quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Coreia do Norte promete suspender programa nuclear

Em troca de uma ajuda de alimentos de 240 mil toneladas, o regime comunista da Coreia do Norte prometeu suspender o enriquecimento de urânio, os testes de armas atômicas e de mísseis de longo alcance, informou hoje o governo dos Estados Unidos. A agência de notíciais estatal norte-coreana confirmou esta moratória nuclear.

Não é a primeira vez que a ditadura stalinista de Pionguiangue promete abandonar as armas nucleares. Várias vezes voltou atrás. Faz uma chantagem nuclear com os EUA desde que perdeu o patrocínio com a extinção da União Soviética.

O último país que ainda mantém todo o aparato do stalinismo passou por uma mudança de comando. Com a morte do Querido Líder Kim Jong Il no fim de 2011, ascendeu seu terceiro filho Kim Jong Un. Esse acordo anunciado hoje já estaria praticamente concluído quando o Querido Líder morreu.

A Coreia do Norte fez duas explosões nucleares experimentais, em outubro de 2006 e em 25 de maio de 2009, violando determinação do Conselho de Segurança das Nações Unidas para acabar com seu programa nuclear. Entre uma e outra, em junho de 2008, destruiu a torre do reator da usina de Yongbyon como prova de suas boas intenções.

Na avaliação de especialistas ocidentais, o regime norte-coreano teria urânio altamente enriquecido para seis a oito bombas atômicas. Ainda não mostrou capacidade de empacotar tudo numa bomba e enviá-la num míssil. Mas está a caminho.

Uma das lições da proliferação nuclear no século 21 é que quase todos os países do mundo podem desenvolver armas atômicas. "Se o Paquistão pode, todo o mundo pode", comentou um estrategista americano em palestra na Escola de Guerra Naval.

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