quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Universitários protestam em Caracas contra morte de estudante

Universitários de duas instituições de ensino superior da Venezuela protestam em vários pontos de Caracas contra a morte de um estudante na manifestação de ontem contra o governo Nicolás Maduro. Ao todo, três pessoas morreram.

O governo reagiu denunciando uma ameaça de golpe. Maduro aumentou a repressão, proibiu manifestações não autorizadas e decretou a prisão do líder oposicionista Leopoldo López.

Desemprego na Grécia bate novo recorde

Embora a economia da Grécia dê os primeiros sinais de recuperação, o índice de desemprego no país chegou a um novo recorde de 28% da população economicamente ativa em novembro de 2013, quando 1,3 milhão de pessoas procuravam emprego, informou hoje a Autoridade Estatística Helênica. Em outubro, a taxa estava em 27,7%.

O desemprego também aumentou entre os jovens até 25 anos, de 61% para impressionantes 61,4%.

Depois de seis anos de contração, a expectativa é que a Grécia volte a crescer em 2014.

Primeiro-ministro da Itália pede demissão

Depois de sofrer um voto de desconfiança, o primeiro-ministro Enrico Letta acaba de renunciar à liderança do Partido Democrático, de esquerda, e amanhã vai pedir demissão ao presidente Giorgio Napolitano, abrindo caminho para a formação de um novo goerno na Itália.

O novo líder da esquerda italiana é o prefeito de Florença, Matteo Renzi, de 39 anos, que deve ser indicado primeiro-ministro por Napolitano. O presidente não pretende antecipar as eleições enquanto o Congresso estiver discutindo uma reforma eleitoral para evitar o impasse crônico da política italiana.

Embora Renzi tinha manifestado a intenção de concluir o mandato do parlamento atual, que vai até 2018.

Venezuela prende líder da oposição após três mortes

A pedido da Procuradoria-Geral da Venezuela, um juiz de Caracas decretou ontem a prisão do líder oposicionista Leopoldo López como suspeito de incitar à violência em manifestações de rua realizadas ontem que terminaram com três mortes. Na capital e em várias cidades do interior, houve protestos pedindo a renúncia do presidente Nicolás Madura em meio a uma crise de desabastecimento, com inflação de 56% ao ano.

Mais cedo, um porta-voz do partido Vontade Popular disse que López não havia sido notificado e estava examinando a situação com seus advogados.

Pelo menos outras 23 pessoas saíram feridas e 25 foram presas nas manifestações contra e a favor do governo. Maduro repudiou a violência e acusou grupos "nazifascistas" de articular um golpe para derrubá-lo.

O presidente venezuelano também proibiu manifestações de protesto, levando os líderes oposicionistas López, María Corina Machado e o prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, a denunciar uma violação da Constituição e dos direitos políticos, informa o jornal Latin American Herald.

A situação econômica da Venezuela, falida pelas políticas do "socialismo do século 21" do falecido presidente Hugo Chávez, se agrava a cada dia sem que o governo mostre condições de reverter o quadro.

Hoje, a companhia japonesa Toyota, maior fabricante de automóveis do mundo, anunciou a redução de sua produção por não conseguir importar autopeças no ritmo necessário para manter sua fábrica operando normalmente. O dólar no câmbio negro vale 13 vezes mais do que a cotação oficial, e as empresas não conseguem a moeda americana para pagar pelas importações.

O que é terrorismo?*

Conceito de terrorismo. Não existe uma definição acadêmica universalmente aceita. Em uma definição provisória, o terrorismo é o ataque indiscriminado, geralmente uma série de ataques, contra civis inocentes escolhidos ao acaso para quebrar a fibra moral do inimigo. As formas mais comuns de terrorismo são assassinatos seletivos ou em massa, sequestros, a explosão de bombas e o envenenamento com agentes químicos ou biológicos.

O que caracteriza o terrorismo fundamentalmente, na minha opinião, é a ilegitimidade do alvo. Quando é legítimo usar a força? Por princípio básico das sociedades democráticas, só em legítima defesa. O uso da força é monopólio do Estado, exercido através da polícia para segurança interna e das Forças Armadas para defesa contra agentes externos.

Soldados de uma força de ocupação podem ser considerados alvos legítimos, mas ônibus, bares, restaurantes, estações de trem ou ônibus, aeroportos, aviões, escolas e ônibus escolares certamente não são. O problema está nos casos mais complexos: um empresário que financia grupos paramilitares que agem como esquadrões da morte é um alvo legítimo?

Quando o presidente George W. Bush declarou guerra ao terrorismo, logo apareceram especialistas em questões militares para dizer que não pode haver guerra contra o terrorismo porque o terrorismo é uma tática de guerra, não é um inimigo em si.  Como tática de guerra, provavelmente o terrorismo seja tão antigo quanto o homem, fruto de sua própria natureza animal e das feras que enfrentava para sobreviver.

Na história, há inúmeros crimes de guerra e atrocidades que podem ser enquadrados no conceito moderno de terrorismo, que certamente não existia na Antiguidade e na Idade Média, quando essas táticas de guerra eram consideradas normais. As leis da guerra são fruto da modernidade.

Gengis Khan, um dos maiores generais de todos os tempos, arrasou Herat, que hoje fica no Afeganistão porque um sobrinho que escolhera como herdeiro foi morto num ataque à cidade. De uma população estimada em 150 mil, sobraram 60 pessoas.

Ivã, o Terrível, czar da Rússia (1547-84), certamente era um terrorista. Paranoico, criou a primeira polícia política russa.

Mas o terrorismo político, o uso consciente e planejado do terror como arma política, começa na segunda fase da Revolução Francesa, o Período do Terror ou da Convenção (1792-95), quando o Comitê de Salvação Nacional mandou para a guilhotina milhares de pessoas, a começar pelo rei e a rainha da França.

Dos principais líderes daquele período da Revolução Francesa, Jean-Paul Marat foi assassinado no banho por sua amante Charlotte Corday, e Jean-Jacques Danton e Maximiliano Robespierre foram guilhotinados.

A revolução devorava seus próprios filhos.

Já a guilhotina tinha aquele sentido de ser uma máquina de matar científica. Seu inventor, Monsieur Guillotin, foi guilhotinado.

Nas execuções na forca e na degola, às vezes o condenado não morria logo. Era preciso criar uma maneira eficiente de matar porque a revolução tinha de matar muita gente. Tinha aquela ideia do banho de sangue purificador que varreria da terra a velha ordem e seus representantes para a construção de um mundo novo.

O terror era um instrumento fundamental para destruir as antigas estruturas. O terrorismo político, portanto, começou como terrorismo de Estado. E todas as revoluções violentas seguiram a fórmula.

No século 19, o terrorismo se tornou endêmico na região dos Bálcãs, onde nos anos 1990s se revelou um fator central nas guerras que destruíram a Iugoslávia.

No século 20, virou um instrumento importante do arsenal de grupos guerrilheiros e movimentos de libertação nacional. Durante todo este tempo, foi amplamente utilizado por Estados Nacionais e suas polícias políticas. Adolf Hitler e Josef Stalin foram os maiores terroristas da história, com Mao Tsé-tung logo atrás.

O que assistimos perplexos em 11 de setembro de 2001 foi a globalização do terrorismo. Desde 1945, havia majoritariamente atos terroristas em conflitos internos como guerras de libertação nacional, caso dos palestinos, da Irlanda do Norte, da ETA, dos grupos guerrilheiros e dos paramilitares da América Latina, da guerra civil libanesa (1975-90) para citar alguns exemplos importantes que marcaram a memória de que viveu nas décadas de 1960, 70 e 80.

No Oriente Médio, o terrorismo é endêmico. Todos os Estados e todos os grupos armados da região podem ser acusados de alguma forma de terrorismo.

Em 11 de setembro, os terroristas levaram o conflito do Oriente Médio para o coração da maior potência que o mundo jamais viu. Desfecharam um violento golpe de profundas implicações para a imagem e a autoimagem dos EUA. A destruição da imagem que uma sociedade tem de si mesma é um objetivo central do terrorismo.

Esse golpe sem precedentes só foi possível porque os terroristas da rede Al Caeda usaram as tecnologias modernas da era da globalização para atacar Nova York, o maior símbolo desta globalização. Usaram o avião a jato e a Internet, ao lado de facas simples de cortar caixas de papelão.

O aspecto simbólico é uma das características centrais do terrorismo. As ações terroristas precisam ser vistas. Precisam ter um impacto midiático para espalhar o terror, paralisar o inimigo pela supresa e pelo medo, e mobilizar voluntários dispostos a morrer como heróis em nome da causa (aspecto instrumental) e da glória (aspecto simbólico).

É um elemento importante na guerra da quarta geração. A bomba atômica acabou com a guerra convencional, que desde então é travada sobretudo nos quintais do mundo.

Durante a Guerra Fria, as superpotências travaram diversos conflitos indiretos em todo o mundo. No degelo da era Gorbachev, houve inúmeros acordos de paz, na América Latina, na África e na Ásia para acabar com essas guerras.

Depois do fim da Guerra Fria, a maioria das guerras se enquadra no conceito de guerra assimétrica, travada por um grupo irregular sem condições para enfrentar o inimigo, geralmente um Estado Nacional, em campo aberto numa guerra tradicional.

A guerra assimétrica borra as fronteiras entre civis e militares, entre guerra e política. Costuma ser um conflito de baixa intensidade, longo e com causas sociais profundas. É uma guerra de atrito, uma guerra de desgaste. O terrorismo é a tática mais comum, entre outras táticas de guerrilha.

Quando o comandante do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, Mike Mullen, declarou em 2009 que os EUA não estavam ganhando a guerra no Afeganistão, a conclusão é que estão perdendo. Porque os talebã tem todo o tempo do mundo, estão lutando em casa; os americanos é que precisam concluir a missão e voltar para casa.

Com o jihadismo, há uma transnacionalização que torna o terreno da guerra mais amplo e difuso. Há um ataque direto à cultura, ao sistema político do inimigo, em que a guerra psicológica é fundamental. Ela vai da manipulação da mídia ao terrorismo para conquistar ou aterrorizar corações e mentes.

A guerra, nas palavras do sociólogo canadense Marshall McLuhan, é a educação compulsória do inimigo, a tentativa de obrigá-lo a fazer o que a gente quer.

Como dizia Nelson Rodrigues, todo idiota sempre encontra uma boa causa que o justifique. Em nome desta causa, todos os métodos de pressão são considerados válidos por grupos extremistas, políticos, econômicos, sociais e militares. Mas nem sempre são legítimos.

* (Palestra proferida no 2º Congresso de Ciências Militares da Escola de Comando e Estado Maior do Exército, em 09/07/2009)

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Feliz Dia de Darwin!

O dia 12 de fevereiro, data de nascimento em 1809 do cientista inglês Charles Darwin, criador da Teoria da Evolução das Espécies, é "um dia de celebrar a ciência e a razão", declarou hoje a Fundação Internacional Dia de Darwin.

"Como Galileu, Newton e Einstein nas ciências físicas, Darwin apresentou nas ciências biológicas novas maneiras de pensar que levaram a uma nova compreensão da realidade que melhorou muito a qualidade de vida para milhões de pessoas", acrescentou.

A Teoria da Evolução, de 1859, provocou uma reação dos religiosos que acreditam na criação do mundo descrita nos livros sagrados. Em resposta, surgiu o fundamentalismo, uma tentativa de volta aos fundamentos da Bíblia, do Corão ou qualquer outro livro sagrado.

Comércio exterior da China supera expectativa

As exportações da China avançaram 10,6% em janeiro de 2014 na comparação anual, batendo a expectativa pessimista dos economistas de que cresceria apenas 2%.

As importações aumentaram 10% em relação a janeiro de 2013, mais uma superando as previsões, que ficaram em torno de 3%. As importações de cobre, minério de ferro e petróleo bruto bateram recordes, o que é bom para o Brasil e a América Latina.

O saldo comercial ficou em US$ 31,9 bilhões, batendo os US$ 25,6 bilhões de dezembro e as previsões dos economistas, de US$ 23,7 bilhões, em média.

Segunda maior economia do mundo, a China é hoje o maior país exportador de bens e neste ano passará a ser também o maior importador, prevê o banco HSBC.

O crescimento chinês para 2014 é estimado em 7,4%, o menor em 14 anos. Neste ritmo, a China vai contribuir duas vezes mais para a demanda global do que os EUA.

UE propõe controle internacional da Internet

Diante da revelação de que os Estados Unidos usaram grandes empresas americanas da Internet para espionagem, a União Europeia deve propor hoje "medidas concretas" para internacionalizar o controle sobre a rede mundial de computadores, a começar pela distribuição de domínios.

A Comissão Europeia, órgão executivo da UE, quer estabelecer um cronograma para internacionalizar a corporação que registra nomes e domínios na rede, a ICANN (Internet Corporation for Assigned Names and Numbers), hoje totalmente americana, que também exerce outras funções, como controlar o roteamento do tráfego.

"Ações de inteligência e espionagem em larga escala levaram à perda de confiança na Internet e na sua atual estrutura de governança", sustenta a CE.

O Departamento do Comércio dos EUA aceita discutir a questão, mas não revelou se vai oferecer elementos essenciais da arquitetura da Internet que cede à ICANN sob contrato. Também reluta em levar a discussão para o âmbito das Nações Unidas, onde os governos de países não democráticos como a China e a Rússia poderiam tentar censurar a rede.

"Queremos trabalhar coletivamente para uma governança inclusiva com muitos participantes que mantenha a estabilidade de uma Internet aberta e inovadora", declarou o secretário de Comércio adjunto, Lawrence Strickling.

A UE conta com o apoio do Brasil. Em setembro de 2013, a presidente Dilma Rousseff cobrou na Assembleia Geral da ONU um controle internacional da Internet depois das revelações do ex-funcionário da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA) Edward Snowden de uma espionagem maciça, inclusive da própria Dilma.

Na proposta europeia, "a Internet deve continuar sendo a rede das redes, única, aberta, livre, não fragmentada, submetida às mesmas leis e normas aplicadas a outras aspectos das nossas vidas cotidianas."

O Encontro Global Multiparticipativo sobre o Futuro da Governança na Internet (Global Multi-stakeholder Meeting on the Future of Internet Governance) será realizado no Grand Hyatt Hotel, em São Paulo, em 23 e 24 de abril de 2014. A União Internacional de Telecomunicações (UIT), parte do Sistema ONU, se reúne em outubro na Coreia do Sul.

Turquia rejeita Israel enquanto Gaza for bloqueada

O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, rejeitou ontem qualquer possibilidade de reconciliação com Israel enquanto não acabar o bloqueio à Faixa de Gaza.

A ruptura aconteceu quando comandos israelenses atacaram a chamada Flotilha da Liberdade, que tentava furar o bloqueio naval de Gaza, em 31 de maio de 2010. Nove turcos ligados a organizações não governamentais favoráveis à causa palestina foram mortos.

Israel concordou recentemente em indenizar as famílias dos mortos, uma das exigências de Erdogan. Mas o líder turco quer mais: a suspensão total do bloqueio a Gaza.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Câmara acaba com teto da dívida pública dos EUA

Por 221-201, com 199 deputados republicanos votando contra seu líder, John Boehner, a Câmara dos Representantes suspendeu o limite da dívida pública dos Estados Unidos e autorizou o Tesouro a tomar dinheiro até 16 de março de 2015, adiando o debate sobre o equilíbrio das contas públicas para depois das eleições intermediárias de novembro de 2014.

O presidente Barack Obama exigiu uma "lei limpa", sem precondições como cortes de gastos governamentais exigidos pelos conservadores.

Governador de Washington suspende execuções

O governador do estado de Washington, nos Estados Unidos, Jay Inslee, suspendeu todas as execuções enquanto estiver no poder, até o início de 2017.

"Uma justiça igualitária baseada na lei é a primeira responsabilidade do Estado", declarou Inslee ao justificar sua decisão. "Nos casos de pena de morte, estou convencido de que não há justiça."

No momento, há nove homens no corredor da morte na Penitenciária Estadual de Washington, em Walla Walla.

China e Taiwan fazem primeiro contato direto desde 1949

Representantes da República Popular da China e da República da China em Taiwan mantiveram hoje o primeiro contato direto desde a vitória da revolução comunista liderada por Mao Tsé-tung, em 1º de outubro de 1949, e da fuga dos nacionalistas chineses para a ilha que o governo de Beijim considera uma província rebelde e ameaça invadir se declarar independência.

O encontro, realizado em Nanquim, uma das capitais da China no passado, não deve mostrar resultado práticos imediatos. É mais um gesto simbólico do fim da rivalidade entre inimigos históricos.

"Antes do encontro de hoje, é difícil imaginar que as relações bilaterais chegassem a esse ponto", festejou o presidente do conselho de Taiwan para assuntos relativos à China continental, citado pelo jornal The New York Times.

A ditadura comunista chinesa impôs sua política de que "só existe uma China", negando legitimidade à pretensão de Taiwan sobre todo o território chinês. Para estabelecer relações com um país, exige o rompimento com Taiwan.

Essa situação mudou rapidamente, levando ao isolamento de Taiwan desde que os EUA apoiaram a troca do regime que ocupa a cadeira da China nas Nações Unidas, em 1971, e restabeleceram relações diplomáticas com Beijim, em 1978.

Com o extraordinário crescimento econômico chinês a partir de 1978, Taiwan se beneficiou, canalizando recursos para investimento no continente.

Em 1996, quando um candidato a presidente defendeu a independência da ilha, a China apontou mísseis para ameaçá-lo e os EUA mandaram navios de guerra para o Estreito de Taiwan. Desde então, a China desenvolveu suas Forças Armadas para neutralizar um atitude igual dos EUA no futuro.

O atual presidente taiwanês, Ma Ying-jeou, elegeu-se em 2008 e reelegeu-se em 2012 com a "política dos três nãos: não à guerra, não à independência e não à unificação". Conseguiu desarmar as tensões.

A China gostaria de repetir em Taiwan a fórmula que usou para reintegrar Hong Kong: um país com dois sistemas econômicos. Mas os taiwaneses não estão dispostos a abrir mão da liberdade.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

EUA adiam plano de retirada do Afeganistão

O governo Barack Obama está adiando para depois da eleição presidencial do Afeganistão a decisão final sobre quantos soldados os Estados Unidos deixarão no país depois da retirada das forças da Organização do Tratado do Atlântico (OTAN), no fim de 2014.

A proposta é deixar uma força capaz de treinar as forças de segurança afegãs e combater o terrorismo. Diante da resistência do presidente Hamid Karzai e da irritação do governo Obama com ele, a melhor solução para Washington é esperar.

Karzai não pode mais ser candidato. Se nenhum dos 11 candidatos obtiver mais da metade dos votos válidos em 5 de abril de 2014, será necessário um segundo turno.

Desastres naturais podem custar US$ 100 trilhões por ano

Com o aquecimento global, os fenômenos climáticos extremos estão se tornando mais frequentes e mais intensos, elevando a estimativa de custo dos desastres naturais de US$ 10 bilhões a US$ 40 bilhões por ano hoje para US$ 100 trilhões por ano até o fim do século 21, ou 9% do produto mundial bruto, indica um estudo divulgado na revista inglesa The Ecologist.

De acordo com a pesquisa divulgada nos Proceedings of the National Academy of Sciences dos EUA, os efeitos das catástrofes naturais poderão ser neutralizadas pela construção de defesas como diques, especialmente nas zonas costeiras.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Irã faz acordo sobre inspeções com a AIEA

O Irã anunciou hoje ter acertado "sete medidas práticas" com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para permitir a fiscalização de suas instalações nucleares, mas não deu acesso à base militar de Parchin, onde há suspeitas de desenvolvimento de armas atômicas.

Deputados que se opõem às negociações de paz com as grandes potências mundiais acusam o presidente Hassan Rouhani e o ministro do Exterior, Javad Zarif, de terem suspendido um teste de mísseis. Eles acusam os conservadores pragmáticos liderados pelo presidente de jogar o jogo dos Estados Unidos e corromper a integridade da república islâmica ao negociar com o Ocidente.

Na sexta-feira, a televisão estatal iraniana apresentou um documentário com imagens computadorizas do que seria um contra-ataque em retaliação a um bombardeio contra o programa nuclear o Irã. Mísseis e drones iraquianos atacariam simultaneamente Telavive, Haifa, o aeroporto Ben Gurion e a central nuclear de Dimona, em Israel, e o porta-aviões americano USS Lincoln, no Golfo Pérsico.

No sábado, o comandante da frota militar do norte da Marinha do Irã, almirante Afchin Rezayi Haddad, declarou ter enviado vários navios de guerra para o Atlântico Norte para mandar um recado aos EUA.

Suíça rejeita acordo de livre circulação com a UE

Por uma pequena margem, com apenas 50,3% dos votos, o eleitorado da Suíça aprovou hoje o "fim da imigração em massa" e a imposição de quotas de imigração, rejeitando em referendo um acordo de livre circulação de pessoas negociado pela União Europeia.

A Alemaha e outros países europeus protestaram contra a tentativa de Suíça de manter sua singularidade e isolamento. Esse pequeno país montanhoso adotou há séculos a neutralidade para escapar das guerras que assolavam o continente.

Já no tempo de Luís XIV, da França, os suíços passaram a se oferecer para guardar o dinheiro de outros países para protegê-lo sob sua neutralidade. Desde 1934, quando começava a ascensão do nazismo, a Suíça adotou o sigilo bancário. Isso ajudou-a a se defender de Hitler, que nunca invadiu o país.

Hoje a grande ameaça ao modelo suíço é a globalização. A maioria dos analistas está certa de que mais cedo ou mais tarde a Suíça terá de se integrar à UE, perdendo assim as caraterísticas centrais que a tornam um país único. Como a Suíça tem cantões (o equivalente a estados) alemães, franceses e italianos, a atração que Alemanha, França e Itália exercerão sobre eles será capaz de romper a Suíça.

O referendo para acabar com o acordo de livre circulação de pessoas firmado com a UE é mais uma etapa de uma resistência que em longo prazo parece inútil.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Líder jihadista é morto na Síria

Um comandante do grupo extremista muçulmano Estado Islâmico do Iraque e do Levante morreu hoje na província de Deir al-Zur, na Síria, em combate contra outra organização rebelde jihadista, a Frente al-Nusra, ex-aliada na guerra civil contra a ditadura de Bachar Assad, informou a televisão saudita Al Arabiya.

Abu Dajana, nome de guerra do comandante morto, acontece em meio a uma ofensiva da Frente al-Nusra contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que luta em duas frentes, na Síria e na província de Ambar, no Iraque. A Frente al-Nusra retomou fábricas e usinas de processamento de grãos na Síria.

Nos últimos meses, os grupos rebeldes sírios começaram a lutar entre si, principalmente por causa de desentendimentos sobre como governar as áreas conquistadas, especialmente na província de Alepo.

Número de vítimas civis cresce 14% no Afeganistão

O total de civis mortos ou feridos na Guerra do Afeganistão aumentou 14% em 2013, anunciou hoje as Nações Unidas no relatório sobre a missão de ajuda ao país. Houve pelo menos 2.959 mortes e outras 5.656 pessoas saíram feridas.

O número de civis mortos ou feridos no fogo cruzado aumentou 43%. Isso foi atribuído à redução das operações militares aéreas e terrestres dos Estados Unidos, o que obriga as forças de segurança afegãs a assumir um papel maior à medida que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) retira suas tropas.

As forças internacionais que intervieram no Afeganistão em 7 de outubro de 2001 para punir os responsáveis pelos atentados terroristas de 11 de setembro daquele ano nos EUA devem sair do país até o fim de 2014. Já é a guerra mais longa da História dos EUA, com mais de 2 mil americanos mortos.

Os EUA negociam a manutenção de uma pequena força para continuar o treinamento do Exército e da polícia, e participar de ações antiterroristas, mas enfrentam a resistência do corrupto e incompetente presidente afegão, Hamid Karzai.

Khamenei: EUA derrubariam regime se pudessem

O Supremo Líder Espiritual da Revolução Islâmica no Irã, aiatolá Ali Khamenei, não tem dúvidas: se pudessem, os Estados Unidos derrubariam imediatamente o regime fundamentalista iraniano. Mas ele defendeu o presidente Hassan Rouhani e pediu tolerância aos oponentes das negociações com as grandes potências sobre o programa nuclear do país.

"Os representantes americanos mentem quando dizem a nossas autoridades nas negociações que não querem mudança de regime", comentou o ditador iraniano. "Estão mentindo porque não hesitariam no momento em que tivessem condições para fazer isso."

Khamenei acrescentou que o Irã não deve tentar recuperar sua economia com a suspensão das sanções internacionais e, sim, através de inovações tecnológicas feitas em casa. Embora repudie o imperialismo ocidental, o Supremo Líder reconhece a superioridade tecnológica ocidental e gostaria que o Irã seguisse o Ocidente neste aspecto.

Ao líder com seus inimigos, observou o homem-forte do Irã, o país deve estar preparado para mudar de tática sem abrir mão de seus princípios fundamentais.

Alemanha teve saldo comercial recorde em 2013

A balança comercial da Alemanha teve em 2013 seu melhor resultado desde que as estatísticas do comércio exterior do país começaram a ser compiladas, em 1950: um saldo de 198,9 bilhões de euros (US$ 270,8 bilhões), cerca de R$ 645 bilhões, batendo o recorde anterior, de 195,3 bilhões de euros, registrado em 2007, antes do agravamento da crise internacional.

No ano passado, a Alemanha exportou 0,2% a menos do que em 2012, no total de 1,093 trilhão de euros, enquanto as importações cresceram 1,2% para 895 bilhões de euros, informou ontem a agência oficial de estatísticas Destatis.