A oposição no Quênia convocou manifestações de protesto de três dias na próxima semana para pressionar o presidente Mwai Kibaki, depois do fracasso das negociações em torno do resultado da eleição presidencial de 27 de dezembro de 2007.
O candidato da oposição, Raila Odinga, denunciou fraude e pediu sanções internacionais contra o país, afirmando que os líderes mundiais seriam irresponsáveis se confiassem "um simples centavo" a Kibaki.
"Estamos convocando nossos compatriotas, homens e mulheres, que com grande tristeza e solidariedade se juntem a nós em manifestações no país inteiro na quarta, quinta e sexta-feira da próxima semana", conclamou Anyang' Nyong'o, secretário-geral do Movimento Democrático Laranja, de Odinga.
A oposição espera realizar protestos em 30 localidades, inclusive uma grande manifestação no centro da capital, Nairóbi, na quarta-feira para a qual teria pedido proteção policial. Manifestações anteriores terminaram em confronto com a polícia, deflagrando uma onda de violência tribal que causou cerca de 500 mortes desde a eleição, na pior crise desde a independência do país do Império Britânico.
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