sete anos e não poupa nem hospitais e centros de saúde.
Nas suas ofensivas finais para acabar com os últimos bolsões de resistência dos rebeldes na guerra civil da Síria, iniciada em março de 2011, a ditadura de Assad está sendo acusada de voltar a usar armas químicas.
Google negocia construção de centro tecnológico na Arábia Saudita
Dentro do programa de reformas lança pelo príncipe-herdeiro, Mohamed ben Salman, o Google está negociando com a companhia estatal de petróleo Aramco a construção de um grande centro tecnológico na Arábia Saudita. Como parte do acordo, a empresa de alta tecnologia criaria bancos de dados para a Aramco, noticiou o jornal americano The Wall Street Journal.
As conversas duram meses. Pelo Google, o principal negociador é Larry Page, diretor-executivo do gigante tecnológico. O objetivo do príncipe é diversificar a economia saudita até 2030 para reduzir a dependência do petróleo. Ele planeja vender 5% ações da Aramco, avaliada em US$ 1,5 trilhão a US$ 2 trilhões para levantar dinheiro para investimentos na sua Visão 2030, nome do programa de reformas.
O Google disputa com a Amazon e a Microsoft o mercado para oferecer serviços de computação e armazenagem de dados para empresas. Nenhuma das três tem um centro tecnológico na região. A Amazon planeja abrir um no Bahrein. A Microsoft anunciou a abertura de dois centros na África do Sul ainda neste ano.
A Amazon deve criar três centros na Arábia Saudita, com investimentos de US$1 bilhão. O anúncio oficial deve ser feito quando o príncipe Mohamed ben Salman visitar os Estados Unidos.
Com a abertura de centros no Oriente Médio, os gigantes da Internet vão disputar o fornecimento de serviços à indústria do petróleo.
As conversas duram meses. Pelo Google, o principal negociador é Larry Page, diretor-executivo do gigante tecnológico. O objetivo do príncipe é diversificar a economia saudita até 2030 para reduzir a dependência do petróleo. Ele planeja vender 5% ações da Aramco, avaliada em US$ 1,5 trilhão a US$ 2 trilhões para levantar dinheiro para investimentos na sua Visão 2030, nome do programa de reformas.
O Google disputa com a Amazon e a Microsoft o mercado para oferecer serviços de computação e armazenagem de dados para empresas. Nenhuma das três tem um centro tecnológico na região. A Amazon planeja abrir um no Bahrein. A Microsoft anunciou a abertura de dois centros na África do Sul ainda neste ano.
A Amazon deve criar três centros na Arábia Saudita, com investimentos de US$1 bilhão. O anúncio oficial deve ser feito quando o príncipe Mohamed ben Salman visitar os Estados Unidos.
Com a abertura de centros no Oriente Médio, os gigantes da Internet vão disputar o fornecimento de serviços à indústria do petróleo.
quarta-feira, 31 de janeiro de 2018
Trump se elogia, apresenta heróis dos EUA e planos para reformar imigração
No seu primeiro Discurso sobre o Estado da União, depois de um ano na Casa Branca, o presidente Donald Trump elogiou os supostos sucessos de seu governo como os cortes de impostos, o crescimento e o desemprego, destacou o heroísmo de vários americanos presentes no plenário da Câmara, descreveu a China e a Rússia como "rivais", e anunciou planos para reformar o sistema de imigração.
Trump começou destacando os supostos sucessos de seu governo. Exaltou o heroísmo de uma oficial que resgatou flagelados pelo furacão de Houston, no Texas, e de um guarda florestal que salvou crianças nos incêndios da Califórnia.
"Não há povo com mais ousadia e coragem do que os americanos. Se houver um desafio, encaramos; se houver uma oportunidade, aproveitamos. Então o Estado da União é forte porque o povo americano é forte", declarou Trump sob aplausos do plenário do Congresso, com a presença de ministros e juízes da Suprema Corte.
Em seguida, o presidente passou a destacar os sucessos econômicos, como a queda no desemprego, uma tendência de 87 meses, que portanto começou com Barack Obama. "Os níveis de desemprego para afro-americanos e latino-americanos são os menores da história."
Como prometido, continuou Trump, "promovemos o maior corte de impostos da história dos EUA, dando um grande alívio para a classe média e os trabalhadores". Ele destacou os ganhos da classe média: "Uma família que ganhe US$ 75 mil terá seus impostos reduzidos à metade."
Entre os impostos suprimidos, está a obrigação de ter seguro-saúde do programa do governo Obama para universalizar a cobertura de saúde. Trump acabou com isso.
A alíquota do imposto de renda das empresas caiu de 35% para 21%, gabou-se o presidente. Os críticos advertem que a dívida pública interna deve crescer US$ 1,5 trilhão nos próximos dez anos e que 82% vai para o 1% mais rico.
"Desde que aprovamos os cortes de impostos, mais de 3 milhões de trabalhadores receberam bônus salariais de suas empresas. A Apple vai trazer US$ 238 bilhões e criar 20 mil empregos", acrescentou Trump. "Nunca houve um tempo melhor para o sonho americano. Juntos, podemos conquistar qualquer coisa."
"A família e a fé estão no centro da vida americana, não o Estado. Celebramos nossa polícia, nossas Forças Armadas e nossos veteranos pelo seu heroísmo", clamou Trump, todos agentes do Estado, conseguindo novos aplausos de uma assistência entusiasmada pelo seu patriotismo primário, de bandeiras e heróis.
Um menino que lançou uma campanha para plantar 40 mil bandeirinhas no túmulo de soldados mortos em guerras foi o próximo destaque de um discurso bem arquitetado pelo marketing populista de Trump, apelando mais à emoção do que à razão do eleitorado.
"Eliminamos mais regulamentações no primeiro ano do que qualquer governo na história deste país. Acabamos com a guerra contra energia e contra o belo carvão limpo. Somos hoje exportadores de energia para o mundo", alegou para defender sua política de abandonar o Acordo de Paris sobre Mudança do Clima, onde as restrições que cada país deve fazer são voluntárias.
Em uma jogada que certamente aumentará sua popularidade se virar realidade, mais uma promessa cara à população: "Uma das minhas prioridades é reduzir o preço dos medicamentos. Os americanos pagam muito mais caro do que em outros países. Os preços vão cair. Fiquem atentos".
Na política comercial, se depender de Trump, acabou a era da liberalização comercial: "A era da rendição econômica acabou. Daqui para a frente, queremos comércio justo e recíproco. Vamos negociar novos acordos comerciais, proteger os trabalhadores americanos e a propriedade intelectual. Vamos reconstruir nossa indústria e nossa infraestrutura", vangloriou-se.
"Os EUA são um país de construtores. Nós construímos o Empire State building em um ano. Agora, precisamos de um ano para obter autorização para abrir uma estrada. Peço ao Congresso que faça uma lei para alocar US$ 1,5 trilhão para obras de infraestrutura, com a ajuda de estados, municípios e do setor privado. Vamos construir com corações americanos, mãos americanos", apelou o presidente.
Com os cortes de impostos, sugeriu, as empresas devem investir no treinamento de seus profissionais. Vamos apoiar famílias, dando licença-maternidade sem corte de pagamento.
Ao entrar no tema da imigração, Trump acusou os ilegais pela violência, as gangues e o tráfico de drogas na fronteira. O presidente ignora que as gangues de latino-americanos foram feitas para sobreviver em cidades como Los Angeles. Eles levaram o modelo das gangues americanas para seus países de origem.
Trump prometeu uma chance de se tornar cidadãos americanos para 1,8 milhão de imigrantes ilegais que entraram no país quando crianças, os chamados sonhadores, sem esquecer de dizer que todos os americanos são sonhadores.
Logo, apresentou sua proposta para a reforma da imigração: "Os que tiverem educação e bom caráter poderão se tornar cidadãos dos EUA durante um período de 12 anos. O segundo pilar é a segurança da fronteira. Isto significa construir um grande muro na fronteira sul", outra promessa de campanha, aplaudida pela bancada republicana.
"O terceiro pilar acaba com a loteria que dá residência a quem não mostrou qualificação e pode ameaçar a segurança dos EUA. Vamos passar a um regime de imigração baseado no mérito. O quarto pilar protege a família nuclear acabando com a imigração em cadeia. Pela atual legislação falida, um imigrante pode trazer a família inteira", o que foi garantido pela Justiça.
"Na era do terrorismo, a loteria de imigração não faz mais sentido. Assim, finalmente, teremos um sistema de imigração do século 21", afirmou.
Quando citou a China e a Rússia como ameaças, Trump entrou na área política externa pedindo ao Congresso que dê dinheiro para as Forças Armadas para que os EUA tenham uma força incontrastável. Vai pedir um recorde de US$ 716 bilhões no orçamento anual e pretende renovar todo o arsenal nuclear dos EUA.
Como não poderia deixar de ser, o presidente narcisista se atribuiu a vitória sobre a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que começou a ser combatida por Obama em agosto de 2014. Trump manteve a estratégia.
"Terroristas não são apenas inimigos, são combatentes ilegais. No passado, libertamos centenas de terroristas que voltamos a enfrentar no campo de batalha, inclusive al-Baghdadi, o líder do Estado Islâmico. Decidi manter aberto as instalações da Baía de Guantânamo. Peço ao Congresso autorização para prender terrorismo onde quisermos, inclusive Guantânamo" , anunciou.
O centro de detenção ilegal foi instalado em fevereiro de 2002 na base naval de Guantânamo, um enclave americano em Cuba que os EUA ocupam desde a Guerra Hispano-Americana, a guerra da independência de Cuba, em que os americanos tomaram também as Filipinas. Sob Theodore Roosevelt, era o ínicio do Império Americano.
Sobre a Guerra no Afeganistão, disse que "desde o mês passado, nossos militares têm ampla liberdade para atacar e não vão conhecer nossos planos antes da hora", referência aos anúncios de retirada gradual de Obama. Desde que os EUA anunciaram a suspensão da ajuda militar ao Paquistão, a violência dos grupos extremistas muçulmanos aumentou consideravelmente, com centenas de mortos nos últimos dias.
"No mês passado, reconheci Jerusalém como capital de Israel. Imediatamente, vários países condenaram nas Nações Unidas a posição soberana dos EUA. Demos bilhões de dólares a alguns países. Peço ao Congresso que aprove lei para impedir que o dinheiro do contribuinte americano vá para países que não sejam amigos dos EUA", anunciou.
Aí voltou aos inimigos: "Também pedi ao Congresso que revise o desastroso acordo como Irã e pedi que sancione os regimes comunista e socialista de Cuba e da Venezuela. Mas nenhum país oprime mais seu próprio povo do que a Coreia do Norte. Estamos liderando uma campanha de boicote em grande escala. Não vamos repetir os erros de governos anteriores. Basta vermos o caráter depravado do líder do regime norte-coreano para ver a dimensão da ameaça", argumentou o presidente americano.
Em resposta, em nome do Partido Democrata, o deputado Joe Kennedy III, neto do senador Robert Kennedy e sobrinho-neto do presidente John Kennedy, lembrou do caos na Casa Branca nos últimos 12 meses, criticou Trump por dividir o país e elogiou os jovens imigrantes ilegais latino-americanos, falando com eles com espanhol e dizendo "vocês são parte da nossa história".
Trump começou destacando os supostos sucessos de seu governo. Exaltou o heroísmo de uma oficial que resgatou flagelados pelo furacão de Houston, no Texas, e de um guarda florestal que salvou crianças nos incêndios da Califórnia.
"Não há povo com mais ousadia e coragem do que os americanos. Se houver um desafio, encaramos; se houver uma oportunidade, aproveitamos. Então o Estado da União é forte porque o povo americano é forte", declarou Trump sob aplausos do plenário do Congresso, com a presença de ministros e juízes da Suprema Corte.
Em seguida, o presidente passou a destacar os sucessos econômicos, como a queda no desemprego, uma tendência de 87 meses, que portanto começou com Barack Obama. "Os níveis de desemprego para afro-americanos e latino-americanos são os menores da história."
Como prometido, continuou Trump, "promovemos o maior corte de impostos da história dos EUA, dando um grande alívio para a classe média e os trabalhadores". Ele destacou os ganhos da classe média: "Uma família que ganhe US$ 75 mil terá seus impostos reduzidos à metade."
Entre os impostos suprimidos, está a obrigação de ter seguro-saúde do programa do governo Obama para universalizar a cobertura de saúde. Trump acabou com isso.
A alíquota do imposto de renda das empresas caiu de 35% para 21%, gabou-se o presidente. Os críticos advertem que a dívida pública interna deve crescer US$ 1,5 trilhão nos próximos dez anos e que 82% vai para o 1% mais rico.
"Desde que aprovamos os cortes de impostos, mais de 3 milhões de trabalhadores receberam bônus salariais de suas empresas. A Apple vai trazer US$ 238 bilhões e criar 20 mil empregos", acrescentou Trump. "Nunca houve um tempo melhor para o sonho americano. Juntos, podemos conquistar qualquer coisa."
"A família e a fé estão no centro da vida americana, não o Estado. Celebramos nossa polícia, nossas Forças Armadas e nossos veteranos pelo seu heroísmo", clamou Trump, todos agentes do Estado, conseguindo novos aplausos de uma assistência entusiasmada pelo seu patriotismo primário, de bandeiras e heróis.
Um menino que lançou uma campanha para plantar 40 mil bandeirinhas no túmulo de soldados mortos em guerras foi o próximo destaque de um discurso bem arquitetado pelo marketing populista de Trump, apelando mais à emoção do que à razão do eleitorado.
"Eliminamos mais regulamentações no primeiro ano do que qualquer governo na história deste país. Acabamos com a guerra contra energia e contra o belo carvão limpo. Somos hoje exportadores de energia para o mundo", alegou para defender sua política de abandonar o Acordo de Paris sobre Mudança do Clima, onde as restrições que cada país deve fazer são voluntárias.
Em uma jogada que certamente aumentará sua popularidade se virar realidade, mais uma promessa cara à população: "Uma das minhas prioridades é reduzir o preço dos medicamentos. Os americanos pagam muito mais caro do que em outros países. Os preços vão cair. Fiquem atentos".
Na política comercial, se depender de Trump, acabou a era da liberalização comercial: "A era da rendição econômica acabou. Daqui para a frente, queremos comércio justo e recíproco. Vamos negociar novos acordos comerciais, proteger os trabalhadores americanos e a propriedade intelectual. Vamos reconstruir nossa indústria e nossa infraestrutura", vangloriou-se.
"Os EUA são um país de construtores. Nós construímos o Empire State building em um ano. Agora, precisamos de um ano para obter autorização para abrir uma estrada. Peço ao Congresso que faça uma lei para alocar US$ 1,5 trilhão para obras de infraestrutura, com a ajuda de estados, municípios e do setor privado. Vamos construir com corações americanos, mãos americanos", apelou o presidente.
Com os cortes de impostos, sugeriu, as empresas devem investir no treinamento de seus profissionais. Vamos apoiar famílias, dando licença-maternidade sem corte de pagamento.
Ao entrar no tema da imigração, Trump acusou os ilegais pela violência, as gangues e o tráfico de drogas na fronteira. O presidente ignora que as gangues de latino-americanos foram feitas para sobreviver em cidades como Los Angeles. Eles levaram o modelo das gangues americanas para seus países de origem.
Trump prometeu uma chance de se tornar cidadãos americanos para 1,8 milhão de imigrantes ilegais que entraram no país quando crianças, os chamados sonhadores, sem esquecer de dizer que todos os americanos são sonhadores.
Logo, apresentou sua proposta para a reforma da imigração: "Os que tiverem educação e bom caráter poderão se tornar cidadãos dos EUA durante um período de 12 anos. O segundo pilar é a segurança da fronteira. Isto significa construir um grande muro na fronteira sul", outra promessa de campanha, aplaudida pela bancada republicana.
"O terceiro pilar acaba com a loteria que dá residência a quem não mostrou qualificação e pode ameaçar a segurança dos EUA. Vamos passar a um regime de imigração baseado no mérito. O quarto pilar protege a família nuclear acabando com a imigração em cadeia. Pela atual legislação falida, um imigrante pode trazer a família inteira", o que foi garantido pela Justiça.
"Na era do terrorismo, a loteria de imigração não faz mais sentido. Assim, finalmente, teremos um sistema de imigração do século 21", afirmou.
Quando citou a China e a Rússia como ameaças, Trump entrou na área política externa pedindo ao Congresso que dê dinheiro para as Forças Armadas para que os EUA tenham uma força incontrastável. Vai pedir um recorde de US$ 716 bilhões no orçamento anual e pretende renovar todo o arsenal nuclear dos EUA.
Como não poderia deixar de ser, o presidente narcisista se atribuiu a vitória sobre a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que começou a ser combatida por Obama em agosto de 2014. Trump manteve a estratégia.
"Terroristas não são apenas inimigos, são combatentes ilegais. No passado, libertamos centenas de terroristas que voltamos a enfrentar no campo de batalha, inclusive al-Baghdadi, o líder do Estado Islâmico. Decidi manter aberto as instalações da Baía de Guantânamo. Peço ao Congresso autorização para prender terrorismo onde quisermos, inclusive Guantânamo" , anunciou.
O centro de detenção ilegal foi instalado em fevereiro de 2002 na base naval de Guantânamo, um enclave americano em Cuba que os EUA ocupam desde a Guerra Hispano-Americana, a guerra da independência de Cuba, em que os americanos tomaram também as Filipinas. Sob Theodore Roosevelt, era o ínicio do Império Americano.
Sobre a Guerra no Afeganistão, disse que "desde o mês passado, nossos militares têm ampla liberdade para atacar e não vão conhecer nossos planos antes da hora", referência aos anúncios de retirada gradual de Obama. Desde que os EUA anunciaram a suspensão da ajuda militar ao Paquistão, a violência dos grupos extremistas muçulmanos aumentou consideravelmente, com centenas de mortos nos últimos dias.
"No mês passado, reconheci Jerusalém como capital de Israel. Imediatamente, vários países condenaram nas Nações Unidas a posição soberana dos EUA. Demos bilhões de dólares a alguns países. Peço ao Congresso que aprove lei para impedir que o dinheiro do contribuinte americano vá para países que não sejam amigos dos EUA", anunciou.
Aí voltou aos inimigos: "Também pedi ao Congresso que revise o desastroso acordo como Irã e pedi que sancione os regimes comunista e socialista de Cuba e da Venezuela. Mas nenhum país oprime mais seu próprio povo do que a Coreia do Norte. Estamos liderando uma campanha de boicote em grande escala. Não vamos repetir os erros de governos anteriores. Basta vermos o caráter depravado do líder do regime norte-coreano para ver a dimensão da ameaça", argumentou o presidente americano.
Em resposta, em nome do Partido Democrata, o deputado Joe Kennedy III, neto do senador Robert Kennedy e sobrinho-neto do presidente John Kennedy, lembrou do caos na Casa Branca nos últimos 12 meses, criticou Trump por dividir o país e elogiou os jovens imigrantes ilegais latino-americanos, falando com eles com espanhol e dizendo "vocês são parte da nossa história".
terça-feira, 30 de janeiro de 2018
Zona do Euro teve em 2017 o maior crescimento em dez anos
As economias dos 19 países da Zona do Euro e dos 28 países da União Europeia como um todo cresceram 2,5% em 2017, mais do que os Estados Unidos, que ficaram em 2,3%. Foi a maior taxa de crescimento em dez anos, consolidando a recuperação da Zona do Euro depois da crise mundial de 2008-9, informou o Eurostat, o órgão de estatísticas da UE.
O avanço no último trimestre do ano passado foi de 0,6%, um pouco abaixo do 0,7% do trimestre anterior. No ano passado, o avanço foi de 2,1%.
Com expansão de 0,8% no trimestre e 2% no ano, a Alemanha, maior economia da Europa e quarta do mundo, puxou o crescimento da UE e da Zona do Euro. A França, segunda maior economia da Eurozona e sexta do mundo, avançou 0,6% no trimestre e 1,9% em 2017, em comparação com 1,1% em 2016.
Até mesmo a Itália, a terceira maior economia da Zona do Euro, estagnada há muitos anos, cresceu 0,5% no último trimestre do ano passado e 1,8% no ano todo, noticiou a agência Reuters. A Espanha, quarta economia do bloco, avançou 3,1%.
Quinta economia da Eurozona, a Holanda cresceu 0,4% no fim de 2017. Com uma alta de 1,5% no trimestre anterior, fechou o ano com expansão de 3,3%.
Sob pressão da saída da UE até o fim de março de 2019, o Reino Unido cresceu apenas 0,4%, fechando o ano com alta de apenas 1,5%.
O avanço no último trimestre do ano passado foi de 0,6%, um pouco abaixo do 0,7% do trimestre anterior. No ano passado, o avanço foi de 2,1%.
Com expansão de 0,8% no trimestre e 2% no ano, a Alemanha, maior economia da Europa e quarta do mundo, puxou o crescimento da UE e da Zona do Euro. A França, segunda maior economia da Eurozona e sexta do mundo, avançou 0,6% no trimestre e 1,9% em 2017, em comparação com 1,1% em 2016.
Até mesmo a Itália, a terceira maior economia da Zona do Euro, estagnada há muitos anos, cresceu 0,5% no último trimestre do ano passado e 1,8% no ano todo, noticiou a agência Reuters. A Espanha, quarta economia do bloco, avançou 3,1%.
Quinta economia da Eurozona, a Holanda cresceu 0,4% no fim de 2017. Com uma alta de 1,5% no trimestre anterior, fechou o ano com expansão de 3,3%.
Sob pressão da saída da UE até o fim de março de 2019, o Reino Unido cresceu apenas 0,4%, fechando o ano com alta de apenas 1,5%.
Arábia Saudita arrecada US$ 106 bilhões com campanha anticorrupção
A campanha anticorrupção deflagrada pelo príncipe herdeiro, Mohamed ben Salman, rendeu US$ 106 bilhões ao tesouro da Arábia Saudita, noticiou hoje o jornal paquistanês Dawn. Como 56 acusados continuam presos, a arrecadação pode ser ainda maior.
Os acordos preveem o confisco de imóveis, empresas, títulos do mercado financeiro e dinheiro vivo, revelou o procurador-geral saudita, Saud al-Mojeb.
Ao, a campanha anticorrupção interrogou 381 pessoas desde 4 de novembro de 2017. Onze príncipes foram presos, inclusive Alwaleed ben Talal, considerado o homem mais rico do reino. Desde então, cerca de 130 presos foram libertados. Os 56 presos restantes devem ser processados.
Os críticos acusam o príncipe herdeiro de usar a campanha anticorrupção para perseguir seus inimigos políticos e se consolidar no poder, a exemplo do que faz o ditador da China, Xi Jinping. A defesa das autoridades sauditas é que estão criando um ambiente mais favorável aos negócios e ao investimento estrangeiro.
MbS, como o príncipe herdeiro é conhecido, por suas iniciais, tem planos ambiciosos de reforma para desenvolver a Arábia Saudita e diminuir a dependência do petróleo até 2030. Também promove uma liberalização dos costumes. Autorizou as mulheres a dirigir, aproximou-se de Israel, diminuiu o discurso antissemita e prometeu combater o extremismo muçulmano e o apoio a grupos terroristas.
Apesar das reformas, os investidores relutam em aplicar seu dinheiro na Arábia Saudita. Temem uma reação de setores da família descontentes com a ampliação dos poderes do príncipe herdeiro.
Os acordos preveem o confisco de imóveis, empresas, títulos do mercado financeiro e dinheiro vivo, revelou o procurador-geral saudita, Saud al-Mojeb.
Ao, a campanha anticorrupção interrogou 381 pessoas desde 4 de novembro de 2017. Onze príncipes foram presos, inclusive Alwaleed ben Talal, considerado o homem mais rico do reino. Desde então, cerca de 130 presos foram libertados. Os 56 presos restantes devem ser processados.
Os críticos acusam o príncipe herdeiro de usar a campanha anticorrupção para perseguir seus inimigos políticos e se consolidar no poder, a exemplo do que faz o ditador da China, Xi Jinping. A defesa das autoridades sauditas é que estão criando um ambiente mais favorável aos negócios e ao investimento estrangeiro.
MbS, como o príncipe herdeiro é conhecido, por suas iniciais, tem planos ambiciosos de reforma para desenvolver a Arábia Saudita e diminuir a dependência do petróleo até 2030. Também promove uma liberalização dos costumes. Autorizou as mulheres a dirigir, aproximou-se de Israel, diminuiu o discurso antissemita e prometeu combater o extremismo muçulmano e o apoio a grupos terroristas.
Apesar das reformas, os investidores relutam em aplicar seu dinheiro na Arábia Saudita. Temem uma reação de setores da família descontentes com a ampliação dos poderes do príncipe herdeiro.
EUA divulgam lista de oligarcas ligados ao Kremlin e irritam Putin
O presidente Vladimir Putin considerou uma afronta à Rússia a divulgação pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos de uma lista de bilionários e altos funcionários ligados ao Kremlin que se beneficiaram de suas ligações corruptas com o poder para enriquecer ilicitamente, noticiou hoje o jornal inglês Financial Times.
A lista foi encaminhada pela Casa Branca ao Congresso ontem à noite. Inclui Herman Gref, presidente do banco Sberbank; Andrei Kostin, presidente do banco VTB; 96 bilionários como Roman Abramovich, dono do Chelsea a ex-investidor no Corinthians, Oleg Deripaska e Alisher Usmanov; e o porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov.
Por enquanto, o governo Donald Trump disse ao Congresso que não há necessidade de impor sanções, mas a ameaça paira no ar. Desde a anexação ilegal da península da Crime e da revolta promovida por Moscou no Leste da Ucrânia, os EUA e a União Europeia impuseram sanções à Rússia.
O relatório foi feito pelo Tesouro com base na Lei para Conter Adversários dos EUA através de Sanções. Vem a público num momento em que as investigações sobre um possível conluio da campanha de Trump com o Kremlin para derrotar Hillary Clinton na eleição de 2016 se aproximam do presidente.
Para o líder da oposição russa, Alexei Navalny, impedido de disputar a eleição presidencial de 18 de março de 2018 por causa de um processo forjado, descreveu o relatório como "uma lista realista descrevendo aquilo que chamamos de máfia do Putin. Obviamente, estes pessoas exercem papéis diferentes, mas são definitivamente a espinha dorsal de um regime corrupto de que tiram benefícios pessoas significativos."
Trump faz hoje seu primeiro discurso sobre o Estado da União. Deve insistir, como tem repetido, que "não houve conluio com a Rússia".
A lista foi encaminhada pela Casa Branca ao Congresso ontem à noite. Inclui Herman Gref, presidente do banco Sberbank; Andrei Kostin, presidente do banco VTB; 96 bilionários como Roman Abramovich, dono do Chelsea a ex-investidor no Corinthians, Oleg Deripaska e Alisher Usmanov; e o porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov.
Por enquanto, o governo Donald Trump disse ao Congresso que não há necessidade de impor sanções, mas a ameaça paira no ar. Desde a anexação ilegal da península da Crime e da revolta promovida por Moscou no Leste da Ucrânia, os EUA e a União Europeia impuseram sanções à Rússia.
O relatório foi feito pelo Tesouro com base na Lei para Conter Adversários dos EUA através de Sanções. Vem a público num momento em que as investigações sobre um possível conluio da campanha de Trump com o Kremlin para derrotar Hillary Clinton na eleição de 2016 se aproximam do presidente.
Para o líder da oposição russa, Alexei Navalny, impedido de disputar a eleição presidencial de 18 de março de 2018 por causa de um processo forjado, descreveu o relatório como "uma lista realista descrevendo aquilo que chamamos de máfia do Putin. Obviamente, estes pessoas exercem papéis diferentes, mas são definitivamente a espinha dorsal de um regime corrupto de que tiram benefícios pessoas significativos."
Trump faz hoje seu primeiro discurso sobre o Estado da União. Deve insistir, como tem repetido, que "não houve conluio com a Rússia".
segunda-feira, 29 de janeiro de 2018
Subdiretor-geral do FBI deixa cargo sob pressão de Trump
O subdiretor-geral do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos Estados Unidos, Andrew McCabe, vai deixar o cargo depois de sofrer pressão do presidente Donald Trump, suspeito de obstrução de justiça por querer encerrar a investigação sobre um possível conluio de sua candidatura à Casa Branca com o Kremlin, noticiou a rede de televisão americana CNN.
A decisão surpreendeu seus colegas. McCabe pretendia se aposentar em março e antecipou a saída. A porta-voz da Casa Branca, Sarah Huckabee Sunders, negou qualquer interferência do governo Trump no pedido de demissão. O subdiretor adjunto David Bowdich, foi nomeado subdiretor interino.
Trump pressionou McCabe desde maio do ano , quando demitiu o então diretor-geral, James Comey, por causa do inquérito sobre a influência da Rússia na eleição presidencial de 2016 nos EUA. McCabe virou diretor-geral interino e manteve as investigações.
No primeiro encontro com McCabe, Trump violou a ética que se espera de um presidente dos EUA, ao perguntar em quem ele havia votado para presidente. McCabe disse não ter votado. Nos EUA, o voto não é obrigatório.
Em julho do ano passado, Trump cobrou a demissão de McCabe do secretário da Justiça e procurador-geral, Jeff Sessions. O presidente também ficou insatisfeito porque Sessions declarou-se impedido de supervisionar o inquérito por ter se encontrado com representantes da Rússia durante a campanha.
"Por que o procurador-geral Sessions não substituiu o diretor interino do FBI, Andrew McCabe, um amigo de Comey que estava encarregado da investigação sobre [Hillary] Clinton, mas ganhou US$ 700 mil para a campanha de sua mulher de Hillary Clinton e seus representantes?", perguntou Trump. "Drene o pântano!"
A mulher de McCabe concorreu a uma vaga do Senado estadual da Virgínia. Jill McCabe recebeu US$ 467.500 de um comitê de ação política do então governador da Virgínia, Terry McAuliffe. O comitê executivo do Partido Democrata na Virgínia deu mais US$ 207.788 para sua campanha. As doações foram feitas antes de McCabe se tornar subdiretor do FBI.
Nos últimos dias, o jornal The New York Times revelou que Trump tentou demitir em junho o procurador especial Robert Mueller, um ex-diretor-geral do FBI nomeado para presidir o inquérito sobre o conluio com a Rússia depois da demissão de Comey. Mueller pretende interrogar Trump sobre as demissões de Comey e do assessor de Segurança Nacional, general Michael Flynn.
Diante de uma campanha da oposição russa de boicote à eleição presidencial de 18 de março de 2018, onde a vitória do protoditador Vladimir Putin é certa, o Kremlin acusou os EUA de interferência na política interna da Rússia.
A decisão surpreendeu seus colegas. McCabe pretendia se aposentar em março e antecipou a saída. A porta-voz da Casa Branca, Sarah Huckabee Sunders, negou qualquer interferência do governo Trump no pedido de demissão. O subdiretor adjunto David Bowdich, foi nomeado subdiretor interino.
Trump pressionou McCabe desde maio do ano , quando demitiu o então diretor-geral, James Comey, por causa do inquérito sobre a influência da Rússia na eleição presidencial de 2016 nos EUA. McCabe virou diretor-geral interino e manteve as investigações.
No primeiro encontro com McCabe, Trump violou a ética que se espera de um presidente dos EUA, ao perguntar em quem ele havia votado para presidente. McCabe disse não ter votado. Nos EUA, o voto não é obrigatório.
Em julho do ano passado, Trump cobrou a demissão de McCabe do secretário da Justiça e procurador-geral, Jeff Sessions. O presidente também ficou insatisfeito porque Sessions declarou-se impedido de supervisionar o inquérito por ter se encontrado com representantes da Rússia durante a campanha.
"Por que o procurador-geral Sessions não substituiu o diretor interino do FBI, Andrew McCabe, um amigo de Comey que estava encarregado da investigação sobre [Hillary] Clinton, mas ganhou US$ 700 mil para a campanha de sua mulher de Hillary Clinton e seus representantes?", perguntou Trump. "Drene o pântano!"
A mulher de McCabe concorreu a uma vaga do Senado estadual da Virgínia. Jill McCabe recebeu US$ 467.500 de um comitê de ação política do então governador da Virgínia, Terry McAuliffe. O comitê executivo do Partido Democrata na Virgínia deu mais US$ 207.788 para sua campanha. As doações foram feitas antes de McCabe se tornar subdiretor do FBI.
Nos últimos dias, o jornal The New York Times revelou que Trump tentou demitir em junho o procurador especial Robert Mueller, um ex-diretor-geral do FBI nomeado para presidir o inquérito sobre o conluio com a Rússia depois da demissão de Comey. Mueller pretende interrogar Trump sobre as demissões de Comey e do assessor de Segurança Nacional, general Michael Flynn.
Diante de uma campanha da oposição russa de boicote à eleição presidencial de 18 de março de 2018, onde a vitória do protoditador Vladimir Putin é certa, o Kremlin acusou os EUA de interferência na política interna da Rússia.
Estado Islâmico reivindica autoria de ataque contra academia militar do Afeganistão
A milícia jihadista Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade por um ataque de cinco terroristas suicidas à Academia Militar Marechal Fahim, em Cabul, a capital do Afeganistão, na madrugada de hoje. Pelo menos 11 soldados morreram e 16 saíram feridos, informa a agência de notícias afegão Pajhwok News.
Eram cerca de cinco horas da madrugada pela hora local (23h de ontem em Brasília) quando cinco terroristas atacaram a 111ª Unidade Militar, no bairro de Gargha, na capital afegã, dando início a uma batalha. Quatro morreram no ataque e um foi preso, revelou o general Dawlat Waziri, porta-voz do Ministério da Defesa do Afeganistão.
Foi o terceiro grande ataque terrorista em Cabul nos últimos 10 dias. No sábado, um ataque suicida com uma ambulância-bomba carregada de explosivos matou mais de 100 pessoas. Os outros ataques foram atribuídos à milícia extremista muçulmana dos Talebã e à rede Hakkani, sua aliada.
A onda terrorista é uma resposta à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reforçar o contingente americano para combater grupos extremistas muçulmanos e de cortar a ajuda militar ao Paquistão, suspeito de apoiar os Talebã e outras milícias jihadistas, como a Rede Hakkani, considerado o braço armado do Exército paquistanês na guerra civil do Afeganistão.
Eram cerca de cinco horas da madrugada pela hora local (23h de ontem em Brasília) quando cinco terroristas atacaram a 111ª Unidade Militar, no bairro de Gargha, na capital afegã, dando início a uma batalha. Quatro morreram no ataque e um foi preso, revelou o general Dawlat Waziri, porta-voz do Ministério da Defesa do Afeganistão.
Foi o terceiro grande ataque terrorista em Cabul nos últimos 10 dias. No sábado, um ataque suicida com uma ambulância-bomba carregada de explosivos matou mais de 100 pessoas. Os outros ataques foram atribuídos à milícia extremista muçulmana dos Talebã e à rede Hakkani, sua aliada.
A onda terrorista é uma resposta à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reforçar o contingente americano para combater grupos extremistas muçulmanos e de cortar a ajuda militar ao Paquistão, suspeito de apoiar os Talebã e outras milícias jihadistas, como a Rede Hakkani, considerado o braço armado do Exército paquistanês na guerra civil do Afeganistão.
ELN reivindica autoria de ataque a bomba contra delegacia na Colômbia
A Frente de Guerrilha Urbana do Exército de Libertação Nacional da Colômbia (ELN) assumiu a responsabilidade por um atentado a bomba contra uma delegacia de polícia da cidade de Barranquilla em que cinco agentes foram mortos e outros 41 saíram feridos.
"O ELN, no exercício do direito legítimo de rebelião, realizou uma ação militar", declarou um comunicado atribuído ao grupo. "A as forças policiais da delegacia de São José, no Sul de Barranquilla, foram atacadas."
Ao justificar o ataque, o ELN acusou o governo de "se recusa a dar respostas às necessidades do povo, está inventando desculpas para não garantir seus direitos e usa as forças públicas para reprimir o povo."
Um homem de 31 anos identificado como Cristian Camilo Bellon Galindo foi preso sob a acusação de colaborar com o ataque no litoral caribenho da Colômbia. Será denunciado por cinco acusações de terrorismo e 42 de tentativa de assassinato, terrorismo agravado e uso de explosivos.
Depois do acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), o maior grupo guerrilheiro em atividade no país, o governo colombiano iniciou no ano passado negociações com o ELN, o segundo maior grupo.
O diálogo foi suspenso em 10 de janeiro de 2018 em meio a uma onda de ataques do ELN depois do fim de um cessar-fogo bilateral de 100 dias. Houve um atentado na cidade de Soledade, na região metropolitana de Barranquilla e outro contra uma delegacia de polícia em Santa Rosa, na província de Bolívar.
Enquanto o ELN volta a uma luta armada que não faz mais sentido, o líder das FARC, Rodrigo Londoño Echeverri, de nome de guerra Timochenko, vai disputar a eleição presidencial deste ano na Colômbia.
"O ELN, no exercício do direito legítimo de rebelião, realizou uma ação militar", declarou um comunicado atribuído ao grupo. "A as forças policiais da delegacia de São José, no Sul de Barranquilla, foram atacadas."
Ao justificar o ataque, o ELN acusou o governo de "se recusa a dar respostas às necessidades do povo, está inventando desculpas para não garantir seus direitos e usa as forças públicas para reprimir o povo."
Um homem de 31 anos identificado como Cristian Camilo Bellon Galindo foi preso sob a acusação de colaborar com o ataque no litoral caribenho da Colômbia. Será denunciado por cinco acusações de terrorismo e 42 de tentativa de assassinato, terrorismo agravado e uso de explosivos.
Depois do acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), o maior grupo guerrilheiro em atividade no país, o governo colombiano iniciou no ano passado negociações com o ELN, o segundo maior grupo.
O diálogo foi suspenso em 10 de janeiro de 2018 em meio a uma onda de ataques do ELN depois do fim de um cessar-fogo bilateral de 100 dias. Houve um atentado na cidade de Soledade, na região metropolitana de Barranquilla e outro contra uma delegacia de polícia em Santa Rosa, na província de Bolívar.
Enquanto o ELN volta a uma luta armada que não faz mais sentido, o líder das FARC, Rodrigo Londoño Echeverri, de nome de guerra Timochenko, vai disputar a eleição presidencial deste ano na Colômbia.
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domingo, 28 de janeiro de 2018
Líder da oposição lança campanha de boicote à eleição na Rússia
O resultado das eleições na Rússia sempre se sabe de antemão: ganha o candidato do Kremlin. Para denunciar a farsa da reeleição de Vladimir Putin em 18 de março de 2018, o principal líder da oposição, o advogado Alexei Navalny, impedido de concorrer, lançou uma campanha de boicote ao pleito e foi preso durante uma manifestação "ilegal".
Hoje centenas de jovens se reuniram no porto de Vladivostok, no extremo leste da Rússia, no Oceano Pacífico para protestar contra a fraude eleitoral de Putin. Houve manifestações em 118 cidades russas, inclusive Novossibirsk, Kurgan, Omsk, Magadan, Kemerovo e Yakutsk.
"Irei votar nas eleições quando houver uma escolha", dizia um dos cartazes em Vlaidvostok. "Putin está engolindo o futuro da Rússia."
Navalny mandou uma mensagem gravada em vídeo: "Sua própria vida está em jogo. Quanto anos mais você quer viver com estes ladrões, vermes e fanfarrões?" Ele foi proibido de registrar a candidatura em dezembro por ter sido condenado num processo com acusações forjadas.
Em Moscou, a polícia reprimiu a manifestação com violência. Navalny foi preso.
Putin domina a política da Rússia desde o ano 2000. Ele acabou com várias medidas democratizantes introduzidas depois do fim da União Soviética, em 1991. Não há mais eleições diretas para governador das 85 unidades administrativas da Federação Russa, sob o pretexto de não estimular o separatismo.
A censura e a repressão atingem a Internet, os meios de comunicação, as organizações não governamentais e qualquer movimento liberal em defesa da liberdade de expressão e de minorias como os homossexuais, acusados de fazer o jogo das potências ocidentais.
Em 2014, Putin anexou ilegalmente a península da Crimeia, que pertencia à Ucrânia, e fomentou um movimento separatista no Leste da Ucrânia. Sob pressão de sanções internacionais, passou a hostilizar abertamente o Ocidente e a interferir em eleições em países democráticos. Os exemplos mais notórios foram o apoio a Donald Trump nos Estados Unidos e a Marine Le Pen na França.
Ao mesmo tempo, aproveitando a hesitação do governo Barack Obama em relação à guerra civil na Síria, interveio militarmente e voltou a tornar a Rússia numa grande potência no Oriente Médio.
Mesmo que fosse candidato, de acordo com as pesquisas, Navalny teria poucas chances de vencer Putin, que mobiliza a poderosa máquina estatal, os empresários amigos do poder e os meios de comunicação em seu favor. Assim, o candidato do Kremlin ganha todas.
Hoje centenas de jovens se reuniram no porto de Vladivostok, no extremo leste da Rússia, no Oceano Pacífico para protestar contra a fraude eleitoral de Putin. Houve manifestações em 118 cidades russas, inclusive Novossibirsk, Kurgan, Omsk, Magadan, Kemerovo e Yakutsk.
"Irei votar nas eleições quando houver uma escolha", dizia um dos cartazes em Vlaidvostok. "Putin está engolindo o futuro da Rússia."
Navalny mandou uma mensagem gravada em vídeo: "Sua própria vida está em jogo. Quanto anos mais você quer viver com estes ladrões, vermes e fanfarrões?" Ele foi proibido de registrar a candidatura em dezembro por ter sido condenado num processo com acusações forjadas.
Em Moscou, a polícia reprimiu a manifestação com violência. Navalny foi preso.
Putin domina a política da Rússia desde o ano 2000. Ele acabou com várias medidas democratizantes introduzidas depois do fim da União Soviética, em 1991. Não há mais eleições diretas para governador das 85 unidades administrativas da Federação Russa, sob o pretexto de não estimular o separatismo.
A censura e a repressão atingem a Internet, os meios de comunicação, as organizações não governamentais e qualquer movimento liberal em defesa da liberdade de expressão e de minorias como os homossexuais, acusados de fazer o jogo das potências ocidentais.
Em 2014, Putin anexou ilegalmente a península da Crimeia, que pertencia à Ucrânia, e fomentou um movimento separatista no Leste da Ucrânia. Sob pressão de sanções internacionais, passou a hostilizar abertamente o Ocidente e a interferir em eleições em países democráticos. Os exemplos mais notórios foram o apoio a Donald Trump nos Estados Unidos e a Marine Le Pen na França.
Ao mesmo tempo, aproveitando a hesitação do governo Barack Obama em relação à guerra civil na Síria, interveio militarmente e voltou a tornar a Rússia numa grande potência no Oriente Médio.
Mesmo que fosse candidato, de acordo com as pesquisas, Navalny teria poucas chances de vencer Putin, que mobiliza a poderosa máquina estatal, os empresários amigos do poder e os meios de comunicação em seu favor. Assim, o candidato do Kremlin ganha todas.
sábado, 27 de janeiro de 2018
Ambulância-bomba mata 103 pessoas no Afeganistão
Um terrorista suicida explodiu hoje uma ambulância cheia de explosivos numa área movimentada do centro de Cabul, a capital do Afeganistão. Pelo menos 103 pessoas morreram e outras 235 saíram feridas, informou a agência Associated Press, citando como fonte o Ministério da Saúde afegão.
Foi o terceiro grande ataque no Afeganistão em uma semana. A milícia extremista muçulmana dos Talebã (Estudantes) reivindicou a autoria do atentado e apontou como alvo uma rua que leva ao Ministério do Interior.
Seis dias atrás, milicianos dos Talebã invadiram um hotel de luxo em Cabul e resistiram durante 14 horas, matando 22 pessoas, inclusive 14 estrangeiros, dos quais quatro eram americanos. Na quarta-feira, o alvo foi a organização não governamental Salve as Crianças, na cidade de Jalalabade, no Leste do Afeganistão, onde quatro pessoas foram mortas.
"Nunca vi cena tão horrível em toda a minha vida", declarou Mohammad Fahim, de 20 anos, un funcionário da polícia da capital afegã que estava numa mesquita dentro do Ministério do Interior. Um porta-voz dos Talebã, Zabiullah Mujahid, afirmou em nota que o alvo era um posto de polícia próximo ao Ministério do Interior.
Em maio do ano passado, um caminhão-bomba matou 150 pessoas e feriu outras 400 ao ser detonado numa área onde há várias embaixadas. Aquele ataque foi reivindicou pela rede Hakkani, uma milícia aliada dos Talebã, descrita pelo político paquistanês Imran Khan como o "braço armado do Exército do Paquistão na guerra civil do Afeganistão".
A atual onde de ataques coincide com o aumento do contingente de militares dos Estados Unidos no Afeganistão e com a decisão do governo Donald Trump, anunciada em 4 de janeiro, de cortar a ajuda militar ao Paquistão.
Além dos Talebã e de aliados como a rede Hakkani, a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante também tenta se infiltrar no Afeganistão, depois do colapso de seu califado no Oriente Médio.
No hospital, o sobrinho de uma vítima observou que "nossos líderes brigam uns com os outros por cargos no governo, enquanto os Talebã e o Daech [Estado Islâmico] tiram proveito da situação."
Com mais de 16 anos de duração, a Guerra do Afeganistão, iniciada um mês depois dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, é a mais longa da história dos EUA.
Foi o terceiro grande ataque no Afeganistão em uma semana. A milícia extremista muçulmana dos Talebã (Estudantes) reivindicou a autoria do atentado e apontou como alvo uma rua que leva ao Ministério do Interior.
Seis dias atrás, milicianos dos Talebã invadiram um hotel de luxo em Cabul e resistiram durante 14 horas, matando 22 pessoas, inclusive 14 estrangeiros, dos quais quatro eram americanos. Na quarta-feira, o alvo foi a organização não governamental Salve as Crianças, na cidade de Jalalabade, no Leste do Afeganistão, onde quatro pessoas foram mortas.
"Nunca vi cena tão horrível em toda a minha vida", declarou Mohammad Fahim, de 20 anos, un funcionário da polícia da capital afegã que estava numa mesquita dentro do Ministério do Interior. Um porta-voz dos Talebã, Zabiullah Mujahid, afirmou em nota que o alvo era um posto de polícia próximo ao Ministério do Interior.
Em maio do ano passado, um caminhão-bomba matou 150 pessoas e feriu outras 400 ao ser detonado numa área onde há várias embaixadas. Aquele ataque foi reivindicou pela rede Hakkani, uma milícia aliada dos Talebã, descrita pelo político paquistanês Imran Khan como o "braço armado do Exército do Paquistão na guerra civil do Afeganistão".
A atual onde de ataques coincide com o aumento do contingente de militares dos Estados Unidos no Afeganistão e com a decisão do governo Donald Trump, anunciada em 4 de janeiro, de cortar a ajuda militar ao Paquistão.
Além dos Talebã e de aliados como a rede Hakkani, a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante também tenta se infiltrar no Afeganistão, depois do colapso de seu califado no Oriente Médio.
No hospital, o sobrinho de uma vítima observou que "nossos líderes brigam uns com os outros por cargos no governo, enquanto os Talebã e o Daech [Estado Islâmico] tiram proveito da situação."
Com mais de 16 anos de duração, a Guerra do Afeganistão, iniciada um mês depois dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, é a mais longa da história dos EUA.
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sexta-feira, 26 de janeiro de 2018
Economia dos EUA cresceu 2,3% em 2017
O produto interno bruto dos Estados Unidos, a soma de todas as riquezas produzidas no país menos as importações, cresceu 2,3% no ano passado, mas sofreu uma desaceleração no último trimestre para um ritmo de 2,6% ao ano, depois de dois trimestres de expansão num ritmo superior a 3% ao ano.
A desaceleração mostra que será um desafio para o presidente Donald Trump manter o crescimento em 3% a 4% ao ano. O governo aposta num aumento do investimento, da produção e do emprego com os cortes de impostos aprovados no fim do ano passado, mas economistas temem um aumento de US$ 1,5 trilhão na dívida pública interna em uma década.
O PIB dos EUA está avançando desde 2009, quando caiu 2,8%. O crescimento foi de 1,5% em 2016 e de 2,9% em 2015.
A desaceleração mostra que será um desafio para o presidente Donald Trump manter o crescimento em 3% a 4% ao ano. O governo aposta num aumento do investimento, da produção e do emprego com os cortes de impostos aprovados no fim do ano passado, mas economistas temem um aumento de US$ 1,5 trilhão na dívida pública interna em uma década.
O PIB dos EUA está avançando desde 2009, quando caiu 2,8%. O crescimento foi de 1,5% em 2016 e de 2,9% em 2015.
Conselho Eleitoral de Venezuela proíbe oposição de disputar eleição presidencial
Em mais um golpe da ditadura de Nicolás Maduro, A Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela mandou o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela vetar a participação da aliança oposicionista Mesa da Unidade Democrática (MUD) de participar da eleição presidencial a ser realizada até 30 de abril de 2018, noticiou hoje o jornal Latin American Herald Tribune.
O TSJ alegou que partidos que fazem parte da MUD estão em processo de renovação de seus registros eleitorais com base na "proibição de registro duplo". É uma manobra para impedir uma candidatura única das oposições.
Horas antes da decisão, uma diretora do CNE declarou que o registro da MUD não poderia ser validado em sete estados onde houve denúncias criminais contra a aliança oposicionista, acusada de falsificar assinaturas em 2016 quando pediu a realização de um referendo para revogar o mandato de Maduro. A Justiça impugnou as assinaturas e usou isso para impedir a convocação do referendo revogatório.
O regime chavista já usou esta desculpa para barrar a MUD das eleições estaduais de 15 de outubro do ano passado, vencidas pelo governo com uma fraude eleitoral maciça.
Com a hiperinflação de 2.600% ao ano, desabastecimento generalizado e queda de um terço do produto interno bruto, a única maneira de Madurou e o regime ganharem a eleição é com uma fraude maciça.
O TSJ alegou que partidos que fazem parte da MUD estão em processo de renovação de seus registros eleitorais com base na "proibição de registro duplo". É uma manobra para impedir uma candidatura única das oposições.
Horas antes da decisão, uma diretora do CNE declarou que o registro da MUD não poderia ser validado em sete estados onde houve denúncias criminais contra a aliança oposicionista, acusada de falsificar assinaturas em 2016 quando pediu a realização de um referendo para revogar o mandato de Maduro. A Justiça impugnou as assinaturas e usou isso para impedir a convocação do referendo revogatório.
O regime chavista já usou esta desculpa para barrar a MUD das eleições estaduais de 15 de outubro do ano passado, vencidas pelo governo com uma fraude eleitoral maciça.
Com a hiperinflação de 2.600% ao ano, desabastecimento generalizado e queda de um terço do produto interno bruto, a única maneira de Madurou e o regime ganharem a eleição é com uma fraude maciça.
quinta-feira, 25 de janeiro de 2018
Trump tentou demitir o procurador especial Robert Mueller
Em uma tentativa de parar o inquérito sobre um possível conluio de sua campanha à Presidência dos Estados Unidos com o Kremlin, o presidente Donald Trump mandou demitir em junho o procurador especial Robert Mueller. Só recuou depois que o advogado-geral da Casa Branca, Donald McGahn, ameaçou deixar o cargo, revelou hoje o jornal The New York Times.
A revelação reforça a suspeita de que Trump está fazendo tudo para obstruir a justiça. Mueller foi diretor-geral do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos EUA. Foi nomeado procurador especial para investigar a influência da Rússia na eleição presidencial americana depois que Trump demitiu, em 9 de maio, o então diretor-geral do FBI, James Comey.
O procurador especial soube disso nos últimos meses e está interessado em interrogar Trump sobre as demissões de Comey e do ex-assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, general Michael Flynn.
Quando a imprensa noticiou que Mueller estava examinando suas tentativas de obstrução de justiça, Trump tentou desqualificá-lo apontando três casos possíveis de conflitos de interesses.
A tentativa de demitir o procurador especial Archibald Cox no Massacre de Sábado à Noite, durante o Escândalo de Watergate, em 20 de outubro de 1973, deflagrou a demissão do procurador-geral Elliot Richardson e do subprocurador-geral William Ruckelshaus. Foi um marco na derrocada do presidente Richard Nixon, que renunciou em 8 de agosto de 1974 para escapar de um processo de impeachment.
A revelação reforça a suspeita de que Trump está fazendo tudo para obstruir a justiça. Mueller foi diretor-geral do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos EUA. Foi nomeado procurador especial para investigar a influência da Rússia na eleição presidencial americana depois que Trump demitiu, em 9 de maio, o então diretor-geral do FBI, James Comey.
O procurador especial soube disso nos últimos meses e está interessado em interrogar Trump sobre as demissões de Comey e do ex-assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, general Michael Flynn.
Quando a imprensa noticiou que Mueller estava examinando suas tentativas de obstrução de justiça, Trump tentou desqualificá-lo apontando três casos possíveis de conflitos de interesses.
A tentativa de demitir o procurador especial Archibald Cox no Massacre de Sábado à Noite, durante o Escândalo de Watergate, em 20 de outubro de 1973, deflagrou a demissão do procurador-geral Elliot Richardson e do subprocurador-geral William Ruckelshaus. Foi um marco na derrocada do presidente Richard Nixon, que renunciou em 8 de agosto de 1974 para escapar de um processo de impeachment.
Trump admite excluir Jerusalém do processo de paz no Oriente Médio
Durante encontro com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump admitiu em público que excluiu Jerusalém das negociações de paz palestino-israelenses ao reconhecer Jerusalém como a capital de Israel.
Em resposta, o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, declarou que Trump excluiu os EUA da mesa de negociações ao tirar Jerusalém do processo de paz, entregando toda a cidade a Israel.
Mais uma vez, Trump ameaçou retirar a ajuda dos EUA à Palestina, se Abbas se negar a retomar as negociações de paz. O líder palestino afirmou que não aceita chantagem. No ano passado, os EUA deram US$ 327,6 milhões à ANP e US$ 3,1 bilhões a Israel.
O Leste de Jerusalém, também conhecido como setor árabe, pertencia à Jordânia. Foi ocupado na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e está sendo anexado progressivamente por Israel, que declarou que a cidade é sua capital una e indivisível, à revelia do direito internacional, que proíbe a guerra de conquista.
As fronteiras de um Estado palestino independente, o futuro das colônias israelenses instaladas nos territórios ocupados, o direito de retorno dos refugiados palestinos desde a criação de Israel, em 1948, e o status de Jerusalém são os pontos mais difíceis das negociações árabe-israelenses.
Em resposta, o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, declarou que Trump excluiu os EUA da mesa de negociações ao tirar Jerusalém do processo de paz, entregando toda a cidade a Israel.
Mais uma vez, Trump ameaçou retirar a ajuda dos EUA à Palestina, se Abbas se negar a retomar as negociações de paz. O líder palestino afirmou que não aceita chantagem. No ano passado, os EUA deram US$ 327,6 milhões à ANP e US$ 3,1 bilhões a Israel.
O Leste de Jerusalém, também conhecido como setor árabe, pertencia à Jordânia. Foi ocupado na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e está sendo anexado progressivamente por Israel, que declarou que a cidade é sua capital una e indivisível, à revelia do direito internacional, que proíbe a guerra de conquista.
As fronteiras de um Estado palestino independente, o futuro das colônias israelenses instaladas nos territórios ocupados, o direito de retorno dos refugiados palestinos desde a criação de Israel, em 1948, e o status de Jerusalém são os pontos mais difíceis das negociações árabe-israelenses.
OEA chama de farsa antecipação da eleição presidencial na Venezuela
O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, ex-ministro do Exterior do Uruguai, denunciou ontem como uma "farsa" a decisão da Assembleia Nacional Constituinte ilegal e ilegítima da Venezuela de antecipar a eleição presidencial de 2018, que deve ser realizada até 30 de abril. Ele defendeu a imposição de sanções mais duras contra a ditadura de Nicolás Maduro.
Almagro apoiou a declaração dos 14 países do Grupo de Lima, inclusive Argentina, Brasil, Colômbia e México, as maiores economias da América Latina, em repúdio à manobra da ditadura chavista. Em nota, eles afirmaram que a decisão "impossibilita a realização de uma eleição presidencial democrática, transparente e com credibilidade".
O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, advertiu que o mundo não vai reconhecer o resultado da eleição presidencial venezuelana. Os Estados Unidos apoiaram o Grupo de Lima: "Saudamos a declaração do Grupo de Lima diante da nova farsa eleitoral anunciada pelo regime da Venezuela."
Almagro afirmou que, "para sair da crise, é preciso haver eleições livres, sem candidatos e partidos proscritos, garantias para todos, observação internacional e sem presos políticos". Não existe nenhuma chance da ditadura militar chavista ou madurista, já que a deterioração geral da Venezuela é notável desde a morte do caudilho Hugo Chávez, em 2013, aceitar estas exigências.
Desde então, o produto interno bruto venezuelano caiu em um terço. A hiperinflação é estimada em mais de 2.600% ao ano e há desabastecimento generalizado de remédios e alimentos. Em dezembro de 2017, o custo da cesta básica passou de 16,5 milhões de bolívares ou 93 salários mínimos, alta de 129% em relação a novembro. Pela cotação do dólar no fim do ano, o equivalente a US$ 158.
O azeite, por exemplo, é vendido a 70,7 mil bolívares, 2.525 vezes acima do preço oficial tabelado, de 28 bolívares. Faltam nas prateleiras dos armazéns e supermercados carne de gado, carne de frango, leite em pó, leite condensado, margarina, aveia, açúcar, óleo de milho, farinha de milho, arroz, lentilhas, farinha de trigo, massa, molho de tomate, pão, queijo amarelo, sabonete, cera para assoalhos papel higiênico, toalhas sanitárias, desodorante e sabão para lavar roupa.
Diante do colapso da economia do país, Maduro decidiu antecipar as eleições para aproveitar a divisão das oposições e tentar consolidar seu poder antes da derrocada total.
Almagro apoiou a declaração dos 14 países do Grupo de Lima, inclusive Argentina, Brasil, Colômbia e México, as maiores economias da América Latina, em repúdio à manobra da ditadura chavista. Em nota, eles afirmaram que a decisão "impossibilita a realização de uma eleição presidencial democrática, transparente e com credibilidade".
O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, advertiu que o mundo não vai reconhecer o resultado da eleição presidencial venezuelana. Os Estados Unidos apoiaram o Grupo de Lima: "Saudamos a declaração do Grupo de Lima diante da nova farsa eleitoral anunciada pelo regime da Venezuela."
Almagro afirmou que, "para sair da crise, é preciso haver eleições livres, sem candidatos e partidos proscritos, garantias para todos, observação internacional e sem presos políticos". Não existe nenhuma chance da ditadura militar chavista ou madurista, já que a deterioração geral da Venezuela é notável desde a morte do caudilho Hugo Chávez, em 2013, aceitar estas exigências.
Desde então, o produto interno bruto venezuelano caiu em um terço. A hiperinflação é estimada em mais de 2.600% ao ano e há desabastecimento generalizado de remédios e alimentos. Em dezembro de 2017, o custo da cesta básica passou de 16,5 milhões de bolívares ou 93 salários mínimos, alta de 129% em relação a novembro. Pela cotação do dólar no fim do ano, o equivalente a US$ 158.
O azeite, por exemplo, é vendido a 70,7 mil bolívares, 2.525 vezes acima do preço oficial tabelado, de 28 bolívares. Faltam nas prateleiras dos armazéns e supermercados carne de gado, carne de frango, leite em pó, leite condensado, margarina, aveia, açúcar, óleo de milho, farinha de milho, arroz, lentilhas, farinha de trigo, massa, molho de tomate, pão, queijo amarelo, sabonete, cera para assoalhos papel higiênico, toalhas sanitárias, desodorante e sabão para lavar roupa.
Diante do colapso da economia do país, Maduro decidiu antecipar as eleições para aproveitar a divisão das oposições e tentar consolidar seu poder antes da derrocada total.
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