sábado, 30 de novembro de 2013

Helicóptero cai em bar e mata oito em Glasgow

Eram 22h20 de sexta-feira. O pub Clutha, famoso pelos shows de música ao vivo, estava cheio. No palco, a banda de ska Esperança embalava a noite quando um helicóptero da polícia caiu como uma pedra no teto do bar. Pelo menos oito pessoas morreram e 14 saíram feridas no acidente, em Glasgow, a maior cidade da Escócia.

Mais de 120 bombeiros foram enviados imediatamente para o local com grande quantidade de equipamentos. Eles trabalharam a noite inteira para retirar gente do meio dos escombros.

Ainda não se sabe a causa do acidente. O helicóptero Eurocopter EC-135 T2 levava dois policiais e um piloto civil. Caiu em cima do pub na Rua Stockwell, no centro de Glasgow, à margem do Rio Clyde. Todos morreram.

Conflito na Tailândia tem primeira morte

Pelo menos uma pessoa foi morta e outra dez saíram feridas de um confronto de governistas e oposicionistas perto do Estádio de Rajamangala, em Bangkok, a capital da Tailândia.

Uma grande manifestação dos governistas do movimento vermelho está marcada para amanhã no estágio. Um ônibus de partidários da primeira-ministra Yingluck Shinawatra foi atacada por oposicionistas do movimento amarelo. Como não conseguiram derrubar o governo pelas vias legais, querem criar uma situação caótica para provocar um golpe militar.

Ontem, cerca de 1,2 mil amarelos invadiram o QG do Exército da Tailândia; hoje ocuparam diversos prédios públicos. Eles acusam a primeira-ministra de querer aprovar uma anistia para o irmão, o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, deposto em 2006 por um golpe militar sob acusações de corrupção. Leia abaixo.

Oposição ocupa mais prédios públicos na Tailândia

Os manifestantes antigovernistas que invadiram ontem o quartel-general do Exército da Tailândia para tentar provocar um golpe de Estado ocuparam hoje a sede central do Departamento de Investigações Especiais, a Autoridade de Comunicações e a Organização Telefônica, informou o jornal The Bangkok Post.

Diante da agressividade crescente do movimento amarelo, os partidários da primeira-ministra Yingluck Shinawatra, do movimento vermelho, começaram a chegar do interior para organizar manifestações alternativas. Isso aumenta o risco confrontações.

A oposição, que usa vermelho, acusa a primeira-ministra de ser uma fantoche do irmão, o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, deposto num golpe militar em 2006 depois de denúncias de corrupção, e de querer anistiá-lo. Depois de sobreviver a um voto de desconfiança no Parlamento nessa semana, Yingluck deixou claro que não pretende renunciar.

Os Shinawatra têm forte apoio político nas zonas rurais do Norte do país, enquanto a oposição se concentra na capital e nas principais cidades tailandesas.

EUA vão destruir armas químicas da Síria no mar

Os Estados Unidos vão destruir no mar parte das armas químicas entregues pela ditadura de Bachar Assad para evitar um bombardeio à Síria, anunciou hoje a Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), encarregada de executar e fiscalizar a Convenção sobre a Proibição do Desenvolvimento, Produção, Armazenagem e Uso de Armas Químicas e sua Destruição.

A hidrólise será usada para neutralizar os agentes químicos mais letais, a partir de 31 de dezembro de 2013. A tarefa para destruir completamente o arsenal químico da Síria deve levar anos. Há vários riscos envolvidos, mas não há garantia absoluta de que o regime sírio não tenha escondido uma parte de suas armas químicas nem que não vá mais usá-las.

Em setembro de 2012, o presidente americano, Barack Obama, advertiu Assad de que uso de armas químicas seria uma linha vermelha. Se o regime sírio atacasse os rebeldes que tentam derrubar o governo desde 15 de março de 2011, os EUA interviriam militarmente na guerra civil da Síria.

Logo depois de um ataque com armas químicas contra o bairro de Guta, na periferia de Damasco, a capital síria, em 21 de agosto numa área que o Exército tentava recuperar, a Síria negou responsabilidade, atribuindo a ação aos rebeldes. Mas o governo dos EUA afirmou ter provas conclusiva da culpa de Assad e começou a articular uma resposta armada com suas aliados europeus.

A França imediatamente apoiou um bombardeio para punir Assad pelo uso de armas químicas, mas o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, não conseguiu autorização do Parlamento Britânico para usar a força antes da conclusão das investigações da ONU. Cameron entendeu que os deputados refletiam a oposição da opinião pública a uma ação armada e desistiu.

Quando o secretário de Estado americano, John Kerry, declarou em Londres que a única maneira de evitar um ataque seria a entrega pela Síria de todo o arsenal químico à OPAQ para destruição, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, se dispôs a mediar a questão com o governo sírio. Assad concordou em entregar as armas.

Ainda há dúvidas se a Síria realmente revelou a lista completa dos locais de produção e estocagem dar armas proibidas. O recuo de Obama tem sido interpretado como um sinal de fraqueza, a ponto da revista Forbes escolher Putin como o homem mais poderoso do mundo, uma piada de mau gosto.

Se o objetivo de Obama era evitar o uso de armas químicas, pelo menos temporariamente ele conseguiu. Afinal, como disse Sun Tzu em A Arte da Guerra, a maior vitória na guerra é derrotar o inimigo moralmente fora do campo de batalha, ou seja, na guerra moderna, sem disparar um tiro. Isso não é sinal de fraqueza.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Eurozona dá sinais de volta à normalidade

A taxa de desemprego na Zona do Euro caiu de 12,2% para 12,1% em outubro, na maior baixa desde sabril de 2011, e a inflação nos 18 países que usam o euro como moeda subiu de 0,7% para 0,9% ao ano, informou hoje o Eurostat, escritório oficial de estatísticas da União Europeia.

O crescimento ainda é medíocre, mas o mercado de trabalho começa a se recuperar e diminui o risco de deflação.

Oposicionistas invadem quartel-general na Tailândia

Cerca de 1,2 mil oposicionistas invadiram hoje o quartel-general do Exército Real da Tailândia, em Bangkok, para exigir a queda da primeira-ministra Yingluck Shinawatra, que acusam de ser um fantoche do irmão, o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, exilado no exterior para escapar de um processo por corrupção, e de tentar anistiá-lo.

Os oposicionistas do movimento amarelo, que pretextam absoluta lealdade ao rei Bhumibol Adulayadej, provocam os militares, seus tradicionais aliados, "para saber de que lado eles estão", declarou um manifestante à agência de notícias Reuters.

Depois de sobreviver a um voto de desconfiança no Parlamento, a primeira-ministra não tem a menor intenção de renunciar. Quanto à oposição, não conseguindo derrubar o governo pelas vias democráticas e legais, apela para o golpismo.

Os Shinawatra têm grande apoio popular na zona rural do Norte da Tailândia, enquanto a oposição é mais forte na capital.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Inflação no Japão sobe para 0,9% ao ano

Pela primeira vez em 15 anos, o crescimento de preços no Japão registrou alta de 0,9% em outubro depois de 0,7% em setembro, num sinal do sucesso parcial da política do primeiro-ministro Shinzo Abe, no poder há um ano, para reinflar a terceira maior economia do mundo, que se arrasta há duas décadas num misto de estagnação e deflação, a queda de preços.

A queda de preços pode até parecer boa em países de inflação historicamente alta como o Brasil e a América Latina em geral. Mas a queda consistente de preços, a expectativa de queda de preços adia as decisões de consumo. Por que comprar hoje se amanhã estará mais barato?

O resultado é que o comércio vende menos, faz menos encomendas à indústria, que produz menos, gerando um ciclo vicioso de espiral deflacionária.

Abe, um nacionalista japonês, quer sacudir a inércia do país, que vê a inimiga histórica, a China, se tornar cada vez mais rica, poderosa e agressiva. A meta da abeconomia é uma inflação de 2% ao ano.

Japão e Coreia do Sul desafiam novo espaço aéreo chinês

Depois dos Estados Unidos dois dias atrás, hoje o Japão e a Coreia do Sul, os dois maiores aliados de Washington no Leste da Ásia, sobrevoaram o espaço aéreo das disputadas Ilhas Senkaku. No fim de semana, o regime comunista da China anunciou a extensão de seu espaço aéreo para incluir as ilhas, que os chineses chamam de Diaoyu.

A ampliação do espaço aéreo foi vista como mais uma atitude agressiva da cada vez mais poderosa China tentando reafirmar suas reivindicações em disputas de mar territorial que têm com o Japão, a Coreia do Sul, as Filipinas, o Vietnã, Brunei, a Malásia e Taiwan.

 O risco é de uma provocação levar a um incidente capaz de se tornar num conflito mais sério. Em depoimento na BBC Internacional, jornalistas chineses consideraram mais provável que a China não reaja.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Reino Unido cresceu 0,8% no terceiro trimestre

A economia do Reino Unido se acelerou no terceiro trimestre de 2013 por causa do aumento do consumo doméstico, crescendo 0,8% em relação trimestre anterior, informou hoje o Escritório Nacional de Estatísticas do país.

Nos útimos 12 meses, a taxa de crescimento ficou em 1,5%. No segundo trimestre, a economia britânico havia registrado alta de 0,7%, depois de avançar 0,4% no primeiro.

Senado da Itália cassa mandato de Berlusconi

O ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, condenado por fraude fiscal, foi expulso hoje do Senado da Itália. É o fim da carreira política do líder da direita italiana, que começou no vácuo deixado pelo colapso dos partidos de centro-direita por causa da Operação Mãos Limpas, de combate à corrupção.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Ex-marido acusa Nigella de estar fora de si por cocaína

O publicitário britânico Charles Saatchi declarou hoje à Justiça do Reino Unido que sua ex-mulher Nigella Lawson, apresentadora de um programa de televisão sobre gastronomia, e sua filha adolescente de estarem "tão fora de si" por usar cocaína que duas secretárias conseguiram desviar para si 300 mil libras do casal, noticiou em Londres o jornal vespertino Evening Standard. São R$ 1,117 milhão.

A acusação foi feita no processo contra as italianas Francesa e Elisabetta Grillo, ex-secretárias particulares do casal. Saatchi afirmou que havia um "acordo tácito" de que elas poderiam continuar gastando desde que não revelassem os excessos de Nigella.

Saatchi está sendo processado por agredir a ex-mulher num restaurante londrino em junho passado. Ele apertou o pescoço de Nigella e logo depois foi anunciada a separação do casal.

Nesta terça-feira, um jornal sensacionalista britânico atribuiu a briga e o divórcio ao consumo de cocaína e outras drogas, com medicamentos de tarja preta e maconha. Está claro que esta será a defesa do publicitário, famoso como mecenas dos chamados "novos artistas britânicos" como Damien Hirst.

Zelaya não aceita derrota da mulher em Honduras

Depois de denunciar fraude na eleição presidencial de domingo passado, o ex-presidente de Honduras José Manuel Zelaya, deposto num golpe militar há quatro anos, prometeu mobilizar seus seguidores para protestar contra a derrota de sua mulher, Xiomara de Castro Zelaya.

No fim da noite de ontem pela hora local, com pouco mais de dois terços dos votos apurados, o Tribunal Supremo Eleitoral declarou a vitória do candidato conservador Juan Orlando Hernández, com 34% dos votos contra 29% para Xiomara de Castro.

Hoje de manhã, a missão observadora da União Europeia afirmou que o resultado "não é preciso nem confiável" e pediu aos fiscais dos partidos que mantenham a presença em todas as zonas eleitorais até o fim da contagem dos votos.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

ONU marca conferência de paz sobre Síria para janeiro

As Nações Unidas convocaram uma conferência de paz para acabar com a guerra civil na Síria, a ser realizada a partir de 22 de janeiro de 2014 em Genebra, na Suíça, depois de uma reunião do enviado especial da ONU e da Liga Árabe, o ex-ministro do Exterior da Argélia Lakhdar Brahimi, com representantes dos Estados Unidos e da Rússia, informa a agência Reuters.

A expectativa é que participem o governo Bachar Assad e as oposições secularistas que lutam contra ele para "o estabelecimento, com base no consenso mútuo, de um governo de transição com plenos poderes executivos, inclusive sobre os militares e a polícia". Mas a oposição ainda exige o afastamento de Assad como precondição.

No campo de batalha, os rebeldes lançaram uma nova contraofensiva nos últimos três dias, tomando vilas e postos militares a leste de Damasco e a sudeste de Alepo, as duas principais cidades sírias. No sábado, bombardeios aéreos mataram pelo menos 40 pessoas em Alepo. Em Guta, o bairro da periferia de Damasco atacado com armas químicas em 21 de agosto, pelo menos 160 combatentes foram mortos no fim de semana.

domingo, 24 de novembro de 2013

Suíços rejeitam limite para altos salários

Cerca de 66% dos eleitores da Suíça decidiram hoje em referendo rejeitar a limitação dos salários dos diretores de empresas a no máximo 12 vezes o salário mais baixo pago pela companhia.

A Iniciativa por um Pagamento Justo, proposta por um movimento para controlar os altos salários, partiu do princípio de que ninguém na mesma empresa deve ganhar mais num mês do que alguém ganha num ano. Só 34% foram a favor.

Grandes potências fazem acordo nuclear com o Irã

As cinco grandes potências com direito de veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas (China, EUA, França Grã-Bretanha e Rússia) e a Alemanha chegaram a um acordo provisório para congelar o programa nuclear do Irã em troca de suspensão parcial das sanções ao país para dar tempo às partes para negociar um acordo definitivo, anunciou há pouco a União Europeia.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, repudiou o acordo, descrevendo-o como "um erro histórico" e advertiu: "Israel não vai permitir que um país que ameaça destruí-lo obtenha a capacidade de fazer isso".

Para o novo presidente iraniano, Hassan Rouhani, um dia "será piada" a alegação de que a república islâmica estava desenvolvendo armas nucleares.

sábado, 23 de novembro de 2013

Índia testa com sucesso míssil nuclear disparado de navio

As Forças Armadas da Índia testaram hoje com sucesso um míssil nuclear balístico Dhanush, disparado de um navio que estava perto da costa, em Odisha.

O míssil mar-terra é uma variação naval do míssil Prithvi, capaz de transportar até o alvo uma carga nuclear ou convencional de 500 quilos a uma tonelada.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Coreia do Norte ameaça bombardear palácio em Seul

Em resposta a manobras militares da Coreia do Sul na ilha de Yeonpyeong para marcar o terceiro ano de seu bombardeio pela Coreia do Norte, o regime comunista norte-coreano ameaçou hoje atacar o palácio presidencial de Seul.

JFK foi um dos melhores presidentes dos EUA

Apesar de ter autorizado a invasão da Baía dos Porcos, em Cuba, do início da conspiração para derrubar o presidente João Goulart e do incessante revisionismo histórico, John Fitzgerald Kennedy (1961-63), assassinado há 50 anos, foi um dos melhores e mais populares presidentes dos Estados Unidos e até hoje é o mais popular. Foi o primeiro presidente da era da televisão.

CRISE DOS MÍSSEIS 
No momento decisivo de sua Presidência de apenas mil dias, a Crise dos Mísseis em Cuba, em outubro de 1962, quando o mundo esteve mais perto do que nunca de uma guerra nuclear, Kennedy controlou os falcões e cercou a ilha, em vez de invadi-la. Em vez de chamar de "bloqueio", usou a palavra "quarentena" para disfarçar.

BERLIM 
JFK também foi decisivo ao resistir à pressão soviética para abandonar Berlim Ocidental depois da construção do muro, em 13 de agosto de 1961. Em 1963, durante meses, tanques soviéticos e americanos estiveram frente à frente nas ruas da atual capital da Alemanha.

Em discurso em Berlim, Kennedy pronunciou, em alemão, uma de suas frases mais célebres: “Todos os homens livres, onde quer que vivam, são cidadãos de Berlim. Portanto, como um homem livre, tenho orgulho das palavras: ‘Ich bin ein Berliner’ (Eu sou um berlinense)”.

DIREITOS CIVIS
No centenário da Proclamação da Abolição, em 1963, Kennedy mandou tropas federais proteger os estudantes negros que não tinham proteção da polícia de estados racista.

A legislação de direitos civis foi aprovada no governo Lyndon Johnson, lembrou Luiz Fernando Veríssimo sem disfarçar o cacoete esquerdista de querer diminuir os heróis dos EUA. Mas a proposta era de JFK. Há um telefonema de Johnson para o pastor Martin Luther King Jr. prometendo aprovar as leis que garantiram direitos iguais para os negros.

VIAGEM À LUA
Se o homem chegou à Lua, foi Kennedy quem mandou ao lançar seu programa especial como um desafio: “Queremos ir à Lua não por que seja fácil, mas porque é difícil”. Era um novo teste à capacidade tecnológica dos EUA depois que a União Soviética tinha dado um salto à frente com o primeiro satélite artificial da Terra, o Sputnik, em 1957, e ao mandar o primeiro homem ao espaço, Yuri Gagarin, em 1961.

IMAGEM
Mais jovem presidente a chegar à Casa Branca, com apenas 43 anos e uma linda mulher de 31 anos, Kennedy foi o primeiro político da era da televisão. Soube usar sua própria imagem e da primeira família como um apelo irresistível. As fotos dos filhos pequenos brincando no Salão Oval da Casa Branca são históricas.

Sua vitória sobre o então vice-presidente Richard Nixon em 1960, na eleição presidencial com maior participação do eleitorado da História dos EUA, foi selada nos primeiros debates presidenciais televisionados.

Como observou o sociólogo canadense e guru da comunicação Marshall McLuhan em Os Meios de Comunicação como Extensões do Homem, Kennedy parecia o xerife simpatico e bonachão de uma cidadezinha do interior, sem todas as respostas na ponta da língua, mas passando sinceridade e boa vontade.

Suando e mal bardeado, Nixon, comparou McLuhan, estava mais para o advogado da estrada de ferro que chega à cidadezinha para ferrá-la. Até hoje o debate é estudado. Ronald Reagan repetiu literalmente uma pergunta no seu debate com Jimmy Carter em 1980, aconselhando os eleitores a votar na oposição se estivessem menos ricos do que quatro anos antes.

JACKIE
Com sua elegância de origem francesa, um charme a mais para a sociedade americana, Jaqueline Kennedy redecorou a Casa Branca e a abriu pela primeira vez para as câmaras de televisão. Era tão popular na França que numa entrevista em Paris ele se apresentou assim: “Sou o homem que está acompanhando Jaqueline Kennedy em sua visita à Europa”.

Jackie não gostava do carro aberto. Sua imagem de dor e dignidade diante da morte do marido sensibilizou o mundo inteiro. O funeral de Kennedy reforçou o papel ritual da TV em grandes cerimônias, aquele cortejo lento com os irmãos do presidente, a viúva e chefes de Estado e de governos estrangeiros seguindo em marcha fúnebre, Jackie, Bob e Ted Kennedy caminhando de costas para não dar as costas ao presidente.

LADO NEGRO 
Nesses últimos 50 anos desde que os tiros calaram o político mais popular do planeta numa cidade sombria de um estado conservador e reacionário como o Texas, as críticas ao governo Kennedy se avolumaram. Estão em livros como O Lado Negro de Camelot, de Seymour Hersh, que explora relações extraconjugais e ligações com a máfia.

Kennedy era um homem dos anos 1960s. Alega-se até que foi o primeiro presidente a fumar maconha na Casa Branca.

ASSASSINATO
Sua própria morte é um mistério. A versão oficial é que JFK foi morto por Lee Harvey Oswald, um ex-fuzileiro naval que estivera na União Soviética. Dois dias depois, diante das câmeras de TV, ao vivo, Jack Ruby matou Oswald, ajudando a enterrar o mistério.

Daí vem suspeitas de vingança da máfia, que teria apoiado a eleição de Kennedy e até ajudado o presidente a ter um caso com a atriz Marylin Monroe, que cantou parabéns para JFK na Casa Branca num de seus aniversários.

A Comissão Warren, presidida pelo presidente da Suprema Corte na época, Eral Warren, concluiu que Oswald tinha sido o único responsável pela morte. Mas a maioria duvida que tenha agido sozinho.

GOLPISMO 
Kennedy criou a Aliança para o Progresso para o desenvolvimento da América Latina, mas a preocupação era com a segurança nacional.

Em plena Guerra Fria, Kennedy levou adiante um plano de invadir Cuba formulado por Nixon no governo Dwight Eisenhower e não se opôs à articulação do golpe contra Jango. É improvável que outro presidente dos EUA pudesse agir de outra maneira. Os republicanos eram muito mais direitistas. Costumavam acusar os democratas de “perder a China”, que caiu sob o comunismo no governo Harry Truman (1945-63).

BALANÇO 
Pelo mesmo motivo, Kennedy mandou milhares de assessores militares dos EUA para o Vietnã. Naquela época, os EUA acreditavam na teoria do dominó. Se um país caísse sob o comunismo, os outros viriam atrás. A participação direta na Guerra do Vietnã começa em 1964, depois que o governo Johnson forjou o Incidente do Golfo de Tonkin.

Apesar de todos os seus muitos defeitos, Kennedy acertou em questões essenciais como na Crise dos Mísseis, na defesa de Berlim e na defesa de direitos iguais para negros e brancos. A suposição de que poderia ter negociado o desarmamento com a URSS duas décadas antes de Reagan não tem muita consistência. Com quem Kennedy negociaria, com Leonid Brejnev?

ESPERANÇA 
Acima de tudo, foi um presidente que renovou a fé e a esperança, que talvez seja a maior obrigação de um líder político.

No seu discurso de posse, declarou: “Não pense no que seu país pode fazer por você. Pense no que você pode fazer pelo seu país”, pregando um sentimento de solidariedade que o individualismo crescente nas últimas décadas parece ter descartado.

OUTROS
Num balanço final, por maiores que sejam as críticas, JFK foi muito melhor do que Lyndon Johnson, Richard Nixon, Gerald Ford, Jimmy Carter, Ronald Reagan, os dois George Bush e Bill Clinton.

A direita pode alegar que Reagan ganhou a Guerra Fria, mas o degelo se deveu muito mais ao líder soviético Mikhail Gorbachev e sua decisão de reformar o irreformável comunismo soviético do que às ações midiáticas do Grande Comunicador, como era conhecido o outrora canastrão de Hollywood.

Graças à revolução da tecnologia da informação, Clinton presidiu os EUA numa década de grande prosperidade. Mas era da ala conservadora do Partido Democrata e, pela primeira vez em décadas, o partido teve dois candidatos do Sul, sinal da guinada à direita.

Clinton se omitiu no genocídio em Ruanda e não aproveitou a década de total supremacia dos EUA para tentar modernizar as instituições internacionais do sistema ONU, além de descuidar da regulamentação do mercado financeiro, embarcando no neoliberalismo republicano.

HERDEIRO POLÍTICO
O primeiro democrata do Norte dos EUA a conquistar a Casa Branca depois de Kennedy foi Barack Obama. É também o mais próximo ideologicamente do presidente morto, uma espécie de herdeiro político.

Quando Kennedy foi morto, há exatamente 50 anos, eu era um menino de apenas 9 anos. Na minha inocência, imaginei que só poderia ter sido a URSS. A guerra nuclear seria inevitável. A morte era certa, pelo menos a morte da inocência.

Sua morte foi o prenúncio de uma década trágica nos EUA. Em 1968, seriam mortos o líder negro Martin Luther King e Bob Kennedy, baleado no dia em que venceu a eleição primária na Califórnia, conquistando a candidatura democraca para a Casa Branca.

Com os Kennedy e Kuther King, morreram também o sonho e as esperanças dos anos 60. O sonho de Obama ficou muito aquém.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Republicanos têm manual para atacar Obama

Para acabar com o programa de universalização da saúde que é a maior conquista de política interna do presidente Barack Obama, a oposição republicana, que tem maioria na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, preparou um manual chamado Por causa do Obamacare, perdi meu seguro de saúde, revelou a rede de televisão americana CNN.

A feroz oposição a Obama é liderada pelo movimento radical de direita Festa do Chá, que luta para reduzir impostos e reduzir a máquina do Estado, por isso quer cortar programas do governo federal dos EUA, especialmente benefícios sociais como vales de alimentação e subsídios à saúde de pobres e idosos.

O programa enfrentou sérios problemas técnicos. No lançamento, os sítios do governo federal na Internet onde os cidadãos americanos podem comparar os diferentes seguros de saúde e escolher seu plano não funcionaram. A popularidade de Obama caiu para 42%.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Fed indica redução em breve da enxurrada de dólares

As minutas revelando as discussões internas da última reunião do Comitê da Reserva Federal (Fed), a diretoria do banco central dos Estados Unidos, indicam que "nos próximos meses" deve começar a ser fechada a torneira que joga US$ 85 bilhões por mês em circulação através da compra de títulos no mercado financeiro, informou agora há pouco o jornal The Wall St. Journal.

França prende suspeito de ataques a tiros em Paris

Um homem com "forte semelhança física" com o suspeito de atirar contra a sede do jornal Libération e um banco em Paris foi preso, anunciou hoje à tarde a Procuradoria da capital da França.

Venezuela dá poderes ditatoriais a Maduro

A Assembleia Nacional da Venezuela deu ontem poderes especiais para o presidente Nicolás Maduro enfrentar o que chama de "guerra econômica", na verdade o colapso do modelo econômico imposto pelo falecido presidente Hugo Chávez e seu mal definido "socialismo do século 21".

O problema é que Maduro, ex-motorista de caminhão e ex-dirigente sindical, não pretende mudar a política econômica que tornou um dos países mais ricos em petróleo do mundo numa economia de escassez onde faltam papel higiênico, leite, carne, frangos e outros produtos essenciais - além do dólar.

Como pode um país que recebeu mais de US$ 800 bilhões vendendo petróleo nas últimas décadas não ter dólares para pagar pelas importações? Só mesmo com muita ignorância, incompetência e corrupção. Maduro é mais um idiota latino-americano, na definição do escritor peruano Mario Vargas Llosa.

De que servem poderes especiais se Maduro não sabe o que fazer? Vai continuar prendendo empresários e botando a culpa na oposição por seu próprio fracasso. Dificilmente Maduro chega ao fim do governo. Seu primeiro teste será nas eleições municipais de 8 de dezembro. Por isso, precisava da Lei Habilitante para tentar dar alguns golpes de mestre enquanto a Venezuela marcha para a ruína e a tragédia.

Xerife da economia da Argentina pede demissão

O agora ex-todo-poderoso secretário de Comércio Interior da Argentina Guillermo Moreno pediu demissão ontem como parte de uma ampla reforma ministerial iniciada pela presidente Cristina Kirchner, que reassumiu ontem o governo depois de licença por motivo de saúde.

Moreno deixa o cargo em 2 de dezembro. Será adido econômico da Embaixada da Argentina na Itália, o que significa que foi afastado do jogo político interno como uma das figuras mais impopulares do governo.

Como xerife do congelamento de preços e do protecionismo econômico argentino, Moreno era responsável por fiscalizar preços, barrar importações e restringir a compra de dólares. Esses poderes agora devem ser concentrados no ministro da Economia, Axel Kicillof, um "marxista com um discurso neokeynesiano condicionado com pitadas de peronismo", na definição de Ariel Palacios, o excelente correspondente de O Estado de S. Paulo em Buenos Aires".

Em abril, o governo decretou o congelamento de preços. Como não haveria novas ofertas a anunciar, Moreno proibiu a publicação de anúncios de lojas de varejo para tirar receita dos grandes jornais argentinos Clarín e La Nación, críticos do governo Cristina Kirchner.

Com a inflação rondando os 25% ao ano, o controle de preços fracassou. Como o mercado não gostou da indicação de Kicillof para ministro da Economia, Cristina resolveu entregar a cabeça mais pedida pelos críticos do governo, do impopular secretário de Comércio Interior. Sua ida para a Itália sinaliza a intenção de escapar de processos por abuso de poder.

No mês passado, o kirchnerismo perdeu eleições para renovação parcial do Senado e da Câmara, conquistando apenas 31% do total de votos. Precisa de uma reforma profunda para enfrentar a eleição presidencial de 2015. 

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Ataque a Embaixada do Irã mata 23 no Líbano

Duas explosões que tiveram como alvo a Embaixada do Irã no Líbano mataram pelo menos 23 pessoas, inclusive o adido cultural iraniano em Beirute, hodjatoleslã Ebrahim Ansari, informou hoje a Agência de Notícias República Islâmica (ANRI). Outras 146 pessoas saíram feridas.

Foi o terceiro atentado contra alvos xiitas em Beirute desde junho. O primeiro terrorista suicida chegou de moto e detonou os explosivos que trazia junto ao corpo diante do portão principal da embaixada iraniana às 9h42, uma hora de grande movimento. A segunda explosão, de uma caminhonete Renault Rapid, muito mais forte, de uma bomba de cerca de 50 quilos, ocorreu há 50 metros de distância.

As Brigadas Abdullah Azzam, um grupo jihadista sunita à rede terrorista Al Caeda, reivindicaram a autoria do ataque realizado por dois homens-bomba em protesto contra a intervenção do Irã e da milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus), sua aliada, na guerra civil na Síria. Os jihadistas exigem a retirada do Hesbolá do Líbano.

Na prática, o atentando deve aumentar a determinação do Irã e da ditadura de Bachar Assad de controlar a região estratégica de Calamum, na Síria. Neste momento, uma ofensiva do Hesbolá com apoio iraniano prejudicaria as negociações do Irã com os Estados Unidos e os outros membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas para desarmar o programa nuclear do país.

domingo, 17 de novembro de 2013

EUA: acordo com Irã para Arak e enriquecimento de urânio

O acordo que as grandes potências com direito de veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas (EUA, China, França, Reino Unido e Rússia) e a Alemanha tentam fechar nesta semana com o Irã para a construção da usina nuclear de Arak, suspende o enriquecimento de urânio e autoriza a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) a fazer inspeções irrestritas nas instalações nucleares iranianas, disseram fontes do governo dos Estados Unidos ao jornal israelense Haaretz.

As bases do acordo foram reveladas pelo presidente Barack Obama aos líderes do Congresso. Em Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu repudiou o acordo, afirmando que o Irã poderia produzir a cada três meses material suficiente para fazer uma bomba atômica.

Com a vitória do moderado Hassan Rouhani na eleição presidencial de junho em meio a uma grave crise econômica causada pelas sanções internacionais e o desejo do governo Obama de evitar uma ação militar de Israel contra o Irã, capaz de incendiar o Oriente Médio, as negociações para evitar que o regime fundamentalista iraniano tenha armas nucleares têm sua maior chance de sucesso.

Ao mesmo tempo, Israel estaria negociando com a Arábia Saudita, inimiga do regime xiita iraniano na luta pela supremacia ideológica no islamismo, apoio a uma possível campanha aérea contra as instalações nucleares da república dos aiatolás.

Refém francês é libertado na Nigéria

O engenheiro francês Francis Collomb, de 64 anos, foi libertado no Norte de Nigéria durante um tiroteio entre soldados do Exército e ativistas da milícia fundamentalista muçulmana Ansaru, especializada em atacar estrangeiros, informou hoje o Palácio do Eliseu, sede da Presidência da França.

Escritora Doris Lessing morre aos 94 anos

A escritora Doris Lessing, nascida no Irã e naturalizada britânica, ganhadora do Prêmio Nobel de Literatura de 2007 pelo conjunto da obra, "morreu pacificamente hoje de manhã em sua casa em Londres", informou a editora Harper Collins, que a descreveu como uma das grandes escritoras do nosso tempo.

Entre suas obras traduzidas em português, destacam-se O Carnê DouradoAmor de novo, As Avós, Debaixo da Minha Pele, O Sonho mais Doce e a autobiografia Andando na Sombra.

Filha de pais britânicos, Doris Lessing nasceu no Irã. Quando criança, foi levada para a Rodésia do Sul, hoje Zimbábue. Vivia em Londres desde 1949, noticia a televisão pública britânica BBC.

Irã não insiste no direito de enriquecer urânio

O Irã tem o direito de enriquecer urânio, mas não vai insistir para que outros países o reconheçam, afirmou o principal negociador nuclear iraniano em declaração à agência de notícias Reuters. Se confirmada, esta posição pode acelerar a chegada a um acordo nas negociações para desarmar o programa nuclear do país, que serão retomadas nesta semana.

Sob pressão de sanções internacionais aprovadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, o novo governo do presidente Hassan Rouhani, eleito em junho de 2013, fez concessões como ampliar o acesso dos inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) nas negociações com as cinco potências com direito de veto na ONU (EUA, China, França, Reino Unido e Rússia).

As questões centrais para as grandes potências são o enriquecimento de urânio e a abertura irrestrita das instalações iranianas a inspeções da AIEA. Aparentemente, a república islâmica parece disposta a ceder nos dois casos em troca do fim das sanções e do descongelamento de bens e contas bancárias do Irã no exterior.

sábado, 16 de novembro de 2013

Líbia decreta estado de emergência na capital

Depois de manifestações contra milícias e conflitos entre elas que deixaram pelo menos 43 mortos, o governo provisório da Líbia decretou hoje estado de emergência por 48 horas na capital, Trípoli, informou a TV árabe especializada em notícias Al Jazira.

Os milicianos reagiram ontem quando um protesto pacífico foi até seu quartel-general para cobrar das autoridades a dissolução dos grupos armados que ajudaram a derrubar a ditadura de Muamar Kadafi, em 2001, e a entrega da segurança pública a uma polícia nacional e não a milicianos.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

China promete fechar campos de trabalhos forçados

Entre as reformas anunciadas hoje no fim da terceira reunião plenária do atual Comitê Central do Partido Comunista, a China promete fechar os campos de trabalhos forçados para onde os dissidentes do regime eram e são enviados para "reeducação", quase sempre sem condenação judicial.

Foi o único avanço em questões políticas e de direitos humanos do encontro da cúpul do PC chinês.

Atualmente estima-se que cerca de 300 mil chineses estejam internados em centros de "reeducação", uma instituição típica dos regimes stalinistas. Na União Soviética, eram os gulags; na China, chamam-se laogai.

Roqueira da Pussy Riot pede boicote a Jogos de Sóchi

A roqueira Yekaterina Samutsevitch, da banda russa Pussy Riot, condenada a dois anos de prisão por gravar um clipe com mensagem anarquista em ritmo de arruaça dentro da Catedral do Cristo Salvador, em Moscou, está propondo um boicote à Olimpíada de Inverno a ser realizada em Sóchi, na Rússia, de 7 a 23 de fevereiro de 2014. O movimento gay também defende um boicote por causa da discriminação a homossexuais no país.

Solta em liberdade condicional depois de cumprir meses da pena, em entrevista à agência Reuters, Samutsevitch observou que "um evento que deveria ser puramente esportivo está se tornando altamente politizado e cheio de conflitos. Tem de haver um boicote porque as últimas políticas foram longe demais", acrescentou, referindo-se a processos contra oposicionistas como Alexei Navalny, que chamou de forjados.

Além da repressão cada vez maior aos dissidentes desde que o resultado das eleições parlamentares e a reeleição do presidente Vladimir Putin foram contestados, há um aumento de ações de caráter fascista como a crescente perseguição e as agressões a homossexuais.

Com orçamento de US$ 50 bilhões, os Jogos de Sóchi já são os mais caros e com mais denúncias de corrupção e superfaturamento da História. A Copa do Brasil e a Olimpíada do Rio não chegam nem perto. Na Rússia, Putin decidiu fazer os Jogos de Inverno onde não há neve. Até a neve será artificial. É um escândalo.

China relaxa política do filho único

O regime comunista da China decidiu relaxar a política de controle da natalidade que só permitia, desde 1978, que cada casal tenha apenas um filho, anunciou hoje a agência oficial de notícias Nova China. A partir de agora, os casais poderão ter dois filhos se o marido ou a mulher for filho único.

Quando os comunistas tomaram o poder, em 1º de outubro de 1949, a China tinha cerca de 500 milhões de habitantes. O comandante Mao Tsé-tung estimulou o crescimento populacional.

Os dirigentes chineses consideravam inevitável uma guerra nuclear tanto que fizeram uma rede de cidades subterrâneas para servir de abrigos antiaéreos. Quando os sobreviventes saíssem dos abrigos, de cada quatro ou cinco habitantes do planeta arrasado um seria chinês.

Ao lançar suas reformas modernizantes e a abertura econômica que levou a China a ser a segunda maior potência econômica do planeta rumo ao primeiro lugar, em 1978, Deng Xiaoping considerava a explosão demográfica um obstáculo ao desenvolvimento econômico e introduziu a política do filho único.

Como numa sociedade machista e patriarcal começou a haver assassinato de meninas recém-nascidas, em algumas zonas rurais, a política do filho único tinha sido relaxada há décadas.

Uma das formas estudadas agora foi reduzir os subsídios à educação e à saúde. A partir do segundo filho, os casais teriam de pagar o custo real dos serviços. Isso permitiria que a classe média urbana ascendente pudesse ter mais filhos.

A fórmula anunciada hoje preserva o igualitarismo que está na base da ideologia comunista, em que pese a crescente desigualdade econômica decorrente do crescimento acelerado dentro do sistema capitalista.

Nessa semana, o Terceiro Pleno do atual Comitê Central do Partido Comunista mudou o papel do mercado de "básico" para "decisivo" na promoção do desenvolvimento econômico. Os chineses inventaram o conceito de "economia de mercado socialista" para adaptar o desenvolvimento capitalista ao regime supostamente socialista.

Intrigada, a Enciclopédia Britânica mandou emissários pedindo a Deng para esclarecer de que se tratava. O então dirigente máximo chinês alegou que "o mercado é anterior ao capitalismo", assim o capitalismo não teria o monopólio da economia de mercado.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Irlanda anuncia volta ao mercado em dezembro

Depois de três anos, a Irlanda vai sair da crise indo diretamente ao mercado vender títulos para voltar a refinanciar sua dívida interna sem a necessidade de uma linha de crédito da União Europeia, anunciou hoje o primeiro-ministro Enda Kenny.

"Vamos sair do programa de resgate numa posição forte", declarou o taoiseach no Parlamento da Irlanda (Dáil Éireann). "Ainda temos um longo caminho a percorrer, mas claramente estamos nos movendo na direção correta".

O ministro das Finanças, Michael Noonan esperar levantar 6 a 10 bilhões de euros no mercado em 2014 e espera que sejam suficientes para cobrar as necessidades de financiamento do governo irlandês.

A Irlanda era chamada de tigre europeu por causa de suas elevadas taxas de crescimento e baixa carga fiscal, que atraiu empresas e profissionais de vários países, ajudando a criar no país um polo de alta tecnologia. Isso gerou especulação imobiliária e a formação de uma bolha que estourou depois do agravamento da crise mundial com o colapso do banco de investimentos americano Lehman Brothers, em setembro de 2008.

Com o sistema financeiro do país quebrado por causa das hipotecadas caloteadas, o governo da Irlanda teve de intervir para evitar a total desnacionalização dos bancos irlandeses. Isso elevou o déficit orçamentário do país para 32% do produto interno bruto.

O país quebrou. Em 2010, a Irlanda foi obrigada a pedir empréstimos de emergência de 67,5 bilhões de euros à UE e ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Agora, pretende sair do programa sem recorrer a uma linha de crédito especial criada para amenizar a saída da crise.

Yellen afirma que EUA ainda não se normalizaram

Em depoimento no Congresso, a economista Janet Yellen, indicada pelo presidente Barack Obama para ser a próxima presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos, adotou uma postura moderada, indicando que ainda considera cedo para desativar o programa de compra de títulos para aumentar a quantidade de dinheiro em circulação.

"O mercado de trabalho e a economia ainda estão operando muito abaixo do seu potencial", declarou a futura presidente do Fed em sua exposição inicial.

Essa postura cautelosa agradou aos mercados. O Índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York registra neste momento alta de 0,22%, enquanto a Bolsa de Valores de S. Paulo sobe quase 2%, enquanto o dólar cai 0,5% para R$ 2,32.

Eurozona volta à estagnação

Depois de crescer 0,3% no segundo trimestre de 2013 e sair da recessão, a economia dos 18 países da União Europeia que usam o euro como moeda avançou apenas 0,1% no terceiro trimestre. Na UE como um todo, de 28 países, o crescimento foi de 0,2%, informou a agência oficial de estatísticas Eurostat.

A França e a Itália encolheram 0,1%, enquanto a Alemanha teve uma expansão de apenas 0,3%.

O governo conservador da Alemanha, que desde o início da crise impõe um ajuste fiscal rigoroso e recessivo aos países endividados, é acusado de prolongar e agravar o problema.

Clubes suspendem greve do futebol na França

O comitê executivo do Sindicato dos Clubes de Futebol Profissional decidiu hoje suspender a greve nos campeonatos da 1ª e da 2ª divisões do futebol francês marcada para o fim do mês como protesto contra a decisão do governo socialista de François Hollande de cobrar 75% de imposto de renda sobre salários que passem de um milhão de euros por anos.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Crescimento do Japão cai pela metade

O crescimento econômico do Japão caiu pela metade para 1,9% ao ano no terceiro trimestre de 2013, anunciou nesta quinta-feira em Tóquio o Ministério das Finanças japonês. Mesmo assim, ficou acima da expectativa dos economistas, que era de 1,7% ao ano.

Foi uma forte desaceleração em contraste com os 4,3% ao ano do primeiro trimestre e os 3,8% ao ano do segundo trimestre.

Desde que chegou ao poder em dezembro de 2012, o primeiro-ministro Shinzo Abe adotou políticas de estímulo econômico, inclusive um agressivo programa de alívio monetário para colocar mais dinheiro em circulação e desvalorizar a moeda japonesa, o iene.

Com a queda de 0,6% nas exportações e crescimento de apenas 0,1% no consumo doméstico, os dois pilares da Abenomics, a política econômica de Abe, fraquejaram.

Cultivo de papoula bate recorde no Afeganistão

A produção de papoula, matéria-prima para a produção de ópio e heroína, cresceu 49% neste ano no Afeganistão, com aumento de 36% na área plantada, para um total recorde estimado em 5,5 mil toneladas, mais do que em todo o resto do mundo somado, informou hoje o Escritório das Nações Unidas para Drogas e Crime. Foi o terceiro ano consecutivo de aumento do cultivo.

A maioria da produção se concentra no Sul e no Leste do Afeganistão, regiões de maior influência da milícia fundamentalista dos Talebã (Estudantes).

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Havaí é 15º estado americano a aprovar casamento gay

Mais um estado americano, o 15º, aprovou o casamento entre pessoas do mesmo sexo nos Estados Unidos. A lei chegou hoje à mesa do governador Neil Abercrombie para sanção.

Depois que a Suprema Corte declarou inconstitucional em junho de 2013 a Lei de Defesa do Casamento, o governador havaiano convocou a Assembleia Legislativa para uma sessão especial durante o recesso de verão no Hemisfério Norte para aprovar a mudança histórica.

A nova lei protege clérigos que tenham objeções de consciência ao casamento gay.

Banco da França eleva previsão de crescimento do país

Na sua primeira estimativa sobre o crescimento no quarto trimestre de 2013, feita com base na análise conjuntural de outubro, o Banco da França previu hoje uma expansão de 0,4%.

Há um mês, o banco central francês reduziu a expectativa de avanço de 0,2% para 0,1%. Na quinta-feira, o Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Insee) divulga o índice oficial de crescimento do terceiro trimestre.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Vendas de veículos sobem 20% num ano na China

As vendas de veículos na China registraram alta de 20,3% em outubro de 2013 em relação ao mesmo mês no ano passado, anunciou hoje a Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis. Assim, a meta de expansão, de 7%, será amplamente superada.

Em 2012, o mercado de automóveis chinês avançou apenas 4,3% por causa da desaceleração da economia e da tensão diplomática com o Japão em torno da soberania sobre algumas ilhas, que reduziu as vendas de veículos japoneses.

Na Rússia, por outro lado, as vendas de carros caíram 8% nos últimos 12 meses e os analistas não veem sinais de recuperação.

domingo, 10 de novembro de 2013

Total de mortos por supertufão passa de 10 mil

Pelo menos 10 mil pessoas podem ter sido mortas pela passagem do supertufão Haiyan, o mais forte da História, pelas Filipinas, um país do Sudeste Asiático formado por 1,2 mil ilhas. As autoridades estimam que 70% a 80% dos prédios das áreas atingidas tenham sido destruídos.

sábado, 9 de novembro de 2013

Negociações com Irã chegam a um impasse

As negociações das cinco grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas (China, EUA, França, Reino Unido e Rússia) e a Alemanha com o Irã realizadas em Genebra, na Suíça, terminaram sem um acordo para desarmar o programa nuclear iraniano em troca da suspensão das sanções internacionais contra o país, suspeito de estar desenvolvendo armas atômicas, informou o ministro do Exterior da França, Laurent Fabius. Serão retomadas em 20 de novembro.

Em entrevista à Rádio França Internacional, Fabius declarou haver problemas em torno de duas questões: o que fazer com o reator de plutônio em construção em Arak e com o estoque de urânio enriquecido a 20%, que poderia ser refinado a mais de 90%, teor de urânio-235 necessário para fazer uma bomba atômica.

A França exige a paralisação da obra em Arak nos seis meses de negociações previstos para se chegar a um acordo definitivo, sob a alegação de que produziria grandes quantidades de plutônio, a carga nuclear usada pelos Estados Unidos em Nagasaki.

O acordo proposto permite que o Irã enriqueça urânio a 3,5%, a concentração necessária para a geração de energia elétrica em usinas nucleares. Em troca, seriam liberados fundos congelados no valor de US$ 3 bilhões e aliviadas as sanções nos setores automobilístico, de ouro, petroquímica e em peças de reposição para aeronaves.

Negociações com Irã podem ser reiniciadas em 7 dias

Se não houver acordo na atual rodada de negociações entre o Irã, as cinco grandes potências com direito de veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas (China, EUA, França, Reino Unido e Rússia) e a Alemanha para desarmar o programa nuclear iraniano, o diálogo será retomado em sete a de dias, previu hoje o ministro do Exterior do Irã, Javad Zarif.

As negociações ganharam novo impulso com a chegada a Genebra, na Suíça, ontem e hoje, dos ministros do Exterior dos Estados Unidos, da França, do Reino Unido e da Rússia. Estão avançando, disse o chanceler iraniano à Agência de Notícias República Islâmica, mas ainda há desentendimentos e também divisões entre a China e as outras grandes potências.

Mais cedo, o ministro do Exterior francês, Laurent Fabius, rejeitou um anteprojeto de acordo, exigindo que o Irã suspenda as operações do reator nuclear da usina de Arak. Ontem, ao chegar a Genebra, o secretário de Estado americano, John Kerry, se opôs a um rascunho inicial.

Os Estados Unidos não pretendem fazer grandes concessões nesta fase como suspender as sanções ao Irã. Querem ver primeiro se as promessas do Irã vão se traduzir em ações como parar o enriquecimento de urânio e abrir suas instalações nucleares a inspeções irrestritas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Com medo de um Irã com armas atômicas, Israel e a Arábia Saudita tentam sabotar um acordo.

Total de mortos pelo tufão sobe para 1.200 nas Filipinas

Pelo menos 1,2 mil pessoas foram mortas pela passagem do supertufão Haiyan, considerado o mais forte da História, pelas Filipinas, informou hoje a Cruz Vermelha do país. Mais de mil pessoas morreram na cidade da Taclobã e outras 200 na província de Samar.

A velocidade do vento caiu de quase 380 km/h, o que caracteriza um tufão da categoria 5, para 195 km/h. O supertufão deve chegar à região Centro-Norte do Vietnã nas próximas horas.

Ministros vão à Genebra por acordo nuclear com Irã

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, John Kerry, interrompeu ontem uma visita ao Oriente Médio e foi para Genebra, na Suíça, para participar das negociações para desarmar o programa nuclear do Irã. Os ministros do Exterior da França, Laurent Fabius, e do Reino Unido, William Hague, fizeram o mesmo. Hoje, o chanceler da Rússia, Serguei Lavrov, vai se juntar a eles.

A expectativa é de que seja feito um acordo preliminar entre as cinco grandes potências com direito de veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas (China, EUA, França, Reino Unido e Rússia) para suspender temporariamente as sanções à república islâmica. Em troca, o Irã pararia de enriquecer urânio acima de 3,5%, o teor necessário para geração de energia elétrica em reatores nucleares.

Este acordo preliminar, a ser fiscalizado através de um sistema de inspeções irrestritas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), daria tempo para uma negociação de fundo.

Quem reagiu duramente foi o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, denunciando o que considera um "mau acordo para a sociedade internacional". Na sua opinião, "o Irã conseguiu tudo o que queria, o fim das sanções e continuar enriquecendo urânio, em troca de nada".

Sob pressão de seu maior aliado no Oriente Médio, o secretário de Estado americano chegou a Genebra fazendo questão de deixar claro que "ainda não houve acordo".

Maior tufão da História mata mais de cem nas Filipinas

Com ventos de quase 380 quilômetros por hora, o tufão Haiyan atingiu ontem as Filipinas, arrasando uma área que ainda está isolada, dificultando o contato das autoridades com os funcionários públicos e a defesa civil. A Força Aérea informou que mais de 100 corpos foram avistados nas ruas de Tacloban depois da passagem do supertufão, o mais forte registrado até hoje pela velocidade dos ventos e com um diâmetro de 1,8 mil quilômetros.

A força e a intensidade desta tempestade tropical já são comparáveis às do Furacão Sandy, o pior da temporada de furacões de 2012 no Oceano Atlântico. O furacão se formou no mar em outubro daquele ano e se juntou com uma massa de ar polar da primavera no Hemisfério Norte assumindo uma dimensão sem precedentes.

Os ciclones são chamados de furacões no Atlântico e de tufões no Pacífico. O supertufão segue agora em direção ao Vietnã.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

EUA criam mais 204 mil empregos

A economia dos Estados Unidos registrou em outubro um saldo positivo de 204 mil vagas de emprego geradas a mais do que fechadas, muito acima da expectativa do mercado, que era de 120 mil empregos, revelou hoje o relatório mensal do Departamento do Trabalho.

O índice de desemprego, calculado em outra pesquisa, teve alta de 7,2% para 7,3%, num sinal de que aumentou o número de trabalhadores a procura do emprego.

Com a alta de 2,8% no produto interno bruto no terceiro trimestre e o fortalecimento do mercado de trabalho, aumenta a possibilidade de que a Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, anuncie logo a redução do programa de compra de títulos públicos para injetar US$ 85 bilhões por mês em circulação como meio para estimular a maior economia do mundo.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Senado dos EUA proíbe discriminar gays no trabalho

Em mais uma vitória do movimento gay, o Senado dos Estados Unidos aprovou hoje um projeto que proíbe a discriminação em locais de trabalho baseada em orientação sexual. A proposta ainda tem de passar pela Câmara, muito mais conservadora, dominada pelo Partido Republicano.

FDA declara gorduras trans prejudiciais

Pela primeira vez, a Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, do inglês Food and Drug Administration), órgão regulador dos Estados Unidos, declarou que as gorduras trans não são adequadas à alimentação humana. A decisão abre caminho para essas substâncias serem proibidas no país.

As gorduras trans são gorduras e óleos hidrogenados para ficarem sólidos, com a consistência de manteiga, um processo industrial usado há um século. Comuns em bolos e doces, aumentam sua vida útil, mantendo-os macios e crocantes por mais tempo. Hoje, são consideradas fator de risco para ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais.

A FDA justificou a decisão alegando agir em defesa da saúde pública. A comissária Margaret Hamburg, porta-voz da agência reguladora, afirmou que uma redução no consumo de gorduras trans pode evitar 7 mil mortes e 20 mil ataques cardíacos por ano nos EUA.

O consumo de óleos e gorduras hidrogenadas nos EUA deste ano está previsto em 220.203 toneladas, bem abaixo das 719.159 toneladas do ano 2000.

Twitter estreia na bolsa com alta de 73%

Sem que a empresa jamais tenha dado lucro, as ações do Twitter chegaram a US$ 45,10 hoje, seu primeiro dia de negociação, uma valorização de 73% em relação ao preço inicial, de US$ 26.

Mesmo sem ter lucrado até hoje, a empresa é considerada um excelente negócio porque tem centenas de milhões de usuários no mundo inteiro e está aumentando o conteúdo e as opções publicitárias.

EUA crescem em ritmo de 2,8% ao ano

Apesar da ameaça de fechamento parcial do governo federal dos Estados Unidos, que acabou se concretizando, a economia americana cresceu num ritmo de 2,8% ao ano no terceiro trimestre de 2013, uma ligeira aceleração em relação aos 2,5% ao ano do segundo trimestre. Foi o crescimento mais forte em um ano

O número de novos pedidos de seguro-desemprego caiu em 9 mil na semana passada para 336 mil demissões. Amanhã, sai o relatório oficial de emprego do Departamento do Trabalho sobre o mês de outubro. A expectativa dos economistas ouvidos pela rede de televisão americana CNN é de um saldo positivo de 120 mil vagas.

Com um mercado de trabalho fraco, o Comitê da Reserva Federal (Fed), a diretoria do banco central americano, reluta em iniciar a redução do programa de compra de títulos que está injetando US$ 85 bilhões por mês no mercado para estimular a maior economia do mundo, mas a aceleração do crescimento puxa no sentido contrário.

BCE corta taxa básica de juros para 0,25% ao ano

Numa medida inesperada, o Banco Central Europeu (BCE) reduziu hoje sua taxa básica de juros de 0,5% ao ano para 0,25% ao ano, um novo recorde de baixa.

Um dos principais motivos foi a inflação de apenas 0,7% ao ano, abaixo da meta de 2%, o que alerta para o risco de deflação, o decrescimento de preços, que desestimula a produção e o consumo.

Em entrevista na sede do BCE, em Frankfurt, na Alemanha, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, manifestou esperança de que a medida estimule a retomada do crescimento dos 18 países da Zona do Euro, que saiu da recessão, mas ainda apresenta taxas de expansão baixíssimas, incapazes de recuperar o mercado de trabalho.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Al Caeda no Magreb reivindica morte de franceses

A rede terrorista Al Caeda no Magreb Islâmico assumiu hoje a responsabilidade pela morte de dois jornalistas franceses da Rádio França Internacional sequestrados e mortos no Norte do Mali em 2 de novembro de 2013.

Claude Verlon e Ghislaine Dupont foram assassinados na cidade de Kidal depois de entrevistas um dos líderes das milícias islamitas que ocuparam o Norte do Mali há um ano e meio e foram alvo de uma intervenção militar francesa em 11 de janeiro deste ano.

Suíça confirma que Arafat morreu envenenado

A morte do líder palestino Yasser Arafat depois de uma doença curta e arrasadora, em 11 de novembro de 2004, pode ter sido causada por envenenamento com o elemento químico polônio-210, confirmou hoje um laboratório de Lausanne, na Suíça, que examinou roupas e objetos pessoais onde foram encontradas concentrações do elemento 18 vezes acima do normal.

Arafat estava envenenado quando morreu, alegou o laboratório, afirmando ter 83% de certeza disso, mas não deu a mesma garantia de que seja a causa da morte. Como o polônio é um elemento radioativo rigorosamente controlado por países com tecnologia nuclear, as suspeitas recaem sobre Israel.

O alerta inicial foi dado por um documentário da televisão árabe especializada em notícias Al Jazira, que descobriu quantidades de polônio radioativo muito acima do que seria aceitável na escova de dentes, na dentura postiça e nas roupas do presidente histórico da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).

É mais um complicador do processo de paz entre árabes e israelenses, que anunciaram a retomada das negociações sem que o resto do mundo leve muita fé. Como gesto de boa vontade, Israel libertou prisioneiros palestinos. Em compensação aumentou a colonização ilegal do setor árabe de Jerusalém, ocupado na Guerra dos Seis Dias, em 1967.

Democratas retomam prefeitura de NY após 20 anos

O democrata Bill de Blasio obteve uma expressiva vitória na eleição municipal de Nova York, derrotando o republicano Joe Lhota e recuperando a Prefeitura da maior e mais rica cidade dos Estados Unidos depois de 20 anos. No momento, está 63,5% a 35,1%.

Foram dois governos do republicano Rudolph Giuliani, famoso por coordenar a reação aos atentados de 11 de setembro, e três do bilionário Michael Bloomberg, que se elegeu primeiro como republicano e depois se tornou independente.

De Blasio, que três décadas atrás foi à Nicarágua a Revolução Sandinista, assediada na época por rebeldes contrarrevolucionários apoiados pelo então presidente Ronald Reagan, promete fazer um governo mais à esquerda, aumentar os impostos para os ricos e construir imóveis para reduzir o custo da habitação na cidade.

Com um dos metros quadrados mais caros do mundo, 25% dos habitantes da cidade mais rica do mundo são pobres e a maioria aluga casa ou apartamento por não poder comprar.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Governador reeleito de Nova Jérsei é presidenciável

Com 60,8% dos votos válidos, o governador de Nova Jérsei, Chris Christie, foi reeleito hoje, reforçando suas credenciais como político mais popular do Partido Republicano para concorrer à Presidência dos Estados Unidos em 2016, provavelmente contra a ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama Hillary Clinton.

A apuração ainda está em andamento, com 37,7% para a democrata Barbara Buono.

Christie é contra o aborto, o casamento gay e outras propostas liberais, mas não é considerado suficiente conservador pela ala mais direitista do partido, o movimento radical de direita Festa do Chá, que boicota o governo Barack Obama de todas as formas possíveis.

Quando o furacão Sandy arrasou seu estado, no ano passado, Christie não hesitou em andar lado a lado com Obama pelas áreas devastadas e agradeceu ao presidente em nome do povo de Nova Jérsei. Mostrou ser capaz de fazer alianças bipartidárias, esquecendo brevemente as diferenças ideológicas para resolver problemas práticos.

Na Cidade de Nova York, o democrata Bill de Blasio é franco favorito, com mais de 65% nas pesquisas para retomar a cidade do controle do Partido Republicano depois de 20 anos, de dois governos de Rudolph Giuliani e três do bilionário Michael Bloomberg.

Congo derrota rebeldes do M23

Depois de um ano e meio, a República Democrática do Congo anunciou hoje a vitória sobre os rebeldes do grupo M23, forçados a deixar as últimas cidades que ainda controlavam no Leste do país. "Muitos combatentes estão se rendendo", declarou um porta-voz governamental. "Militarmente, o M23 está acabado".

Horas depois, o líder rebelde, Bertrand Bisinway, emitiu um comunicado ordenando seus milicianos a abandonar as armas: "O chefe do comando geral e os comandantes das principais unidades devem preparar as forças para desarmamento, desmobilização e reintegração nos termos acertados com o governo do Congo", citou a agência Reuters.

O comandante militar do M23, Sultani Makenga, deve ter fugido para Ruanda ou Uganda, países vizinhos acusados pela missão de paz das Nações Unidas, chefiada pelo general brasileiro , de apoiar a insurgência.

A rebelião do M23 começou em abril de 2012, em protesto contra a maneira como o governo congolês realizou o desarmamento de milícias previsto num acordo de paz firmado em 2009, lembra a televisão pública britânica BBC. Os rebeldes chegaram a tomar Goma, a maior cidade da região, por pouco tempo. Cerca de 800 mil pessoas fugiram de casa para escapar do conflito.

É uma guerra civil que teve origem no genocídio de Ruanda, em 1994. Quando a Frente Patriótica de Ruanda derrubou o governo da maioria hutu, em abril daquele ano, o Exército em fuga matou pelo menos 800 mil pessoas da minoria tútsi e hutus moderados.

O novo governo de Ruanda se aliou então aos baniamulengue, os tútsis do Leste do Congo, para manter os hutus à distância. Essa luta deflagrou uma guerra civil no Zaire, nome do Congo na época. Com a queda do ditador Joseph Mobutu, em 1997, o país adotou seu antigo nome, mas caiu num conflito brutal conhecido como a Primeira Guerra Mundial Africana, que deixou 5,4 milhões de mortos em combates ou de fome e doenças causadas pela guerra.

Desemprego volta a aumentar na Espanha

Com o fim da temporada turística do verão no Hemisfério Norte, o desemprego aumentou na Espanha no mês de outubro. Agora, são mais 87.028 pessoas procurando emprego, num total de 4,81 milhões na quarta maior economia da Zona do Euro. Em comparação com outubro de 2012, há 22.138 desempregados a menos.

O índice de desemprego está em 25,98%. Entre os jovens, passa de 50%, informou hoje o Ministério do Emprego.

Eurozona sai da recessão com recuperação lenta em 2014

A Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia, confirmou hoje que a Zona do Euro voltará a crescer em 2014 depois de uma contração de 0,4% prevista para este ano, mas o crescimento será de apenas 1,1%, abaixo da previsão anterior, de 1,2%, feita seis meses atrás. A inflação deve continuar baixa e o desemprego continuar alto.

Em 2015, a expansão deve aumentar para 1,7%. Já a inflação deve ficar em 1,5% em 2013, com ligeira queda para 1,4% em 2014. O desemprego tende e estagnar em 12,2% em 2014, baixando para 11,8% em 2015.

A França vai escapar da recessão em 2013, avançando 0,2%. Em 2014, deve crescer 0,9%; em 2015, 1,7%. Mas não vai conseguir cumprir a meta do Pacto de Estabilidade da Eurozona para limitar o déficit orçamentário em 3% do produto interno, que deve ficar em 4,1% em 2013, 3,8% em 2014 e 3,7% em 2015.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Egito adia julgamento do ex-presidente Mohamed Mursi

Num desafio ao governo surgido do golpe militar de 3 de julho de 2013, o presidente deposto Mohamed Mursi rejeitou hoje a jurisdição do tribunal onde começou a ser julgado e declarou que ainda é o chefe de Estado legítimo do Egito. O julgamento foi adiado até 8 de janeiro.

Mursi foi levado de helicóptero de uma prisão militar para o tribunal onde está sendo julgado pelo assassinato de 10 pessoas, em dezembro de 2012, e por incitar à violência. Foi sua primeira aparição em público desde o golpe.

"Sou o Dr. Mohamed Mursi, presidente da República. Eu sou o presidente legítimo do Egito. Vocês não tem o direito de julgar matérias presidenciais", declarou o líder deposto, que estava de terno por se negar a usar roupa de presidiário. Os outros 14 réus gritavam: "Abaixo o regime militar!"

Primeiro presidente eleito democraticamente da História do Egito, Mursi representa a Irmandade Muçulmana, o mais antigo grupo fundamentalista muçulmano do mundo, fundado em 1928 para resgatar os valores religiosos tradicionais abalados pelo colonialismo europeu. Seu governo durou um ano e foi acusado de intolerância e abuso de poder.

Depois de uma onda de manifestações de protesto da oposição secular, há quatro meses o Exército decidiu afastar Mursi, provocando uma série de confrontos e protestos que deixaram mais de mil mortos. A Irmandade Muçulmana e seu partido político foram colocados na ilegalidade e vários dirigentes foram presos.

Em visita ao Cairo ontem, o secretário de Estado americano, John Kerry, pediu um julgamento justo para Mursi.

domingo, 3 de novembro de 2013

Kerry tenta reassegurar aliados árabes dos EUA

O secretário de Estado americano, John Kerry, fez hoje uma visita de surpresa ao Egito, na véspera do início do julgamento do ex-presidente Mohamed Mursi, deposto em 3 de julho de 2013, para pedir moderação ao governo militar egípcio. De lá, seguiu para a Arábia Saudita, que está irritada com a política dos Estados Unidos no Oriente Médio.

A Arábia Saudita e o Egito são os maiores aliados árabes dos EUA, mas, no momento, suas relações com Washington são as piores possíveis.

Pela lei americana, os EUA não podem ajudar governos resultantes de golpes de Estado, o que fez o governo Barack Obama suspender a ajuda que Washington dá ao Egito desde a assinatura do acordo de paz egípcio-israelense, em 1979. Isso irritou os grupos secularistas que apoiaram o golpe militar contra o governo dominado pela Irmandade Muçulmana. Nas ruas do Cairo, há cartazes onde Obama usa uma barba típica de extremistas muçulmanos.

Por outro lado, os grupos islamitas radicais que a promessa de chegar ao poder pelo voto atraía para o jogo político chegaram à conclusão de que a única saída é a luta armada. A violenta repressão à Primavera Árabe na Síria tornou ainda mais distante o sonho de democracia.

Kerry insistiu na convocação rápida de eleições e na transferência do poder para um governo eleito democraticamente. Será difícil. A Irmandade Muçulmana foi colocada na ilegalidade.

Na Arábia Saudita, o problema é o Irã. A aliança com os EUA foi selada num encontro do então presidente Franklin Delano Roosevelt com o primeiro sultão saudita, Abdulaziz al-Saud, a bordo de um navio de guerra americano estacionado no Canal de Suez. Os EUA forneceriam capital e tecnologia para a exploração de petróleo.

Essa aliança foi parcialmente rompida quando o rei Faiçal, filho de Abdulaziz, decretou o embargo à venda do petróleo árabe aos países amigos de Israel depois da Guerra do Yom Kippur, em 1973. Se ajudou a expulsar a União Soviética do Afeganistão, também lançou as primeiras sementes da rede terrorista Al Caeda.

No mês passado, eleita para uma vaga temporária por um período de dois anos no Conselho de Segurança das Nações Unidas, a Arábia Saudita declarou que não assumiria a posição em protesto contra a incapacidade da ONU de resolver os problemas do Oriente Médio, especialmente a ocupação dos territórios palestinos por Israel, a guerra civil na Síria e a ameaça de que o Irã faça bombas atômicas.

Talvez a revelação mais impressionante das centenas de milhares de documentos da diplomacia americana vazados pelo sítio WikiLeakis fosse a pressão do rei da Arábia Saudita para que os EUA ataquem o Irã para impedir a república dos aiatolás de desenvolver armas nucleares.

O Irã, xiita, é um rival da Arábia Saudita, sunita, na luta pela liderança do Oriente Médio. A guerra civil na Síria acirrou o conflito entre sunitas e xiitas num arco que vai do Líbano, passando pela Síria, até para lá de Bagdá, e a postura dos EUA, tirando as armas químicas, é de indiferença.

Quando a ditadura de Bachar Assad foi acusada de atacar com armas químicas, em 21 de agosto de 2013, e os EUA ameaçaram lançar um bombardeio punitivo, receberam o apoio da Arábia Saudita. Mas, com intermediação da Rússia, o regime sírio prometeu se desfazer das armas químicas.

Na questão palestina, a visão árabe é que os EUA não pressionam suficientemente seu aliado incondicional, Israel, para que faça as concessões necessárias a um acordo de paz.

Kerry tem muitos incêndios para apagar. Vai encontrar pouca água no deserto.

sábado, 2 de novembro de 2013

Serviços secretos europeus também espionam Internet

Os serviços secretos da Europa Ocidental cooperam num megaprograma de espionagem das telecomunicações via telefone e Internet, revelam documentos passados ao jornal inglês The Guardian pelo ex-funcionário subcontratado da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos Edward Snowden, que denunciou meses atrás a espionagem americana e está agora refugiado na Rússia.

A Alemanha, a Espanha, a França, a Holanda, o Reino Unido e a Suécia foram citados como países que estão desenvolvendo em conjunto técnicas e métodos para vigiar a vida dos cidadãos a pretexto de combater o terrorismo. Nos documentos vazados por Snowden, a agência de espionagem britânica GCHQ se gaba de ensinar as outras a driblar as legislações nacionais de proteção à privacidade.

Dois jornalistas franceses são mortos no Mali

Dois repórteres da Rádio França Internacional foram sequestrados e mortos em Kidal, no Norte do Mali, informou hoje um prefeito da região, citado pela agência de notícias Reuters e pelo jornal francês Le Monde. Os principais suspeitos são extremistas muçulmanos que ocupavam a região no início do ano, quando as Forças Armadas franceses intervieram para impedir o avanço dos jihadistas rumo à capital, Bamako, que fica no Sul do país.

Claude Verlon e Ghislaine Dupont haviam estado em Kidal na cobertura do primeiro turno da eleição presidencial. Desta vez, foram sequestrados "por quatro homens que saíram de uma Toyota", declarou o prefeito de Kidal, Adama Kamissoko. Os jornalistas "saíram de Bamako na terça-feira com destino a Kidal. É só o que posso dizer no momento", acrescentou o prefeito.

Governos estão perdidos diante dos black blocs

É por causa da atitude dúbia, pusilânime e covarde do ministro Gilberto Carvalho, ao querer dialogar com os black blocs, acobertada por ideólogos petistas com ideias confusas como as do sociólogo André Singer, professor da Universidade de S. Paulo e ex-porta-voz do presidente Lula, na Folha de S. Paulo de hoje, que, sete meses depois que as manifestações de rua começaram, em abril, em Porto Alegre, onde os preços das passagens de ônibus caíram primeiro, as autoridades não sabem separar manifestantes democráticos de violentos.

Se é para dialogar com crimonosos, por que não o Marcola e o Fernandinho Beira-Mar?

Ontem, a presidente Dilma Rousseff disse claramente o que são esses mascarados que promovem quebra-quebras: fascistas. Suas palavras precisam se transformar em prisões, processos e punições.

Quem pratica a violência, só aceitável numa sociedade democrática em legítima defesa, deve ser preso, processado e enjaulado. Se a Folha acha que réus que não cometeram crimes violentos, como os do Mensalão, não merecem ir para a cadeia, o mesmo não se pode falar dos black blocs.

A Grécia, por exemplo, se nega a acobertar os crimes da nova extrema direita europeia, no seu caso, o partido Aurora Dourada, que teve vários dirigentes e parlamentares presos por incitar à violência.

É simples. Não precisa mistificar. Todos sabem que o Brasil tem profundos problemas sociais que os governos petistas tangenciaram até agora, exatamente os que a população cobra nas ruas: mais educação, mais saúde, hospitais públicos que funcionem, transporte de massa nas grandes cidades e combate à corrupção.

Sinceramente, em qual desses setores alguém é capaz de apontar avanços sob os governos petistas? Lula chegou a dizer que o SUS funcionava bem. É o mesmo que Dilma dizendo que a miséria acabou. A quem querem enganar? Por quanto tempo?

Quem está fechando os espaços de manifestação pública são justamente os anarquistas de Internet: não têm propostas, não têm ideologia, a não ser um vago anticapitalismo inconsequente que se limita a atacar símbolos do poder, mas ganharam a batalha das ruas, expulsando os manifestantes com reivindicações legítimas.

É lamentável que intelectuais passem a mão na cabeça de quem comete crimes e expulsou os democratas da rua para travar suas batalhas campais com a polícia, extremamente violenta e incompetente. Foram necessários sete meses para o ministro da Justiça e os secretários de Segurança tomarem uma atitude conjunta.

É muita incompetência de alto a baixo, além de incorporar uma visão messiânica, mística e religiosa segundo a qual "a História marcha para o socialismo", embora tudo aponte noutra direção desde a queda do Muro de Berlim.

Em artigo sobre a reeleição de Angela Merkel, lamentando a vitória conservadora na Alemanha, Singer pressupôs há duas semanas que a esquerda tem o monopólio da bondade. Se o objetivo de qualquer governo é promover o bem-estar social, na Ásia, o capitalismo tirou 800 milhões de pessoas da miséria nas últimas décadas, sobretudo na China, na Índia, na Indonésia e no Vietnã.

O que a esquerda latino-americana tem a contrapor? Dezenas de milhões saíram da miséria com programas de transferência de renda que avassalam as pobres sem emancipá-los, ensinando-os a se sustentar com seus próprios meios. A crise econômica causada pela incompetência da esquerda atrasada latino-americana em promover o crescimento econômico ameaça esses logros, que não são conquistas porque não se sustentam.

Se o projeto da esquerda é a emancipação humana, o capitalismo está ganhando a parada.

Basta ver a Venezuela, onde o patético presidente Nicolás Maduro está vendo a imagem de Hugo Chávez se formar por milagre nas paredes do metrô em obras. A idiotia latino-americana não tem limites. É deste lado que os governos petistas se colocaram por opção.

Mais desanimador ainda para a esquerda é a incapacidade do presidente socialista François Hollande de tomar qualquer medida capaz de tirar a França da crise e da decadência. Onde estão as ideias esquerdistas do único país europeu que tentou sair da crise pela esquerda? 

Só uma social-democracia moderada que aceite a economia de mercado, como no governo de Gerhard Schröder, na Alemanha, será capaz de preservar modelo europeu, a chamada economia social de mercado, diante da concorrência dos asiáticos.

Em vez de seguir esse caminho, no Brasil uma esquerda sem rumo sonha numa relação estratégica com a China, na prática uma relação neocolonialista em que vendemos produtos primários e compramos industrializados, bajula ditadores e flerta com o bolivarismo, que está em colapso na Venezuela.

A grande questão da esquerda pós-muro é se a democracia é um valor fundamental ou se é apenas uma etapa para a tomada do poder. Parece-me evidente que o PT e a esquerda latino-americana de modo geral ainda não resolveram esta questão.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Atirador de LA é identificado como terrorista americano

O atirador que matou um segurança e fechou o aeroporto de Los Angeles, o sexto mais movimentado
Paul Anthony Ciancia
do mundo, foi identificado pela rede de televisão NBC como Paul Anthony Ciancia, de 23 anos, um terrorista americano nascido na comunidade italiana de Nova Jérsey que se mudou para o Sul da Califórnia.

Uma testemunha o descreveu como alto e louro; na foto, parece mais castanho claro. Ele usava uniforme militar, tirou de uma sacola um fuzil de guerra AR-15 e abriu fogo ao entrar no saguão do Terminal 3. Continuou atirando, passou pela primeira barreira da segurança, onde foi contra-atacado pela polícia. A perseguição terminou nos portões de embarque.

Paul Ciancia tinha no bolso uma nota manuscrita revelando que gostaria de "matar porcos e agentes da TSA". Referia-se a policiais e agentes da Administração de Segurança de Transportes (TSA), que cuida dos aeroportos dos EUA, informou a agência de notícias Associated Press (AP).

De acordo com Pete Williams, da TV NBC, Ciancia tinha material de propaganda com "uma forte visão antigovernamental", especialmente contra o governo federal dos Estados Unidos, na linha do terrorista Timothy McVeigh, que explodiu um carro-bomba diante do Edifício Federal da Cidade de Oklahoma em 19 de abril de 1995, matando 168 pessoas e ferindo outras 600. Como agora, inicialmente a primeira suspeita foi de terrorismo de extremistas muçulmanos.

Ciancia levou três tiros no peito e está em situação crítica. O jornal Los Angeles Times chegou a anunciar sua morte. Por volta de 9h20 da manhã pela hora local (14h20 em Brasília), ele entrou no Terminal 3 aeroporto armado de um rifle. Chegou a passar uma barreira de segurança até ser baleado e preso.

A polícia de Los Angeles declarou que o irmão dele recebeu uma mensagem de Paul Ciancia nesta sexta-feira falando em suicídio. Sabendo disso, policiais foram até a casa do atirador para ver como ele estava, enquanto ele atacava o aeroporto, noticiou a NBC.

Tiroteio fecha terminal do aeroporto de Los Angeles

A polícia de Los Angeles, nos Estados Unidos, evacuou hoje o Terminal 3 do aeroporto da cidade depois que uma pessoa abriu fogo. O atirador foi baleado e preso. Um segurança do aeroporto foi morto. Várias outras pessoas saíram feridas.

O aeroporto foi fechado para decolagens. Só está recebendo voos na pista sul. O prefeito de Los Angeles fez um apelo à população para ficar longe do aeroporto. Os outros terminais devem ser reabertos em algumas horas, mas não há previsão sobre o Terminal 3, que está sendo tratado como zona de crime.

O chefe de polícia de Los Angeles, Patrick Gannon, disse que um homem armado com um fuzil chegou às 9h30 da manhã e tentou passar pelas barreiras de segurança. A polícia perseguiu o indivíduo. Houve um tiroteio no Terminal 3, onde ele foi ferido e preso. Acredita-se que ele tenha agido sozinho.

Drones dos EUA matam líder dos Talebã do Paquistão

Um bombardeio de aeronaves não tripuladas dos Estados Unidos destruiu hoje a casa do líder da milícia fundamentalista muçulmana dos Talebã (Estudantes) do Paquistão, Hakimullah Mehsud. Cinco pessoas morreram. As autoridades paquistanesas afirmam que Mehsud foi morto, o que foi mais tarde confirmado pelo grupo jihadista.

O ataque complica as negociações de paz que o primeiro-ministro Nawaz Sharif tenta realizar com os extremistas muçulmanos. Os Talebã exigem o fim dos ataque dos drones americanos e a retirada do Exército do Paquistão das regiões tribais no Noroeste do país.

Para um porta-voz paquistanês, foi "um ataque ao processo de paz".